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GD Estoril-Praia 3-0 CD Tondela: Adeus, barriga de misérias!

Redação BnR · 5 min

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Cabeçalho Futebol Nacional

Com algumas mexidas no onze inicial (com particular destaque para o reforço Ewandro), o Estoril Praia recebeu, em jogo a contar para vigésimo jornada, o Tondela, que manteve os mesmos protagonistas em relação ao último encontro. A equipa da linha vinha de uma derrota no Dom Afonso Henriques por 3-1. Por sua vez, a equipa tondelense vinha de uma derrota no estádio do Dragão pela margem mínima (1-0).

A equipa natural da Beira Alta foi a primeira a tentar o golo e logo ao segundo minuto da partida. Num canto batido do lado direito, apareceu o experiente Ricardo Costa, que, à entrada da pequena área, cabeceou ao lado. Valeu o susto para os adeptos presentes na Amoreira.

O Estoril não tardou a responder… e que resposta! Numa boa jogada ofensiva, a bola foi ao encontro de Pêpê. Este, sem cerimónia, rematou colocado e atirou a bola para o fundo das redes. Ficou a ideia de que Cláudio Ramos podia ter feito algo mais.

O jogo adormeceu (mérito para a equipa do Estoril que assim o quis fazer) e só voltou a haver uma oportunidade por volta do minuto vinte. Miguel Cardoso, médio tondelense, assiste, após um ressalto, Pedro Nuno. Este ultrapasse um defesa e, na cara de Renan Ribeiro, atira às malhas laterais… que desperdício!

O Estoril respondia sempre às investidas do Tondela e o minuto vinte e três foi uma prova disso mesmo. Numa rápida jogada no lado esquerdo, a bola vai até ao centro do ataque estorilista. Aí, Ewandro atirou violentamente ao poste. Tentava-se o golo no António Coimbra da Mota.

Vinte minutos depois, o Estoril aumentou a vantagem. Numa insistência do lado direito, a bola sobra para Luvas Evangelista. O médio brasileiro (quem mais poderia ser?) fez um golo de levantar o estádio: de pé direito, sem hipóteses para Cláudio Ramos, a bola ainda beijou a barra, mas acabou mesmo por entrar. Grande golo do Estoril e de Luvas Evangelista.

João Pinheiro apitou para o intervalo e o Estoril demonstrava sinal mais. Com a surpresa dois avançados móveis (André Claro e Ewandro), sem ter um alvo fixo na frente, Ivo Vieira desmembrou por completo a equipa de Pepa. Este fator foi fundamental para a boa primeira parte dos canarinhos.

Lucas Evangelista é, sem dúvida, o motor desta equipa. Foi fundamental para a vitória ao assistir e a marcar Fonte: GD Estoril-Praia
Lucas Evangelista é, sem dúvida, o motor desta equipa. Foi fundamental para a vitória ao assistir e a marcar
Fonte: GD Estoril-Praia

A segunda parte começou e o Tondela mostrou logo sinal de que queria marcar e vencer o jogo. Notou-se que as ordens de Pepa tiverem um ponto base: a velocidade. Os tondelenses estavam mais rápidos e executavam as suas jogadas ofensivas sem muita cerimónia. Contudo, e mesmo sem grandes lances de golo, a equipa do Estoril controlou sempre o jogo e foi sempre dono e senhor da partida e do seu rumo.

Sem momentos dignos de destaque, o terceiro golo estorilista chegou aos setenta minutos. A defesa do Tondela tentou sair a jogar (nem sempre bonito é bom) e cedeu à pressão da zona ofensiva do Estoril. Bruno Gomes, numa investida fulminante, apareceu na cara do guardião tondelense e, deixando o egoísmo de lado, assistiu Allano. O extremo brasileiro só teve de encostar e fez o terceiro golo da partida e do Estoril.

Ao minuto 82, o Tondela tentou o golo de honra. No lance muito confuso na área estorilista, já no chão, Renan Ribeiro brilhou e impediu o tento tondelense. Grande intervenção do guardião!

João Pinheiro acabou com o jogo e os adeptos estavam mais do que galvanizados. A equipa estorilista, bem à moda brasileira, deu “show de bola” e foi merecedora dos três pontos. A jogar assim, a manutenção está cada vez mais perto. Por outro lado, o Tondela desapontou e deixou muito a desejar. Ao contrário do que tem sido habitual nesta época, os tondelenses não praticaram um bom futebol, atacaram mal e defenderam ainda pior. É ainda de realçar o facto de não ter sido exibido nenhum cartão no decorrer da partida. Tanto a equipas de arbitragem como as outras duas equipas merecem uma menção honrosa neste capitulo do jogo.

A FIGURA:

Fonte: GD Estoril-Praia
Fonte: GD Estoril-Praia

Ivo Vieira – Surpreendeu com a entrada de Ewandro no jogo e com o 4-4-2. Sem nenhum avançado fixo, os avançados do Estoril fizeram gato sapato da defensiva Tondelense. O facto de o Estoril, no decorrer da partida, ter mudado de um 4-4-2 para um 3-5-2 revela também um elevado trabalho de cultura tática desta equipa.

O FORA DE JOGO:

Fonte: CD Tondela
Fonte: CD Tondela

CD Tondela – Desapontou por completo. Como já foi dito, deixou muito a desejar. Esteve mal em muitos dos aspetos da partida: mal no ataque e péssimo na defesa. O resultado é bem expressivo e justificativo disso mesmo.

BnR na Conferência de Imprensa

BnR- Sente que o facto de Ivo Vieira ter mexido muito na equipa e ter inovado com dois avançados móveis foi determinante?

Pepa – Não me surpreendeu. O Estoril está na posição em que está, mas joga bem. Pelos reforços e pela qualidade, a equipa do Estoril continuará a jogar um jogo muito bom e os resultados serão. diferentes. Quem joga assim está muito bem.  A partir do terceiro golo, o Estoril controlou e tomou conta do jogo. Foi um dia mau tanto para mim como para os meus jogadores. Fizemos jogos muito bons, contra o Aves, contra o Guimarães e contra o Porto, e hoje somos os mesmos. É preciso ter os pés no chão quando ganhamos e não mandar tudo abaixo quando perdemos.

BnR – O Estoril foi dono e senhor do jogo. Parabéns pela vitória. Sente que com este tipo de exibição a manutenção está mais perto? E pergunto-lhe também o que achou da estreia de Ewandro e o porquê de ter sido logo lançado?

Ivo Vieira – Antes de mais, e quero passar aqui uma mensagem para dois destinatários: os jogadores, pelo comportamento que tiveram e que têm tido, e para aqueles que são a nossa razão de existir – os adeptos – , que estão sempre presentes, que são poucos, mas bons e que merecem. Indo ao encontro da sua questão, o Estoril jogou muito bem contra uma equipa que respira melhor do que nós e, por isso, joga com mais confiança. Não estamos longe da situação em que estávamos e ainda temos de trabalhar muito. Não foi dos nossos melhores jogos, admito isso, mas ganhámos. Os jogadores tiveram um comportamento cabal no sentido em que todos atacaram e todos defenderam. Em relação ao Ewandro, esteve bem e veio dar mais vontade e ambição. Hoje sentiu-se isso em toda a equipa e estiveram todos muito bem. É também importante dar uma palavra àqueles que já cá estavam, que não têm tido a felicidade de pontuar.

Redação BnR

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