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CS Marítimo 2–1 GD Chaves: A Europa fica mais perto da Madeira

Marco António Milho · 4 min

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Cabeçalho Futebol NacionalCom a certeza de que o sexto lugar garantia o acesso às pré-eliminatórias da Liga Europa, CS Marítimo e GD Chaves defrontavam-se com a última vaga para as competições continentais em mente, no jogo que fechava a 28.ª jornada. Os adeptos compareceram, com mais de oito mil a deslocarem-se aos Barreiros, com a perspetiva de assistir a um bom espetáculo.

De um lado, um Marítimo em alta, ainda mais moralizado após a recuperação, que valeu o empate a três bolas no terreno do Braga, na jornada anterior do campeonato. Do outro lado, um Chaves surpreendente que se encontrava confortavelmente a meio da tabela, num oitavo lugar que ainda alimentava esperanças europeias – Chaves esse que vinha em segunda mão da meia-final da Taça de Portugal, onde bateu o Vitória de Guimarães por 3-1, apesar de não ter conseguido carimbar o acesso ao Jamor.

Sem poder contar com Patrick Vieira, castigado, Daniel Ramos confiou o lado direito da defesa ao polivalente Zainadine, com Fransérgio a regressar também ao onze, assim como Edgar Costa, jogando de início no lugar que tinha sido de Xavier na jornada anterior. Assim, o Marítimo alinhava com Charles na baliza; defesa constituída por Zainadine, Maurício, Raúl Silva e Luís Martins; setor intermédio com Erdem Şen, Alex Soares e Fransérgio; na frente jogavam Edgar Costa, Brito e Keita.

Quanto ao Chaves, registava-se desde logo uma novidade, com o adjunto Carlos Pires a ocupar o lugar de Ricardo Soares, em virtude da expulsão do treinador principal no jogo anterior dos transmontanos. Ricardo Nunes era o titular das redes, com Rodrigo Soares, Nuno André Coelho, Carlos Ponck e Nélson Lenho na defesa; no meio-campo estavam Tiba, Bressan e Braga, com Perdigão descaído na direita e Fábio Martins no lado esquerdo; Willian Oliveira era o homem mais avançado.

O jogo começou animado, com algumas oportunidades para ambas as equipas. Charles foi o primeiro a sofrer calafrios, ao não conseguir segurar a bola, permitindo a insistência, que acabou por não dar em golo. Pouco depois foi o Marítimo a ameaçar as redes de Ricardo, mas sem sucesso, valendo a defensiva visitante.

As duas formações apresentavam-se muito fortes defensivamente, não facilitando nas transições. Ofensivamente, o Chaves era a equipa mais perigosa, atacando com quatro homens, enquanto nos insulares Alex Soares se posicionava mais atrás no terreno, juntamente com Erdem Şen. No entanto, foi mesmo a equipa madeirense a chegar primeiro à vantagem, com Keita a marcar aos 37 minutos o seu terceiro golo no campeonato.

Os flavienses tinham posse de bola e domínio territorial; contudo, os verde-rubros valiam-se da eficácia, tanto a atacar como a defender. Assim, o árbitro Rui Oliveira, da Associação de Futebol do Porto, apitou para o intervalo, sem dar tempo extra e com o Marítimo a vencer.

Na segunda parte via-se mais do mesmo, com o Chaves a forçar o ataque, chegando mesmo ao empate aos 56 minutos, com Perdigão a aproveitar a incapacidade de Charles de segurar o esférico. Quatro minutos depois quase havia reviravolta, quando Willian atira de cabeça à trave maritimista.

O Chaves aproveitava o élan, somando mais ocasiões de perigo, mas sem conseguir concretizar. A equipa da casa estava a vacilar defensivamente e Daniel Ramos decidiu retirar Alex Soares, colocando em campo Éber Bessa, procurando recuperar o meio-campo e a consistência defensiva logo no minuto seguinte; contudo, o treinador verde-rubro viu-se obrigado a recorrer de novo ao banco, com Maurício a sair lesionado. Entrou para o seu lugar o lateral Pedro Coronas, com Zainadine a deslocar-se para o centro da defesa.

Aos 78’ acontece a primeira substituição dos transmontanos, entrando Davidson para a vaga do veterano Braga. Dois minutos depois Daniel Ramos mexe pela última vez no escalonamento dos maritimistas, fazendo entrar Xavier para o lugar de Brito.

A entrada do português teve resultados imediatos, quando recupera uma bola perdida no centro do terreno, iniciando o contra-ataque, que resulta no segundo golo dos madeirenses ao minuto 83. Aos 85 minutos Perdigão deu lugar a Rafael Lopes e aos 88’ Patrão rendeu Bressan, na tentativa de reação dos homens de Chaves.

Depois de cinco minutos de compensação frenéticos, porém, o Marítimo segurou a vantagem, solidificando o sexto lugar na Liga, num jogo em que teve de sofrer bastante, sobretudo na primeira parte e no início da segunda.

A FIGURA

Fonte: Facebook Oficial de Fransérgio Barbosa
Fonte: Facebook Oficial de Fransérgio Barbosa

 Fransérgio – o médio regressou à titularidade no meio-campo verde-rubro e dele saíram os passes para os dois golos que valeram ao Marítimo a consolidação da vaga europeia. O brasileiro foi o elemento mais consistente do seu setor, sempre atento e prestável a construir jogo.

O FORA-DE-JOGO

Fonte: CS Marítimo
Fonte: CS Marítimo

Charles – inseguro e incapaz de segurar as bolas rematadas, sempre que desviava os punhos a bola sobrava para o adversário. É certo que não teve pela frente um adversário fácil, mas o guardião esteve num dia menos feliz.

Conferência BnR

Marco Milho: Depois da recuperação em Braga e de uma vitória difícil sobre o Chaves, qual é o impacto que têm estes jogos no balneário?

Daniel Ramos: Somos uma equipa mentalmente forte, capaz de passar por momentos difíceis no jogo. Foi uma vitória feliz, mas isso faz parte. Agora temos jogos com equipas grandes pela frente, pelo que o sexto lugar não está garantido, mas estes resultados ajudam.

Marco Milho: Depois de dominar o jogo com o Marítimo, como é que analisa o resultado negativo?

Tiago Aguiar (adjunto que compareceu à entrevista): É injusto o resultado. Contra o Marítimo, que é, com mérito, o sexto classificado, fazendo um jogo destes… Quem faz um jogo destes não precisa de motivar os jogadores.

Marco António Milho

Redação Bola na Rede · ver artigos