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A manhã primaveril que brindou Coimbra era convidativa à prática do futebol, e nem a Académica nem o Braga B enjeitaram a oportunidade de o fazer, proporcionando um bom espetáculo de futebol, que honrou a memória de Vítor Campos, glória eterna da Briosa.
Apesar do jogo se ter disputado de manhã, ambas as equipas apareceram despertas à procura do golo inaugural. O Braga B, apostado em transições ofensivas conseguiu aproximar a bola junto da baliza contrária ao mesmo tempo que permitia espaços nas costas aproveitados pela Académica para criar as melhores situações de perigo da primeira parte.
A Briosa, disposta num quarteto ofensivo constituído por Jonathan Toro (jogando em terrenos mais exteriores), Júnior Sena, Romário Baldé e Hugo Almeida (apoiado pelos últimos três), esteve perto do golo por duas ocasiões – primeiro, num lance em que Jonathan Toro quase aproveitou a distração de um jogador bracarense para assistir Hugo Almeida e, depois, num cabeceamento do internacional português que passou rente à trave.
O intervalo chegou sem golos, mas a primeira parte teve argumentos suficientes para que os cerca de 2479 espectadores sentissem que tinha valido a pena acordar mais cedo para ir ao futebol.

Fonte: Bola na Rede
A segunda parte começou com o mesmo ritmo da primeira e só acalmou a partir do minuto 56’, altura em que surgiu o primeiro golo do jogo – Romário Baldé trabalhou sobre a direita, procurou o coração da área onde apareceu Toro a rematar enrolado, fazendo a bola sobrar para Hugo Almeida que não enjeitou a oportunidade de fazer golo no seu regresso após 3 jogos de suspensão.
A Académica colocou o jogo em lume brando. Circulou com menor intensidade e mais critério, algo que colocou algumas dificuldades ao Braga na saída para o ataque. Os bracarenses, porém, conseguiram ultrapassá-las e ameaçaram o golo. Primeiro por Henry que, depois de contornar Ricardo Moura, perdeu o golo de forma quase escandalosa e, depois, na sequência de um lance gizado por André Ribeiro, em que João Real quase fez auto-golo. Pelo meio, a Académica ameaçou por Jonathan Toro – a bola “morreu” nas malhas laterais da baliza bracarense.
A bola continuou a rondar a baliza da Académica, mas João Alves decidiu fechar o meio-campo com a entrada de Fernando Alexandre para o lugar de Jonathan Toro.
A partir daí a Briosa permitiu menos veleidades ao Braga e a melhor oportunidade do jogo até ao final pertenceu mesmo à equipa da casa – Júnior Sena, isolado, porém, não conseguiu desfeitear Tiago Pereira. Pouco depois, o árbitro apitaria para o final do encontro.
A vitória da Académica sobre o SC Braga B coloca, provisoriamente, a Briosa a dois pontos dos lugares de subida, com a particularidade de ter conseguido superar um adversário que, na jornada anterior, tinha derrotado o Famalicão, equipa que ocupa o último lugar de acesso à elite do futebol português.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:
Académica OAF: Ricardo Moura, Jean Filipe, João Real, Yuri Matias, Joel; Ricardo Dias e Reko; Júnior Sena, Jonathan Toro (Ricardo Dias, 86’), Romário Baldé (Traquina, 79’) e Hugo Almeida (Djoussé, 82’).
SC Braga B: Tiago; Casimiro, David Carmo, Bruno Wilson, Simão; Afonso, Crespo; Denisson (Tavares, 77’), Makuta, Ribeiro e Henry (Franklin, 77’).
A FIGURA

Ricardo Dias – Grande exibição do 6 academista, um verdadeiro polvo. Inúmeras recuperações de bola, que permitiram lançar ataques perigosos, cortes providenciais e um sentido posicional impecável. Em suma tudo o que se pede a um médio mais recuado.
O FORA DE JOGO

Simão – Dada a forma como se bateu o Braga B e a forma como a Académica arrancou a vitória, seria sempre difícil escolher o pior jogador em campo. Porém, foi pelo lado esquerdo da defesa dos bracarenses que a Briosa mais vezes conseguiu fazer mossa, sendo precisamente por aí que nasceu o único golo do jogo. O lateral-esquerdo dos guerreiros fica, assim, ligado ao resultado negativo da sua equipa.
BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA
SC Braga B
BnR: O Braga B venceu um candidato à subida como o Famalicão e fez, segundo as suas palavras, uma boa exibição em Coimbra. Acredita que a manter estas performances, o Braga B vai conseguir, mais jornada menos jornada, a manutenção?
Rui Santos: Acredito na qualidade destes campeões, destes guerreiros. A média de idade deles é muito mais baixa relativamente, por exemplo, à da Académica e isso pode fazer a diferença.
Por exemplo, quando o Henry ultrapassa o Ricardo Moura e não cai… provavelmente se tivesse caído seria grande penalidade e esses pormenores às vezes fazem a diferença.
Académica OAF
BnR: Vamos entrar num ciclo decisivo. Faltam 8 jornadas para acabar a Segunda Liga e a Académica está a dois pontos da subida. Teme que isso possa pressionar demasiado a equipa ou a existência de jogadores como
João Alves: Já conheci tantos jogadores veteranos que se “mijam pelas pernas abaixo” e miúdos que saem dos júniores que conseguem lidar com a pressão. A idade não interessa nestas coisas. Eles têm é de ser um colectivo forte e pensar em prol da equipa. Isso é o mais importante.
Foto de Capa: Bola na Rede
Artigo revisto por: Rita Asseiceiro









