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SC Braga 4-0 CF Os Belenenses: Para golear nem foi preciso acelerar

José Baptista · 5 min

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Cabeçalho Futebol Nacional

A última partida de sábado da 15ª. jornada da Primeira Liga portuguesa, jogada na cidade dos Arcebispos, disputava-se sobre uma iniciativa bem agradável. Os Guerreiros do Minho deram ao jogo um cariz solidário e ofereceram bilhetes aos adeptos em troca de brinquedos a serem distribuídos por instituições de solidariedade do concelho. 7803 bracarenses responderam à chamada e ocuparam o seu lugar na Pedreira para observar a luta entre duas equipas com algo a provar depois dos maus resultados recentes.

O Braga surpreendeu e Abel deixou de lado a habitual rotatividade para manter a equipa que foi derrotada nos Barreiros. Já Domingos Paciência, no regresso a uma casa onde já foi muito feliz, fez voltar ao onze Bouba e Pereirinha, que tinham ficado no banco na receção ao Paços.

Como habitual, o Braga entrou mais forte no jogo e demorou apenas 4 minutos a obrigar Muriel a efetuar a sua primeira boa defesa da noite. Mas, se a noite estava fria, também o jogo não quis ficar atrás e entrou num estado mais entorpecido, entrando num período de longos minutos sem lances dignos de nota. Pelo meio, o único ponto de reportagem era com Muriel, que já começava a demorar demais para o gosto dos adeptos braguistas nos pontapés de baliza e ganhou um constante coro de assobios. Nem de bola parada os da casa conseguiam dar um ar de sua graça e dois livres frontais foram desperdiçados para bem longe da baliza.

Os arsenalistas não abrandaram e dilataram a vantagem nos instantes finais Fonte: SC Braga
Os arsenalistas não abrandaram e dilataram a vantagem nos instantes finais
Fonte: SC Braga

Finalmente, aos 36 minutos, trabalho para Muriel com um remate à figura. E, na jogada seguinte, Fábio Martins apareceu solto no coração da área para colocar a bola lá dentro mesmo rente ao poste. Num jogo muito pouco mexido, os da casa eram os únicos a tentar e, mesmo sem chegar muitas vezes à baliza adversária, controlavam um Belenenses com dificuldades até para passar da linha de meio campo.

O golo injetou alguma emoção na partida e foi novamente o Braga a ameaçar com Muriel a salvar um cabeceamento de Dyego Sousa. Entretanto, chegou o intervalo, com as equipas a irem aos balneários ouvir os técnicos que certamente tinham reparos a fazer.

No recomeço, uma boa oportunidade de Xadas e um Belenenses mais atrevido, a chegar pela primeira vez com perigo à baliza arsenalista, davam ideia de uma partida mais aberta para o segundo tempo e com ambas as equipas com atitude renovada. Logo a seguir, Muriel voltou a ter uma boa intervenção, mas os azuis do Restelo não conseguiram responder na mesma moeda e, pouco depois, Dyego Sousa fez o gosto ao pé numa jogada confusa – num cruzamento para a pequena área, um defesa cortou contra o próprio poste e na recarga o brasileiro aumentou a vantagem dos arsenalistas.

E o azar não acabava aqui para os visitantes, Muriel lesionou-se na jogada e teve de ser substituído por Filipe Mendes. Com uma vantagem mais confortável, o Braga passou a dominar o jogo com mais tranquilidade e eram suas todas as iniciativas ofensivas de relevo – Hassan falhou só com o guardião pela frente, pediu-se um penálti e houve vários quase, mas o resultado haveria de se manter inalterado até aos 87 minutos quando um cabeceamento de Raul Silva na pequena área, encontrou um erro crasso de Filipe Mendes e aumentou a vantagem. Já em tempo de compensação, no último segundo do desafio, Hassan aproveitou um livre indireto dentro da área azul para estabelecer o resultado final em 4-0.

Os Guerreiros do Minho regressam às vitórias e chegam ao Natal no 4º lugar, bem encaminhados para alcançar o seu objetivo no campeonato, enquanto o Belenenses continua a meio da tabela, mesmo com uma sequência negativa nos últimos jogos. De notar também que o horário do jogo, em conjugação com a pouca perigosidade do mesmo e a ação solidária natalícia do SC Braga permitiram ver nas bancadas muitas famílias com crianças de tenra idade, um agradável lembrete de que o futebol é para todos.

A FIGURA:

Fonte: SC Braga
Fonte: SC Braga

Fábio Martins – Num jogo que nunca engatou numa grande velocidade, o extremo foi sempre dos mais inconformados com o marasmo e com o seu golo desbloqueou a partida e deu ao Braga a calma para controlar um jogo que acabou por não trazer grandes dificuldades.

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: CF Os Belenenses
Fonte: CF Os Belenenses

Domingos Paciência – A equipa do Restelo entrou em campo em busca do empate e sem capacidade de importunar Matheus. Durante o jogo, o Belenenses foi apático e o seu meio campo   incapaz de fazer frente ao Braga, o que levou a mais uma derrota.

CONFERÊNCIA BnR 

BnR: Sobre a lesão do Muriel, o que nos pode já dizer?

Domingos Paciência: Sei que está no hospital, tem uma luxação, estão a tentar pôr-lhe o braço no sítio, esperemos que ele consiga recuperar. Não é uma lesão para pouco tempo sendo uma luxação. O futebol é isto, acontece, por isso é que eu digo, além de o resultado é também uma situação que nos deixa tristes porque o Muriel é um bom profissional, um excelente guarda-redes e hoje também teve uma infelicidade.

BnR: O Abel costuma recorrer à rotatividade, mas desta vez, mesmo com a derrota, manteve o onze. Foi uma demonstração de confiança nos seus jogadores?

Abel Ferreira: Vocês é que gostam de falar na rotatividade. Para mim, a estrela é o coletivo. A nossa ambição é alimentada com vitórias, mas sabemos o que fazemos e dentro daquilo que fazemos, como eu disse, mesmo nessas duas derrotas que para nós, e nunca as queremos, mas quando elas chegam temos que aprender com elas já que vêm, mas como eu disse mesmo com esses dois jogos a equipa mostrou ser uma equipa equilibrada, uma equipa confiável, uma equipa com uma intensidade de jogo muito forte e, portanto, eu só teria de fazer o que sempre faço, é escolher a cada jogo aqueles que eu entendo que são os melhores para fazer cumprir a estratégia que trabalhamos durante a semana.

Foto de Capa: Bola na Rede

José Baptista

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