Última horaEm Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)
Publicidade

GD Estoril-Praia 0-2 CD Feirense: O gelo da despromoção

Redação BnR · 4 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Cabeçalho Futebol NacionalCom duas alterações no XI Inicial (Abner e Pêpê nos lugares de Lucão e André Claro), o Estoril Praia recebeu, em jogo a contar para a décima sétima jornada, o Clube Desportivo do Feirense, que, depois do embate frente ao Futebol Clube do Porto, operou duas substituições (Kakuba e Edson Farias nos lugares de Tiago Gomes e de Babanco).

Com uma diferença pontual de dois pontos, as duas equipas tentavam fugir, ao máximo, da zona mais funda da tabela.

Ao contrário do que seria de esperar, devido ao facto de ambas as equipas apresentarem, por norma, um futebol positivo e ofensivo, a primeira parte foi, de todo, pobre e bastante cinzenta. Foi, assim, um início frio em que as equipas não desfrutaram de oportunidades de golo.

A partida via-se como tão fraca, que a primeira oportunidade de golo gerou logo, de facto, golo. Aos vinte minutos de jogo, depois de um contra ataque rápido da equipa nortenha, deu-se o tento do Feirense: já dentro de área, Hugo Seco, extremo dos azuis, driblou Moreira e, tentando assistir um companheiro, acaba por acertar em Pedro Monteiro, defesa central dos canarinhos, que tem o infortúnio de colocar a bola na própria baliza.

Respondendo à desvantagem, a equipa da casa não baixava os braços. Contudo, as oportunidades de perigo pertenciam à equipa adversária. Etebo, depois de um cruzamento milimétrico pelo lado direiro, remata à queima roupa. Moreira não estava a dormir e agarrou o esférico.

Ainda houve a oportunidade, antes dos 45 minutos, do Estoril tentar o empate. Kyriakou, num livre frontal, bate rasteiro. A bola passa por baixo da barreira e sair a rasar o poste. O cipriota merecia, de facto, melhor desfecho.

Terminava assim a primeira parte deste encontro. Sem muito para contar, a equipa de Santa Maria da Feira ia para os balneários a vencer.

Nem no aquecimento o jogo aqueceu Fonte: Bola na Rede
Nem no aquecimento o jogo aqueceu
Fonte: Bola na Rede

Esperava-se uma segunda parte animada, com a equipa do Estoril Praia por cima e à procura da vitória. Contudo, os 1081 adeptos presentes no Antónia Coimbra da Mota (grande maioria do Estoril) ficaram desiludidos e nada contentes com a sua equipa.

Os canarinhos demonstravam pouca vontade em ficar com os três pontos e a saída do lesionado Kléber matou, por completo, a escassa vontade ainda existente nos jogadores estorilistas.

Perto da hora de jogo, novo infortúnio para a equipa da linha. Edson Faria cruza do lado direito e novo autogolo contra o Estoril, desta feita de Kyriakou.

O jogo estava tão frio que nem os jogadores aqueciam. Numa grande jogada de Allano, a resolução do lance espelhou a desinspiração estorilista: Aylton, à boca da baliza, tendo só de encostar, falhou escandalosamente; na ressaca do lance, Lucas Evangelista, que estava do outro lado, também não conseguiu melhor do que um cruzamento facilmente resolvido pela defesa do Feirense.

Por volta do minuto oitenta, Lucas Evangelista arregalou os olhos aos poucos espetadores presentes no estádio. Após um bom cruzamento do lado esquerdo, atirou, num perfeito pontapé de baliza, pouco por cima da barra.

Mesmo a terminar, o Estoril beneficiou de uma grande penalidade. Eduardo desperdiçou-a e atirou muito por cima.

A segunda parte foi assim tirada a papel químico da primeira. O jogo pobre sem nenhuma das equipas a superiorizar-se. É ainda de realçar que até o golo foi semelhante ao da primeira parte: um autogolo.

 

A FIGURA:

Fonte: CD Feirense
Fonte: CD Feirense

Nuno Manta Santos – O treinador do Feirense preparou a sua equipa na perfeição para este jogo. Mesmo não atacando muito, a equipa de Santa Maria da Feira esteve muito coesa no capítulo defensivo e em nada facilitou a vida aos canarinhos. É de realçar a forma como o técnico montou a sua equipa.

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: GD Estoril-Praia
Fonte: GD Estoril-Praia

Equipa do Estoril – Ao contrário do que vinha a ser habitual, os canarinhos não praticaram um bom futebol. A equipa sentiu o frio que se vivia no António Coimbra da Mota e não conseguiu aquecer os corações dos seus adeptos.

CONFERÊNCIA BnR:

CD Feirense

BnR: O Estoril teve, de facto, mais bola do que o Feirense. Contudo, raramente conseguiu criar boas oportunidades de golo. Acha que o facto de a equipa ter estado defensivamente coesa foi a chave para ganhar este jogo?

Nuno Manta Santos: Sem duvida que a nossa organização defensiva e a estratégia que usamos parte este jogo foi fundamental. Conseguidos enervar o Estoril e lançar variados contra-ataques. A estratégia da equipa foi bem conseguida e foi um bom jogo dos nossos jogadores. Nós todos gostamos de ver um estádio cheio de fãs e adeptos. É evidente que um jogo à segunda feira não traz muita gente. Se calhar é um aspeto que tem de ser a Liga a resolver. É muito difícil para um adepto do Feirense vir apoiar a sua equipa e estar a trabalhar amanhã de manhã.

 

GD Estoril-Praia

BnR- No jogo de hoje, a equipa do Estoril não teve tanto caudal ofensivo como de costume e, por isso mesmo, não conseguiu criar muitas oportunidades. O que é que faltou hoje?

Ivo Vieira: É verdade que não fizemos o bom jogo como temos vindo a fazer. Não criámos oportunidades, não fizemos movimentações e não pusemos tanta gente na frente, muito por mérito do adversário. Temos de melhorar e trabalhar. Fácil é deitar a toalha ao chão, nós estamos aqui para ultrapassar esta situação.

Foto de Capa: Bola na Rede

Rescaldo com opinião de Marta Reis e Guilherme Anastácio

Redação BnR

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.