Publicidade

Académica 3-1 CF União. A luta pela manutenção está viva!

Pedro Machado · 4 min

Académica 3-1 CF União. A luta pela manutenção está viva!

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

futebol nacional cabeçalho

Ambas as equipas entraram com vontade de começar o ano da melhor maneira, mas só uma o conseguiu. Tanto no final… Como no início do jogo: aos seis minutos, Pedro Nuno bateu um canto, da direita do ataque da Académica, a bola sobrou para Leandro Silva, que desferiu um remate potente, defendido com aparato por André Moreira, sobrando para Ricardo Nascimento, que inaugurou o marcador. 2016 começava bem para os Estudantes.

O União, porém, não se rendeu. Subiu as linhas e ia fazendo uso da velocidade das suas alas para causar tremor na defesa academista, com destaque para Amilton, qual piloto de fórmula 1 a levar o seu marcador directo, e Oualembo, à loucura com várias diabruras e uma irrequietude própria de quem queria agitar o jogo.

Esta audácia acabou por ser recompensada. Num lance em que o União colocou muita gente na frente, Joãozinho surpreendeu a defensiva academista, antecipou-se a Trigueira e este cometeu um penálti parecido com a falta para castigo máximo feita na Luz sobre Gaitán. Na conversão, Paulo Monteiro não desperdiçou e igualou a partida.

A Académica tentou reconquistar a vantagem, mesmo tendo perdido Ricardo Nascimento por lesão (João Real substituiu-o), e esteve perto por duas ocasiões até ao fecho do primeiro tempo, com um protagonista e um contexto em comum: Leandro Silva e bolas paradas. Primeiro, num livre batido pelo médio cedido pelo FC Porto, que sofreu um desvio e passou a rasar o poste direito da baliza de André Moreira; mais tarde, sob o apito do final da primeira parte, numa ressaca de um canto, Leandro tirou um adversário do caminho e bateu André Moreira, mas Diego Galo estava à frente da linha de golo para evitar que houvesse males maiores. Houve protestos por uma pretensa mão, mas Fabio Verissimo não quis saber e mandou tudo para o descanso.

Empolgados pelo final da primeira parte, os Estudantes entraram galvanizados na segunda, assumindo o jogo e passando grande parte do tempo no meio-campo unionista, patrocinados por sucessões de cantos e uma pressão bastante acutilante dos seus centro-campistas que ia sufocando o União. Dois avisos: Fernando Alexandre, primeiro, de longe, desferiu belo pontapé, a rasar a barra, e depois foi a vez de Pedro Nuno, assistido por Gonçalo Paciência, rematar ao lado da baliza de André Moreira.

Gouveia decidiu forçar a barra (disse que confiava) e encostar ainda mais o União às cordas, substituindo Pedro Nuno por Rabiola, colocando a Académica a jogar num 4x4x2 declarado. Uma aposta que teve retorno, pois a acção do médio acabaria por ser decisiva no lance do 2-1. Puxou marcação com ele, descongestionando a entrada da área, onde apareceu Fernando Alexandre a responder a um cruzamento rasteiro de Ivanildo com um remate que só parou no fundo das redes de André Moreira (em conferência de imprensa, quando questionado sobre a sensação espectacular que o seu golo trouxe, brincou: “Espectacular é para vocês, para mim foi normal.”).

Leandro SIlva foi o homem do jogo
Leandro SIlva foi o homem do jogo

Depois do golo, tempo de reajustes. Norton de Matos arriscou (mas não muito), colocando Breinter no lugar de Gian e Edder Farias no lugar de Danilo, enquanto que Gouveia fechou a porta do meio-campo conimbricense, fazendo entrar Nuno Piloto para o lugar de Gonçalo Paciência, voltando ao 4x2x3x1 inicial. O União deparou-se com um conjunto organizado, que não se deixou penetrar, e foi mesmo a Académica a ampliar a vantagem, outra vez com Rabiola na jogada – ao tentar ganhar tempo junto à bandeirola de canto, ganhou uma falta, convertida por Leandro Silva para o interior da área, onde apareceu João Real, oportuno, a fazer o resultado final.

Gouveia ganhou, claramente, no jogo dos bancos e a Académica voltou a vencer em Coimbra por duas vezes consecutivas passados quase 2 anos, somando importantíssimos três pontos na luta pela manutenção, saindo, pela primeira vez em 13 jornadas, da tão incomodativa linha de água.

A Figura

Leandro Silva (Académica) – Omnipresente no meio-campo dos Estudantes, foi o cérebro da equipa, trazendo-a consigo na hora de atacar e posicionando-se estrategicamente na hora de defender. Conjugou a (boa) agressividade com uma capacidade técnica de encantar para quem gosta de bola e de provocar desgostos aos seus adversários (que o diga Amilton, vítima de uma “cueca”), estando em dois dos três golos da Académica. Em conferência de imprensa, admitiu estar no melhor momento da época.

O Fora-de-Jogo

Soares (União) – Foi o espelho da permissividade do União perante a acutilância ofensiva da Académica, deixando que o meio-campo unionista fosse invadido com frequência, sobretudo na altura de maior aperto. Outros colegas seus (tal como ele, visados por Norton de Matos, que lamentou a “falta de concentração” da sua equipa) mereceriam este prémio.

Pedro Machado

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Quatro pontos de distância, muito mais em jogo | Braga x Sporting

O Estádio Municipal de Braga recebe, esta sexta-feira, 9 de outubro, às 20h15, um dos encontros mais aguardados da oitava jornada da Primeira Liga portuguesa 26/27. Braga e Sporting estão separados por quatro pontos, num duelo que pode ter consequências importantes nas ambições das duas equipas. Os leões ocupam o terceiro lugar, com 15 pontos, ainda sem derrotas, mas já a seis do líder FC Porto. Os arsenalistas seguem na sexta posição, com 11 pontos e um jogo em atraso, procurando aproveitar o fator casa para se aproximar dos lugares cimeiros. A equipa de Carlos Vicens chega ao encontro depois de um empate sem golos diante do Santa Clara, numa temporada em que tem revelado consistência defensiva, mas também algumas dificuldades na concretização. Com apenas sete golos marcados em seis jornadas, o Braga apresenta números ofensivos modestos para as suas ambições. Do outro lado, o Sporting de Rui Borges continua invicto, mas os empates consecutivos frente a Famalicão e Arouca impediram os leões de acompanhar o ritmo do FC Porto. A formação leonina soma 17 golos em sete partidas, mas já consentiu oito, um indicador das dificuldades que tem sentido para controlar determinados momentos dos encontros.

Tiago Campos · 4 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.