Académico de Viseu FC 0-2 UD Vilafranquense SAD: Ganha quem menos erra

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Foi numa tarde de muito frio que o UD Vilafranquense SAD se deslocou a Viseu para defrontar o Académico local, derrotando-os por duas bolas a zero.

Ambas as equipas entraram com a intenção de comandar o jogo, tendo os primeiros minutos sido marcados por vários duelos a meio-campo. Quando o jogo começou a “assentar”, foram os viseenses quem assumiu a iniciativa e, consequentemente, o controlo da posse de bola, mas a primeira oportunidade de perigo surgiu para o lado dos vilafranquenses, e estes não a desperdiçaram. Após a cobrança de um livre lateral, o avançado João Vieira tocou de cabeça para a pequena área, onde Ulisses apareceu isolado e só teve de encostar. A equipa ribatejana abria o ativo e colocava-se em boa posição para ir em busca da primeira vitória fora de casa na presente edição da LigaPro.

Apesar da maior posse de bola para o lado do Académico de Viseu FC, esta revelava-se estéril e quem ia causando maior inquietude aos defesas adversários era o Vilafranquense, através das suas saídas rápidas para o ataque. A falta de ideias ofensivas por parte da equipa de Viseu deixava os seus adeptos bastante descontentes e estes não se continham no momento de protestar.

O jogo foi-se tornando cada vez mais físico e as “faltas” habituais das competições portuguesas iam-se sucedendo, de parte a parte. As constantes quebras no ritmo de jogo impediram a construção de jogadas com “cabeça, tronco e membros”, sendo este um dos fatores contributivos para a não alteração do marcador até ao intervalo. A vantagem do Vilafranquense ia-se justificando pelo facto de ter sido a única equipa a criar oportunidades de golo durante o primeiro tempo.

Os (poucos) adeptos presentes no Fontelo iam-se mostrando descontentes com a exibição dos academistas
Fonte: Bola na Rede

O recomeçar do jogo trouxe duas mexidas no Académico, dadas as entradas de Bruninho e João Mário. Foi da cabeça deste último que, logo aos 47 minutos, surgiu a primeira ameaça dos comandados de Rui Borges no encontro, no seguimento de um livre cobrado por Luisinho.

Quando os viseenses estavam a conseguir criar jogadas de perigo em quantidade, eis que surge o lance mais caricato de toda a jornada: Steven Pereira, numa tentativa de atrasar a bola até Ricardo Janota, acabou por colocar força a mais na bola, bem como a direção errada, e marcou um autogolo quase do meio-campo! Se o ambiente no estádio já estava de “cortar à faca”, pior ficou após este lance.

As desatenções e perdas de bola não forçadas do lado dos “academistas” constituíam um cenário repetitivo, oferecendo oportunidades aos vilafranquenses e não sendo capazes de incomodar Maringá. Por seu lado, os ribatejanos iam mantendo um bloco baixo e aproveitavam as falhas na defesa adversária para sair rápido em contra-ataque.

Até final, o jogo mais pareceu uma partida de ténis, disputada no meio do terreno: bola de um lado, depois do outro, e assim sucessivamente. O Vilafranquense conquistou a primeira vitória fora de portas na liga, ao passo que o Académico de Viseu somou a terceira derrota consecutiva.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Académico de Viseu FC – Ricardo Janota; Yang; Steven Pereira (Facundo, 67’); Mathaus; Lucas; Zimbabwe; Fernando Ferreira; Latyr Fall (Bruninho, 46’); Luisinho; Jean Patric; Anthony Carter (João Mário, 46’).

UD Vilafranquense SAD – Maringá; Tarcísio (Brigues, 75’); Denis Martins; Kassio; Marco Grilo; Diogo Izata; Ulisses; Pepo (Bidi, 89’); Filipe Oliveira; Nikita; João Vieira (Wilson, 79’).

Alexandre Candeias
Alexandre Candeiashttp://www.bolanarede.pt
Apaixonado por futebol desde sempre, tem o hábito de escrever sobre o desporto rei desde os tempos da escola primária, onde o tema das composições de Português nunca fugia da bola.

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