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SC Braga 6-2 CD Feirense: Onde todos ajudam, nada custa

Redação BnR · 5 min

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Cabeçalho Futebol Nacional

No encerramento da décima terceira jornada do campeonato português, o Braga venceu o Feirense por seis bolas a duas, ascendendo assim à terceira posição, com 23 pontos. Já os comandados de José Mota permanecem em décimo quarto, com onze pontos. Algumas alterações na equipa do Braga foram as entradas de Xeca e até André Pinto. Apesar de já ter efectuado o jogo anterior, não seria de espantar a sua não utilização, visto ter estado afastado quase dois meses dos relvados. Do lado dos de Santa Maria da Feira, Peçanha aqueceu um banco de onde saltou Vaná, que apanhou com um Braga sedento de golos e bolas com fartura. A sair da baliza, claro.

Começou o jogo no estádio municipal de Braga, com Rui Fonte a provar o porquê da sua utilização. Estavam oito minutos de bola decorridos e o primeiro do Braga já se via. Fonte, à ponta de lança, coloca os minhotos em vantagem depois de um remate de Wilson Eduardo que levava selo de golo. Um zero e o jogo recomeça. E tanto recomeçou que o Feirense numa jogada de ataque algo inofensiva faz o golo. Entre Rosic e Karamanos é só escolher. Um deles marcou e o jogo ficou novamente empatado. Sorte ou não, o Feirense só não chegou ao segundo porque o penteado de Marafona não deixou. Sacudindo a cabeça para a direita e atirando-se para a esquerda o esférico passou pertinho da baliza do Braga. Foi uma brisa que passou leve, levemente. Já antes de tudo isto a ansiedade do guarda redes bracarense tinha sido evidência, quando resolveu saltar da baliza à Nelson Évora e deixar a bola passar para o golo. Algo foi assinalado e ainda bem para o Braga. Afinal, não era o penteado que estava mal. Era a chuteira. Depois de consertar a bota foi só assistir ao encontro. Marafona pegou na cadeira e no antigo boné de José Mota e observou cautelosamente o decorrer do jogo. Só foi pena ter visto Mauro lesionar-se daquela forma. Pereceu grave e desejo-lhe desde já as melhoras. E com tudo isto a acontecer o Braga chega mesmo à vantagem pouco depois. Hassan, dando razão a José Mota para poder falar do senhor de amarelo, resolve colocar-se no limite do fora de jogo propositadamente e fazer o segundo do Braga. Dedicatória para Ricardo Ferreira que bem merece. Dois um e tinham passado vinte e dois minutos desde o início do encontro. Sete minutos desde que recomeçou. O Braga não desarmou e com alguma anarquia à mistura chegou mesmo ao terceiro em cima do intervalo. Wilson novamente na jogada isola Ricardo Horta, que chuta para defesa de Vaná, na recarga, Horta foi simpático e ofereceu a o segundo da conta pessoal a Rui Fonte. Três para um e terminam os primeiros quarenta e cinco minutos em Braga.

Regressados dos balneários e prontos para a segunda metade, os jogadores do Feirense pareciam querer mais com o nível de futebol que apresentavam. Se não fosse novamente o penteado de Marafona a provocar aquela breve brisa eu queria ver no que isto dava… O resultado manteve-se por milímetros e por uma corrente de ar. Como quem não marca sofre, o Braga faz crescer o marcador através de Wilson Eduardo, que depois de tanto lutar mereceu tentar dos onze metros por falta cometida sobre a Hassan. Tentou e marcou. Forte e rente à relva, o Braga escrevia o quarto. Entretanto, Golo! Wilson faz o quinto e o segundo no encontro. Grande exibição e o melhor em campo a meu ver. Horta assistiu, Wilson não perdoou. Cinco para um era o que estava registado. Mostrando que quem vai à guerra não desiste, de recarga numa bola parada o Feirense reduz para três a vantagem do Braga. Estavam assim decorridos sessenta e cinco minutos de jogo e o resultado não mentia face ao que no jogo se via. Deu ainda tempo para mais um. Ricardo Horta isolou-se frente ao guarda-redes depois de um passe delicioso de Xeca e fez o sexto dos bracarenses. Seis dois foi o resultado final no Minho. Se mais tempo houvesse, Horta e Hassan poderiam até bisar. Acabou o jogo em Braga com uma vitória evidente dos da casa, que hoje mostraram ter capacidade para jogar bom futebol.

Não haverá muito mais para dizer, a não ser que o Feirense jogou de forma atrevida e arrojada e não com onze atrás da linha de meio-campo. Provaram que jogam em qualquer campo com o intuito de marcar e fazer uma boa exibição. Não correu bem pela lição de eficácia que o Braga impôs. Tiro o boné a José Mota pela exibição da sua equipa.

Rescaldo por Pedro Nuno Sousa

A FIGURA

Fonte: SC Braga
Fonte: SC Braga

Wilson Eduardo – Marcou dois, assistiu outros dois e podia até ter dado em mais. Em bom momento de forma , soube aproveitar bem os espaços dados pela equipa do Feirense demonstrando ter só um destino, a baliza. Muito bem a interpretar o jogo e sempre contribuindo para o todo. Para mim, fez hoje uma exibição merecedora de aplauso pela entrega ao jogo. Muitos outros estiveram igualmente em evidência. Aliás, todo o ataque do Braga marcou e mostrou objectividade. Assim sim dá gozo ver este Braga.

O FORA-DE-JOGO

Fonte: CD Feirense
Fonte: CD Feirense

Semedo – Não se deu muito por ele enquanto esteve em campo, sendo substituído provavelmente pelo pouco que acrescentou ao jogo. Esperava-se mais um bocadinho, mas a vida é feita de altos e baixos.

BnR na CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Jorge Fernandes – Sentiu-se que a equipa respirou melhor na zona do meio campo em termos tácticos e jogou um futebol mais fluído. Concorda com esta afirmação?

José Peseiro – Sim. Jogámos mais futebol. Houve maior acção na zona de construção permitindo jogar no campo todo. O Feirense e o José Mota colocaram-se em posição de realizar um bom jogo de futebol, sendo isso decisivo para o espectáculo que aqui se viu hoje.

 

Jorge Fernandes – O que faltou à equipa para materializar no resto do jogo a boa entrada, visto que antes do um zero e do dois um criou oportunidades de golo?

José Mota – Faltou-nos ser uma equipa organizada ao nível defensivo. Houve alguns desequilíbrios que nos saíram caros. O segundo golo do Braga é fora de jogo. Apesar da posse de bola ter sido equilibrada, prevaleceu a eficácia do Braga. Não era este o resultado que queríamos.

Redação BnR

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