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CD Tondela 1-1 Boavista FC: Entrega incondicional das equipas valeu um empate

Daniel Dantas · 2 min

CD Tondela 1-1 Boavista FC: Entrega incondicional das equipas valeu um empate
O Boavista FC quer dar um passo rumo ao futebol positivo Fonte: Boavista FC

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Cabeçalho Futebol NacionalTondela e Boavista encontraram-se no Estádio João Cardoso para uma partida a contar para a Jornada 14 da Liga NOS, ajuizada por Bruno Esteves. Ambas as formações atravessavam um momento delicado, com a equipa caseira a apresentar um historial de três derrotas consecutivas; a forasteira, ligeiramente pior, vinha de quatro resultados desfavoráveis. Ao longo da semana, Petit revelou ter colocado o seu lugar à disposição numa conferência de imprensa de antevisão da partida.

Por outro lado, os axadrezados aguardaram pacientemente a decisão referente aos recursos do Conselho de Disciplina da FPF, que, no caso de ser positiva, possibilitaria a utilização de peças importantes no xadrez de Miguel Leal, como Henrique, Idris e Bukia. Não existindo qualquer decisão sobre o mesmo, os três jogadores não surgiram na ficha de jogo. Na parte inicial, o Tondela entrou melhor e praticou um futebol mais esclarecido, orientado para o ataque. Depois de um remate fraco de Wagner aos sete minutos, o Boavista respondeu através de um remate de Renato Santos ao lado da baliza dos beirões, três minutos depois.

Aos 14, Érick Moreno, servindo-se do seu poderio físico, rematou pujantemente, mas Agayev defendeu para canto. No meio de um futebol muito pouco apelativo praticado pelas duas formações, com erros incontáveis na primeira fase de construção, os tondelenses acabariam por chegar à vantagem no período de descontos da primeira metade, fruto de um livre frontal eximiamente cobrado por Lystcov, defesa central cedido pelo Benfica.

Obrigadas a reagir relativamente à desvantagem, as panteras entraram na segunda metade com maior assertividade e objetividade, tendo usufruído de várias ocasiões para igualar o encontro. Num entendimento perfeito entre Makhmudov, Tengarrinha e Talocha, protagonizando uma jogada ao primeiro toque, o lateral esquerdo pontapeou o esférico para uma enorme defesa de Cláudio Ramos aos 56 minutos. Instantes depois, num perigoso cruzamento de Talocha não aproveitado por Erivelto, a bola sobrou para Anderson Carvalho, que disparou por cima.

Por entre as ações ofensivas dos axadrezados, os pupilos de Petit procuraram, sem sucesso, tirar partido dos contra-ataques. No minuto 68, servido por Anderson Carvalho, Iuri Medeiros tentou surpreender com um chapéu, mas Cláudio Ramos esticou rapidamente os braços. A quatro minutos do fim, Erivelto cruza para a área e Iuri Medeiros faz um remate forte para mais uma excelente intervenção de Cláudio Ramos. O golo do empate viria a surgir na jogada seguinte, justamente, com um remate indefensável de Anderson Carvalho, dando o melhor seguimento possível ao pontapé de canto cobrado por Iuri Medeiros.

A FIGURA

anderson-carvalho-boavista
Fonte: Boavista FC

Anderson Carvalho – Mesmo não fazendo uma exibição de encher o olho, o brasileiro cobriu bem a zona intermédia do terreno, esteve envolvido na construção de algumas jogadas de perigo e marcou o golo que permitiu a sua equipa levar um ponto do Estádio João Cardoso.

O FORA-DE-JOGO

tengarrinha-boavista
Fonte: Boavista FC

Tengarrinha – A sua suavidade e ausência de critério em momentos de circulação de bola prejudicaram gravemente a formação de xadrez, maioritariamente na primeira metade.

Foto de Capa: Boavista FC

Daniel Dantas

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O mundo não é transparente, preto e branco ou qualquer outra singularidade imutável. Como diria Bruno Nogueira no Último a Sair, "O mundo é bué cenas". E, fazendo uso da expressão, é a evolução, a mutação e o desenvolvimento dessas cenas o motor para a passagem dos dias não ser apenas isso. A sucessão de acontecimentos do Benfica funciona desta maneira. Nos últimos anos, sucederam-se treinadores, mudanças estruturais e conjunturais e mercados de transferência que, na sua sequência, levaram a que, ao dia de hoje, Andreas Schjelerup e Gianluca Prestianni sejam os grandes dínamos do futebol encarnado. Quando foram contratados, o norueguês em janeiro de 2023, o argentino um ano depois, não era propriamente surpreendente vislumbrar na dupla criativa o futuro das águias. Os meses - mesmo anos - seguintes deixaram algumas dúvidas e hesitações sobre o assunto, quase sempre mais pertinentes pela qualidade da aposta do que pela qualidade dos intérpretes, mas 2026 tem ajudado nos esclarecimentos. Já não é só o futuro que passa pela dupla criativa. O presente também o é. 

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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