Publicidade

GD Chaves 1-3 Sporting CP: A chegada ao pódio já aconteceu

Redação BnR · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A partida disputada em Chaves entre a equipa da casa e o Sporting CP ditou uma vitória por três bolas a uma do conjunto verde e branco. Num final de tarde onde a equipa leonina não apresentou grandes surpresas no onze, apesar da inclusão de Luiz Phellype face à lesão já conhecida de Bas Dost, foi Bruno Fernandes quem mais uma vez guiou a equipa liderada por Keizer para um novo triunfo para o campeonato.

Na primeira-parte, o Sporting CP foi controlando o jogo, ainda que não de forma impetuosa. Realizando uma circulação com alguma qualidade, foi chegando à área adversária sobretudo pelo corredor esquerdo, onde Borja e Acuña iam chegando à linha de fundo para cruzar, ainda que sem verem os seus cruzamentos serem finalizados.

Ainda que o GD Chaves tenha provocado alguns calafrios, não foram suficientes para assustar Renan e o golo do Sporting CP surgiria aos 24′ numa excelente jogada entre Ristovski e Bruno Fernandes, onde após uma tabela bem-sucedida, o macedónio cruzou para o isolado Luiz Phellype que, sem oposição, apenas teve de encostar para o fundo da baliza. Até ao fim do primeiro tempo, o decorrer dos acontecimentos não foi muito apelativo, ainda que suficiente para manter a vantagem leonina de forma justa.

No segundo tempo, a atitude do GD Chaves veio alterada e isso permitiu que fosse avançando no terreno em busca do golo que permitisse recuperar da desvantagem que se verificava no marcador.

Apesar da expulsão de Jefferson ao minuto 51, a verdade é que os flavienses pareciam não estar em inferioridade numérica tal era a forma como chegavam com perigo à baliza de Renan. Uma bola ao poste por intermédio de Campi ao minuto 56 era um forte indício de que o golo estava para surgir, e isso aconteceu passado quatro minutos, com André Luís a finalizar após um excelente passe de Bruno Gallo para as costas da defesa do Sporting CP.

O golo de André Luís ainda deu alguma esperança aos flavienses
Fonte: Liga Portugal

Com o empate, os leões tiveram de apressar-se em garantir a vitória, e nesse intuito foi lançado Jovane Cabral, que entrou bem na partida e realizou dois remates perigosos, um contra António Filipe, outro contra Ricardo, que substituiu o primeiro devido a uma lesão no tornozelo.

Contudo, foi com um tiro certeiro e de grande qualidade que, fora de área, Bruno Fernandes colocou os verde e brancos de novo em vantagem, após um excelente passe de Acuña. Com o golo a acontecer ao minuto 80, o GD Chaves já não conseguiu ter nenhum lance digno de registo que ameaçasse de novo a baliza de Renan.

Mesmo com a expulsão de Ristovski, que fez com que ambas as equipas contassem com dez elementos, foi o Sporting CP quem acabou por marcar de novo, desta vez por intermédio de Luiz Phellype após passe de Jovane Cabral, naquele que foi o último lance dos leões na partida.

Com esta vitória, o Sporting CP ascendeu ao terceiro lugar devido à derrota do SC Braga frente ao FC Porto, encontrando-se neste momento a oito pontos quer de primeiro, quer do segundo classificado. Já o GD Chaves continua em 17º, com 24 pontos.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

GD Chaves – António Filipe (GR) (Ricardo, 74’), Paulinho, Maras, Campi, Luís Martins, Rúben Macedo (Luther Singh, 59’), Jefferson, Bruno Gallo, Bressan, André Luís (Niltinho 85’), William

Sporting CP – Renan (GR), Ristovski, Coates, Mathieu, Borja (Jovane Cabral, 73’), Gudelj (Doumbia, 66’), Wendel, Bruno Fernandes, Raphinha (Bruno Gaspar, 94’), Acuña, Luiz Phellype


A FIGURA

Fonte: Liga Portugal

Bruno Fernandes – Mesmo após lesão, Bruno Fernandes protagonizou uma bela exibição. Apesar de não ter assistido para nenhum dos golos, foi ele quem desmarcou de forma espetacular Ristovski para este cruzar para Luiz Phellype e entregou a bola a Jovane para assistir de novo o brasileiro. Para além disso, desbloqueou o jogo quando estava 1-1 com um excelente golo do meio da rua. É um jogador fundamental no conjunto verde e branco.

O FORA DE JOGO

Fonte: Liga Portugal

Jefferson – Não importa se estava a realizar um bom jogo ou não. Um jogador não pode ser expulso ao minuto 50, ainda para mais quando a equipa precisa urgentemente de amealhar pontos. A forma imprudente com que entrou sobre Gudelj só poderia resultar no segundo amarelo. Um grande revés no GD Chaves, que vinha do balneário na busca do golo.

Foto de Capa: Liga Portugal

Redação BnR

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.