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São de cenários cinematográficos como o que se viveu no Estádio Cidade de Coimbra que se fazem subidas de divisão. O recinto dos estudantes foi brindado com com um ambiente digno de Primeira, proporcionado por cerca de onze mil espectadores (um recorde na Segunda Liga) e uma tarde primaveril que ajudou a Briosa a alcançar a terceira vitória consecutiva e o terceiro posto na classificação em igualdade pontual com o segundo, o Santa Clara.

Fonte: Bola na Rede
Como seria de esperar, a Académica entrou com vontade de mandar no jogo, pressionando o FC Porto B no seu último terço e Djoussé esteve perto de inaugurar o marcador logo aos 3 minutos. Este domínio, porém, foi-se desvanecendo com o passar dos minutos. O FC Porto recompôs-se e conseguiu tapar as vias de acesso à sua baliza até aos 40 minutos, altura em que a Académica voltou a conseguir criar perigo. Alan Júnior, porém, não conseguiu concretizar nenhuma das duas oportunidades de que dispôs.
Na segunda parte o FC Porto B manteve a boa organização defensiva e até pertenceu aos dragões a primeira situação de golo da etapa complementar – Djim, isolado, atirou às malhas laterais da baliza defendida por Ricardo Ribeiro. A Briosa, porém, não se ficou e respondeu através de Alan Júnior. O avançado cedido pelo Benfica, porém, não estava com a mira afinada.
A Académica continuou a pressionar a baliza contrária (que passou a ser defendida por Diogo Costa, devido à lesão de Mbaye), teve a bola, mas era o FC Porto que ia tendo o jogo, conseguindo controlar as intenções da Briosa… que ficaram mais complicadas com a expulsão de Diogo Ribeiro.
Duvidou-se do sonho da subida. Os estudantes, porém, não desistiram de o manter vivo. E tiveram a felicidade com que, normalmente, são brindados aqueles que a procuram: num lançamento em profundidade, Djoussé antecipou-se a Diogo Costa e não enjeitou a hipótese de se tornar no herói do jogo, ao desviar a bola do guardião portista e ao marcar o golo no sétimo dos oito minuto de descontos dados pelo àrbitro Carlos Espadinha.
Segundos depois o jogo terminaria, o Cidade de Coimbra incendiou-se de alegria e o sonho da subida voltou a estar vivo.
Como jogou a Académica OAF:
Ricardo Ribeiro; Mike, João Real, Brendon e Nélson Pedroso; Ricardo Dias, Chiquinho, Luisinho e Femi Balogun; Alan Júnior e Djoussé;
Substituições: Marinho (Alan Júnior, 55′), Traquina (Luisinho, 76′) e Diogo Ribeiro (Nélson Pedroso, 88′)
Como jogou o FC Porto B:
Mbaye; Rui Pires, Rui Moreira e Bidi ; Yahaya, Luizão, Bruno Costa, Oleg; Chikhaoui, Madi Queta e Djim;
Substituições: Diogo Costa (Mbaye, 55′), Luís Mata (Madqui Queta, 81′) e Tony Djim (Danúbio, 90′)
Pedro Machado
A FIGURA

Donald Djoussé – Não marcava desde a partida com o Gil Vicente, em fevereiro, mas hoje Djoussé apareceu quando a sua equipa mais precisava e voltou a ser decisivo com o golo da vitória no último lance do jogo.
Vasco Moreira
FORA-DE-JOGO

Diogo Ribeiro – Entrou a dois minutos dos 90′ para tentar resolver o jogo é acabou expulso ainda antes do tempo de compensação. Uma entrada imprudente que podia ter complicado a vida do seu clube quando este mais precisava.
Vasco Moreira
CONFERÊNCIA BnR
FC Porto B:
PERGUNTA BNR: Perante as adaptações que foi forçado a fazer, foi difícil preparar este jogo?
António Folha: «Não preparamos os jogos consoante a Académica, o Famalicão. Preparamos a equipa para o jogo. Temos alguns miúdos em sobrecarga, com jogadores a jogar nos juniores, na UEFA Youth League. Não é fácil preparar sobre estas situações. Mas somos pagos para isso».
«Fizémos um bom jogo, mostrámos muita personalidade, muita qualidade de jogo, criámos algumas situações em que podíamos ter feito golos, não fizemos, sofremos… há-que continuar a trabalhar para conquistar pontos».
«Tivemos algumas situações em que podíamos ter feito. Nessas situações não fomos tão bons. Devíamos ter tido maior serenidade. Estes miúdos estão em fase de crescimento».
«se o objectivo fosse a equipa B ser campeão, provavelmente já tinhamos chegado a esta jornada campeões pelo que fizemos até dezembro. se essa fosse a aposta não deixávamos sair 7 jogadores para a Primeira Liga».
Académica OAF:
Quim Machado: «Pedi 8 mil, tivemos 11 mil espectadores. Temos meia cidade atrás de nós».
«Só há um resultado possível para nós, que é a vitória».
«Ficámos com 10, mas acreditámos e ganhámos. Por tudo o que envolveu, houve uma festa enorme [após o apito final], mas foram só três pontos».
«Foi preciso ter um grande equilíbrio entre o atacar e o defender. E penso que a minha equipa soube sempre ter esse equilíbrio».
«Logo no início do jogo, tivemos a oportunidade para marcar… e não entrando esse golo, a ansiedade veio ao de cima».
«Precisávamos daquela estrelinha para ganhar. Pedi que eles forçassem todas as situações possíveis».
«Só há um caminho, que é vencer. Na Covilhã há mais uma final».












