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A CRÓNICA: SPORTING CP INICIA 2021 COM UMA VITÓRIA IMPORTANTE

Começar 2021 com um jogo entre dois candidatos ao título é bom. Mas se juntarmos isso uma vitória, é espetacular. Apenas um dos Sportings podia vencer, e foi o Sporting Clube de Portugal que levou a melhor em Alvalade, com um triunfo por 2-0. Pedro Gonçalves e Matheus Nunes fizeram os golos que deram mais três pontos ao líder da Primeira Liga, que continua em grande na luta pelo título.

A expetativa de se assistir a um jogo bastante emotivo confirmou-se, mal se ouviu o apito inicial. Os dois lados entraram com vontade de assumir o controlo da partida, evidenciando uma mentalidade ofensiva e sem receio de arriscar na busca pelo golo inaugural. O único aspeto negativo a referir nos primeiros minutos foi mesmo o relvado de Alvalade, que não estava nas melhores condições para um duelo deste calibre.

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O Sporting CP começou a ter maior iniciativa, construindo lances de perigo, mas os comandados por Carlos Carvalhal conseguiram condicionar a saída de bola dos leões. Isto obrigou, muitas das vezes, a jogar na profundidade para tentar abrir espaços na defesa minhota. Embora faltassem verdadeiras oportunidades de golo, o jogo estava a prosseguir de forma bastante interessante.

Provavelmente, Ricardo Horta viu aquilo que eu estava a escrever e não tardou em criar a primeira ocasião de perigo. Um delicioso passe de Fransérgio isolou o extremo português, que tentou picar por cima de Adán, mas o guardião evitou o golo com uma bela defesa, aos 32 minutos. Tudo isto acabou por motivar o SC Braga, já que, quatro minutos depois, voltou a estar muito perto de marcar na sequência de um pontapé de canto. No entanto, o último remate de Ricardo Horta foi direto para fora.

Era a melhor fase da equipa visitante, sem dúvidas. Ali Elmusrati (39′) atirou ao poste, depois de uma jogada bem trabalhada do lado esquerdo por Galeno, onde o ligeiro toque de Adán fez toda a diferença para manter o nulo no marcador ao intervalo.

O início do segundo tempo podia ter sido em grande para o SC Braga, pois Paulinho ainda colocou a bola dentro das redes da baliza de Adán. Contudo, o VAR anulou o golo por fora de jogo do avançado. O aviso estava dado – o Sporting CP tinha de se focar rapidamente no jogo para evitar um dissabor a começar o ano…

O “suspeito” do costume sentiu em demasia esse lance do adversário e apareceu para fazer a diferença. Aos 54’, Nuno Mendes cruza para Nuno Santos tocar para o coração da área, onde Pedro Gonçalves remata para o fundo das redes de Matheus, naquele que foi o 11.º golo do “Pote de Ouro” leonino. A resposta ao golo sofrido surgiu aos 63 minutos, novamente pelos pés de Ricardo Horta. O jogador recebeu um cruzamento atrasado de Esgaio e ficou em excelente posição para marcar, mas viu, outra vez, Adán a parar a sua intenção, com uma grandiosa defesa.

Nesta fase do jogo, quem estava por cima era, claramente, a formação do Minho, mas o mais letal seria Matheus Nunes, que fez o seu primeiro golo na Primeira Liga ao minuto 78. Excelente jogada de Sporar, que dispara para uma defesa apertada de Matheus Magalhães. Mas é, então, o outro Matheus que surge repentinamente para colocar a diferença em dois golos no marcador.

O 2-0 deitou por terra qualquer intenção bracarense em alcançar o empate e sentenciou as dúvidas que pudessem existir em relação ao vencedor final. Os últimos minutos do encontro passaram a correr e o árbitro deu por terminado um jogo intenso. Mesmo estando em muitos momentos da partida sob pressão, o certo é que o Sporting CP soube esperar pelos momentos ideais para chegar a uma vitória que pode ter uma elevada importância para o sonho de todos os sportinguistas em conquistar o título de campeão.

 

A FIGURA

António Adán – Costuma-se dizer que o melhor ataque é a defesa. Ter um guarda-redes com elevada experiência, como é o caso de Adán, acaba por fazer a diferença nos jogos em que a defesa leonina está sob forte ameaça. O guardião espanhol teve duas defesas soberbas a remates de Ricardo Horta que tiveram peso no desfecho final do jogo.

O FORA DE JOGO

Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Paulinho – Há jogadores que, mesmo estando sobre forte pressão, não vacilam nas alturas cruciais. O caso de Paulinho é diferente. Tendo sido muito falado como possível reforço do Sporting CP, a expetativa para ver aquilo que o número 20 bracarense faria em Alvalade era um dos pontos chave para o jogo da 12.ª jornada. O certo é que o avançado não teve o protagonismo de outros encontros – esteve muito escondido durante os 90 minutos e não conseguiu criar espaços na defesa leonina.

