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Académica OAF 1-2 Ac. Viseu: A subida já só é uma ilusão

Redação BnR · 5 min

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Cabeçalho Futebol Nacional

A tensão era palpável no Estádio Cidade de Coimbra. Ambas as equipas chegavam pressionadas, e necessitadas de pontos para as respectivas lutas. A Académica, depois de dois jogos sem vencer em casa, procurava reposicionar-se na luta pela subida. O Académico, depois de duas derrotas seguidas, tentava lavar a cara e escalar lugares rumo aos lugares tranquilos.

A Briosa, assumindo a responsabilidade de jogar no seu reduto, conseguiu libertar-se da pressão e caiu sobre o reduto contrário. Leandro, grande dinamizador, liderou a ofensiva dos estudantes rumo à baliza viseense.
Marinho primeiro (isolado, tentou um chapéu que saiu largo), e o próprio Leandro (remate de ressaca, à entrada da área, após canto), depois, estiveram perto de coroar estas iniciativas com golos, mas viria a ser Traquina a culminar a entrada fulgurante da Briosa no jogo com o tento inaugural – aos 8 minutos, isolado por um passe magistral de Leandro, atirou a contar.
O Académico não se conseguiu libertar da pressão. A que era exercida por si, em busca da vitória, e a que era colocada pela Briosa, na saída de bola viseense. Não conseguiu, portanto, fazer mossa na vantagem, meritória, que o seu adversário levava para o intervalo.
A segunda parte trouxe um Académico mais expedito. Francisco Chalo, treinador dos viseenses, adiantou Zé Paulo, médio de construção e adiantou-o, encostando Sandro Lima, até então referência ofensiva da equipa, à direita. A equipa tirou dividendos – esta mobilidade permitiu ao 90 do Académico combinar com o extremo Tiago Borges, permitindo a assistência para uma entrada triunfante de Zé Paulo que resultou no golo do empate aos 49 minutos.
Ricardo Ribeiro, guarda-redes da Briosa, é reconfortado pelos apanha-bolas
Ricardo Ribeiro, guarda-redes da Briosa, é reconfortado pelos apanha-bolas
A Académica tentou recompor-se, mas o lado direito do ataque do Académico estava com grande dinâmica, e voltou a causar estragos. A dupla Tiago Borges/Sandro Lima, em constantes movimentações, fez a cabeça de Nuno Santos, lateral esquerdo da Académica, em água e voltaram a ameaçar um golo que viria a surgir, 7 minutos depois do primeiro, numa insistência de Zé Paulo. O 30 dos viseenses, ganhou, na raça, uma bola disputada com os centrais e disparou, com força para o golo da reviravolta. 1-2.
Costinha, treinador da Académica mexeu na equipa, e colocou Ernrst  no lugar de Leandro (os adeptos não gostaram da saída do “maestro”). A Académica ganhou vivacidade, e conseguiu aproximar-se da área viseense graças às iniciativas do ganês, que contemplaram Marinho e Traquina (por duas vezes) com boas oportunidades de devolver a igualdade ao marcador. Não concretizadas.
O técnico da Briosa forçou a barra e fez entrar Diogo Ribeiro para à frente da ataque, retirando o lateral direito Joao Simoes. A Académica ganhou presença na área, mas perdeu discernimento na construção. Um cenário que não se alterou, nem com a expulsão do guarda-redes do Académico, Rodolfo, por acumulação de amarelos após reincidência na demora na resposicao de bola (corajosa e justa decisão do árbitro Carlos Cabral).
O final do jogo chegou sem alterações no marcador. O triste cenário de jogadores da Académica prostrados no relvado contrastou com rejúblio do público viseense. O Académico foge, assim, aos lugares de descida directa e a Académica, fruto das vitórias do Aves e do Varzim fica mais longe da ambicionada subida.
Pedro Machado
FIGURA
Fonte: Académico de Viseu
Fonte: Académico de Viseu
 Zé Paulo – beneficiou – e muito – da alteração tática efetuada por Chaló ao intervalo. Com uma grande dimensão física, deu muito trabalho à defensiva da Académica e foi o herói da sua equipa com dois golos que permitiram alcançar os três
Rafael Simões
FORA-DE-JOGO
Fonte: Global Imagens
Fonte: Global Imagens
Nuno Santos– de regresso à titularidade, o lateral esquerdo efetuou uma exibição para esquecer. Muito precipitado, acumulou más decisões e passes falhados e levou os adeptos ao desespero.
Rafael Simões
SALA DE IMPRENSA
Francisco Chaló, treinador do Académico de Viseu
«Nos primeiros 25 minutos não nos encontrámos. Depois encontrámos soluções no nosso figurino e mudámos essencialmente o meio campo. Entrámos algo amorfos, mas na segunda parte entrámos muito fortes e tivemos a felicidade de materializar essa dinâmica com dois golos. Foi um jogo interessante. »
«Foi um triunfo muito saboroso e aproveito para dedicar a todos os pais. Só com grande capacidade é que uma equipa consegue ter alma e qualidade para ganhar um jogo contra uma desvantagem. Em relação à expulsão nunca tinha visto nada assim em muitos anos disto.»
Costinha, treinador da Académica
«Entrámos muito bem no jogo, fizemos um bom golo, mas depois baixámos a intensidade. O Académico colocou o Zé Paulo lá na frente e levou o jogo para uma dimensão mais física, mas nós tínhamos obrigação de fazer mais com bola. os primeiros 10 minutos da 2 parte foram fatais para a equipa.»
«Sofremos dois golos e a equipa voltou outra vez a assumir o jogo.» «É um pouco estranho e difícil de explicar como é que deitámos tudo a perder.»
«Fisicamente a equipa do Ac tem jogadores mais corpulentos, nós no plano técnico somos uma equipa com qualidade e não conseguimos manter essa dinâmica. Assumo as responsabilidades da desconcentração que tivemos nos primeiros minutos da 2 parte.»
«Com a entrada de Ernest procurava ter o jogo mais fluído e quando tivéssemos que colocar na área que fosse mais perto e mais pensado. Não me interessa o Aves, interessa-me a Académica. Tínhamos que fazer três pontos e não fizemos.» «No final afastei os jogadores para eles não responderem aos apupos dos adeptos.»
«Pressão adicional? O que eu acho importante de retermos é que esta equipa durante muito tempo foi pedida para subir de divisão. O fosso que existe já exisitia antes, a Académica encurtou-o. Todos os jogadores são diferentes, uns tem uma resposta mais forte e outros menos fortes. Aquilo que eu espero é que a equioa entre sempre para alcançar os 3 pontos e não pensar no aspeto da subida. Só podemos pensar na subida quando estivermos dependentes de nós. »
«Sou o líder desta equipa e aquilo que acontece de bom e de mau tenho que assumir. Tenho um grupo de campeões e se agora são assobiados isto faz parte do futebol.» Continuo ciente da realidade. O grupo tem que crescer e defender as cores da Académica e no final faz-se as contas. Temos que trabalgar e dignificar a camisola.»
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