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Rio Ave FC 2-0 GD Estoril-Praia: Geraldes “de luxo” afunda estorilistas

Pedro Paupério · 5 min

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O Rio Ave venceu o Estoril Praia por 2-0 em jogo 28ª jornada da Primeira Liga. Francisco Geraldes esteve em destaque ao ser decisivo nos dois golos da equipa da casa.

Depois de duas semanas sem campeonato, o Estoril viajou até Vila do Conde com a missão de deixar o último lugar do campeonato.

Já a equipa de Miguel Cardoso, que na véspera garantira não estar preocupado com a luta pela Liga Europa, procurava regressar às vitórias depois do desaire frente ao Sporting.

Com Francisco Geraldes e Tarantini de regresso (bem como Gelson Dala), o Rio Ave voltou a apresentar aquele que vem sendo o onze base da segunda volta. Já o Estoril, ainda com algumas baixas, apresentou-se num 4-3-3 com Bruno Gomes como referência do ataque.

A equipa da casa entrou em campo com vontade de mandar no encontro e controlou os minutos iniciais. Com Diego Lopes e João Novais muito próximos de Francisco Geraldes, povoando o espaço interior, os laterais jogavam muito subidos no terreno e balanceavam a equipa para o ataque.

O primeiro aviso dos vilacondenses foi dado logo aos cinco minutos. Uma bola nas costas da defesa estorilista obrigou Ricardo Ribeiro a sair rápido da sua grande área para tirar o pão da boca a Guedes.

O golo, no entanto, chegaria pouco depois, de penálti. João Novais apareceu bem pelo lado esquerdo, descobriu Geraldes na grande área e o médio, depois de complicar um pouco, acabou por ser carregado em falta, apontando Nuno Almeida para a marca dos onze metros.

Na conversão, Pelé enganou Ricardo Ribeiro e chegou ao quinto golo no campeonato, colocando o Rio Ave em vantagem ainda no primeiro quarto de hora da partida.

Em desvantagem, o Estoril procurou reagir, sobretudo através de ataques rápidos, mas o Rio Ave estava bem e continuou a mandar no jogo.

A equipa da casa ficou mesmo perto do segundo ao minuto 25, em mais uma boa combinação da segunda linha do ataque. Geraldes jogou em Novais, que descobriu Diego Lopes na cara de Ricardo Ribeiro, tendo o brasileiro obrigado o guarda-redes visitante a uma grande intervenção.

Pouco depois foi a vez de Francisco Geraldes ficar perto do golo, mas o médio emprestado pelo Sporting, depois de uma grande jogada individual, permitiu nova defesa do guardião estorilista.

À terceira foi de vez e o Rio Ave ampliou mesmo ao minuto 39. Guedes apareceu bem junto à linha de fundo e abriu espaço para a chegada de Francisco Geraldes, que desta vez ganhou o duelo com Ricardo Ribeiro e colocou o resultado em 2-0.

O Estoril ainda tentou reagir e quase reduziu na resposta, mas Lucas Evangelista chegou ligeiramente atrasado ao cruzamento de Vítor Andrade quando tinha tudo para marcar e o jogo foi para intervalo com 2-0 no marcador.

Fonte: Rio Ave Futebol Clube

A segunda parte começou a um ritmo mais lento do que a primeira e só ao fim de dez minutos surgiram lances de destaque. André Claro, que entrou ao intervalo juntamente com Pedro Rodrigues, foi o primeiro a avisar, com um remate que saiu muito perto do poste.

O Estoril precisava de marcar dois golos e Lucas Evangelista esteve perto de fazer o primeiro ao minuto 60, mas Cássio respondeu com uma excelente defesa ao remate forte do médio brasileiro.

A equipa visitante estava a crescer no jogo e Miguel Cardoso sentiu necessidade de reforçar o meio-campo. Pedro Moreira foi o escolhido e rendeu Diego Lopes, passando Geraldes a atuar mais próximo da faixa. Já Ivo Vieira respondeu com a entrada de Allano, por troca com Gonçalo.

A alteração na formação caseira surtiu o efeito desejado e o Rio Ave melhorou na reação à perda da bola, pelo que o Estoril não voltou a ameaçar nas transições.

Até ao final destaque apenas para a expulsão de Mano, que viu vermelho direto (após consulta do VAR) por derrubar Guedes numa altura em que o avançado dos vilacondenses se preparava para ficar isolado.

 

FIGURA:

Fonte: Rio Ave FC

Francisco Geraldes – Regresso em grande do jovem médio português. Depois de ter ficado de fora do encontro com o Sporting por se encontrar emprestado pelos leões, Geraldes foi decisivo ao conquistar o penálti do primeiro golo e apontar ele próprio o segundo, além de várias ações decisivas ao longo de toda a partida.

FORA DE JOGO:

Fonte: GD Estoril-Praia

Bruno Gomes – Na ausência de Kléber foi o homem mais avançado da equipa visitante, mas nunca conseguiu criar dificuldades ao adversário. Saiu, sem surpresa, ao intervalo, e foi notória a diferença no Estoril com André Claro em campo.

CONFERÊNCIA BnR:

GD Estoril-Praia

BnR: O Estoril melhorou bastante no segundo tempo e talvez até tenha estado melhor do que o Rio Ave nos segundos 45 minutos, mas já não foi a tempo de conseguir pelo menos o empate. Sente que a sua equipa teve uma reação demasiado tardia no jogo?

Ivo Vieira: Nós sabíamos, como eu já disse, que o Rio Ave é uma equipa de posse. Equilibrámos, em termos de posse, aquilo que o Rio Ave normalmente leva de vantagem sobre as equipas que aqui jogam, e na segunda parte provavelmente estivemos ao mesmo nível ou ligeiramente superiores. Mas, às vezes de forma consentida, aqueles que estão em vantagem e confortáveis no jogo dão-nos essa benesse. A verdade é que ter posse e não fazer golos não é suficiente, se nós tivéssemos a mesma posse e conseguíssemos concretizar podíamos ter entrado no jogo, mas não conseguimos.

 

Rio Ave FC

BnR: Depois de ter dominado o encontro no primeiro tempo, na segunda parte o Rio Ave começou a conceder algumas transições perigosas ao Estoril e nessa altura acabou por fazer entrar Pedro Moreira. Esse ajuste no meio-campo foi fundamental para travar uma possível ascensão do Estoril no jogo?

Miguel Cardoso: Completamente, considero essa análise acertadíssima. Aquilo que fizemos na primeira parte, que nos colocou em vantagem, fez com que no segundo tempo acusássemos alguma fadiga. Além disso, também tínhamos o Pelé, que fez dois jogos pela seleção, e era fundamental de alguma forma geri-lo, até porque nessa altura ele já tinha amarelo e também não o queríamos expor, e, portanto, tínhamos de reforçar o eixo do meio campo contra uma equipa como o Estoril, que joga com três médios muito posicionais. Obviamente, com a fadiga, os nossos alas também deixaram de ser competentes a fechar o espaço interior em alguns momentos e por isso quisemos regular um pouco a dinâmica do Estoril e compete-me a mim, do lado de fora, ajudar a equipa.

 

Foto de Capa: Liga Portugal

Pedro Paupério

Redação Bola na Rede · ver artigos