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Entrar no novo ano no topo da classificação era motivo mais do que suficiente para o Sporting CP ir em busca de mais uma vitória. O treinador leonino Rúben Amorim fez atuar praticamente o melhor onze no seu já bem trabalhado 3-5-2, com Nuno Santos a ser novamente titular. A turma de Alvalade tinha um teste exigente na defesa pela liderança na Primeira Liga.

No primeiro tempo, o conjunto verde e branco até foi tendo maior iniciativa ofensiva. Mas a estratégia preparada por Carlos Carvalhal estava a dificultar a criação de momentos de perigo junto da baliza de Matheus. Os últimos 15 minutos da primeira parte viram uma inversão de papéis, já que o SC Braga esteve perto de marcar – valeu Adán para impedir o golo em dois lances.

Antes de chegar ao 1-0, o Sporting ainda teve um sobressalto com o golo de Paulinho, que foi anulado pelo VAR. A equipa despertou e foi em busca do golo que desse a vantagem. Por fim, aos 54’, ele surgiu por intermédio de Pedro Gonçalves. Dando agora a iniciativa ao adversário, os homens de Amorim souberam esperar pelo momento certo para fazer o 2-0 e acabar com as dúvidas quanto ao desfecho final.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

António Adán (8)

Nuno Mendes (5)

Luís Neto (5)

Sebastián Coates (5)

Zouhair Feddal (5)

Pedro Porro (7)

João Palhinha (5)

João Mário (6)

Pedro Gonçalves (5)

Nuno Santos (5)

Tiago Tomás (5)

SUBS UTILIZADOS

Andraz Sporar (5)

 Bruno Tabata (5)

Matheus Nunes (6)

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

A cinco pontos do líder leonino, os Gverreiros do Minho queriam começar 2021 da melhor maneira – com um triunfo sobre o Sporting CP, para reduzir distâncias. Assim sendo, Carlos Carvalhal alinhou, logo ao início, as melhores peças no onze inicial, com o já habitual 4-3-3, no qual o regresso do extremo Galeno foi a grande novidade, relegando Iuri Medeiros para o banco de suplentes.

O triunfo retumbante no Bessa serviu de mote para uma entrada sem receio do líder. Com um sistema muito móvel na frente de ataque, o conjunto minhoto conseguiu travar eficazmente durante toda a primeira parte as ofensivas leoninas, com uma pressão sobre o portador da bola logo na primeira fase de construção. Antes do descanso, Ricardo Horta (por duas vezes) e Ali Elmusrati poderiam ter dado a vantagem nos últimos 15 minutos do primeiro tempo, naquele que foi o melhor momento da equipa visitante.

O início da segunda parte até poderia ter sido grandiosa com o golo de Paulinho, só que VAR anulou o tento do avançado. Como diz a lei de Murphy, “Qualquer coisa que possa correr mal correrá mal, no pior momento possível”, e foi exatamente isso que se verificou com o golo de Pedro Gonçalves. A partir desse momento, viu-se um SC Braga mais sem estrutura, à procura do empate. Porém, acabou por sofrer o 2-0, o que acabou com a réstia de esperança em conseguir trazer pontos de Alvalade.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus Magalhães (5)

Ricardo Esgaio (5)

Rolando (5)

Raul Silva (5)

Nuno Sequeira (5)

Ali Elmusrati (5)

João Novais (5)

Fransérgio (5)

Galeno (6)

Ricardo Horta (6)

Paulinho (4)

SUBS UTILIZADOS

Iuri Medeiros (5)

Guilherme Schettine (-)

 

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

BnR: Face ao último jogo frente ao B-SAD, no qual o Sporting CP, sobretudo na primeira parte, teve bastantes dificuldades com as bolas nas costas da defesa, hoje vimos uma equipa mais coesa nesse momento. Isso foi um aspeto que trabalhou com os seus jogadores durante a semana de preparação para o jogo contra o SC Braga?

Rúben Amorim: Obviamente que isso foi um aspeto que trabalhamos, após o jogo no Jamor, e ainda temos de melhorar. Contra uma equipa que faz movimentos quando o Ricardo (Horta) entra e o Paulinho vem buscar, ou o Fransérgio entra e o Ricardo vem buscar entrelinhas, é algo que tivemos em atenção e estivemos bem. Depois, tenho jogadores que, para além do treino, dos vídeos que a equipa técnica mostra, ainda pedem mais vídeos para ver. São grandes profissionais. O Feddal recuperou a tempo. Caso contrário, teria jogado o (Gonçalo) Inácio, que é um jogador experiente, habituado a defrontar grandes avançados na Liga espanhola e dá muita experiência à equipa. Agora melhoraram, porque treinamos e chamamos à atenção, além de serem bons jogadores.

SC Braga

Não foi possível colocar pergunta ao treinador do SC Braga, Carlos Carvalhal.

Artigo revisto

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