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Vitória FC 1-2 CD Feirense: (In)Felicidade

Joana Libertador · 3 min

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Cabeçalho Futebol Nacional

Perante um estádio composto, para o que é habitual, o Vitória procurou a primeira vitória em cinco jogos. Desde o confronto frente ao Benfica, no dia 30 de Janeiro, que os sadinos não vencem nenhum jogo.

Numa partida confusa, com pouca bola no chão, a primeira grande oportunidade surgiu aos 13 minutos, por parte do Feirense, numa jogada que nasceu nos pés do médio Tiago Silva. O Vitória respondeu com um ataque perigoso, que contou com uma grande jogada individual do número 11, Costinha, e um grande remate de João Carvalho, defendido por Vana. Dez minutos depois do lance, os sadinos chegaram mesmo ao golo, por parte de Vasco Fernandes.

A equipa de Santa Maria da Feira não teve capacidade de reagir à desvantagem, tendo criado apenas uma oportunidade que permitiu a Bruno Varela brilhar. Assim, o intervalo chegou com o Vitória a vencer por uma bola.

Na segunda parte o Feirense entrou mais agressivo, jogando mais próximo da área do Vitória, mas não conseguiu criar qualquer oportunidade de golo. Aos 60 minutos, José Couceiro foi o primeiro a mexer na equipa, tendo realizado dupla substituição: saíram João Carvalho e Meyong, para a entrada de Nené Bonilha e Edinho.

Num canto a favor dos fogaceiros, cobrado aos 67 minutos, Venâncio, num lance infeliz, colocou a bola dentro da própria baliza.

Aos 74’, Luís Machado entrou na equipa do Feirense, para o lugar de Etebo e, oito minutos depois, marcou golo. A cinco minutos do final da partida, os fogaceiros ganhavam por 2-1.

Após uma primeira parte possessiva e em vantagem, a prestação do Vitória caiu, tendo o auto-golo de Venâncio arrasado os sadinos. Assim, deixaram-se ser ultrapassados por um Feirense motivado.

O Vitória voltou a não conseguir os três pontos e saiu de campo debaixo de assobios. O Feirense tem agora 29 pontos, menos um que os sadinos e passa a ocupar a 12ª posição na tabela.

A FIGURA:

Fonte: CD Feirense
Fonte: CD Feirense

O FORA DE JOGO:

Fonte: Dominio de Bola
Fonte: Dominio de Bola

Frederico Venâncio- Num lance infeliz, o capitão sadino cabeceou para a própria baliza e permitiu que o Vitória perdesse a vantagem que tinha. O golo do empate deu mais força ao Feirense, que dificultou o jogo da equipa da casa.

Conferência BnR

BnR – Primeiro gostaria de lhe pedir uma breve análise ao jogo e depois saber se julga que a a chave desta vitória foram as substituições que realizou.

Nuno Santos – Quanto à análise de jogo houve duas partes distintas. A primeira parte onde o Setúbal foi mais forte que o Feirense e conseguiu bloquear as nossas saídas. O Setúbal numa fase inicial, principalmente do nosso lado direito, criou algumas dificuldades à entrada da nossa área. Depois com uma situação de bola parada chegou à vantagem. Nunca conseguimos sair bem na primeira parte, não tínhamos bola e não conseguimos criar situações de finalização ou chegar perto da área do Vitória de Setúbal. Na segunda parte, estivemos mais fortes, conseguimos subir as linhas, conseguimos ter mais bola e criar situações de perigo pela esquerda. Tivemos de chegar ao golo de bola parada, no 1-1, e depois, penso eu, com as alterações que o Feirense fez, crescemos no jogo e conseguimos chegar à vantagem. Obviamente que os jogadores que entraram vieram acrescentar algo à equipa.

BnR – O Vitória não ganha desde 30 de Janeiro, dia do jogo frente ao Benfica, aqui no Bonfim. Para além da, várias vezes referida, falta de eficácia, o que falta mais ao vitória para voltar a vencer?

José Couceiro – Marcar mais golos que o adversário. Quem marcar mais golos que o adversário vence, é esse o objetivo do jogo. Nós hoje, acima de tudo, temos que assumir a nossa responsabilidade. Sofremos dois golos de bola parada e o primeiro até foi marcado por nós, foi um auto golo. No segundo tínhamos mais do que tempo para defender melhor. E essas responsabilidades, são responsabilidades que nós temos de assumir. Temos que perceber que não podemos sofrer golos dessa forma e isso, claro, penalizou o Vitória. Depois parece-me que há um sentimento, generalizado, que como o Vitória atingiu os 30 pontos muito mais cedo, já não é preciso ter atenção ao Vitória. E eu fico muito preocupado e muito desgostoso com algumas  situações que se têm vindo a passar, não exclusivamente neste jogo, porque acho que a atenção tem de ser com todos os concorrentes, independentemente da sua situação. Agora, se a culpa é nossa? Obviamente. Nós sofremos dois golos como sofremos e temos de perceber que não podemos sofrer golos assim. E esse foi o maior motivo para hoje termos perdido.

 

Joana Libertador

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