Última horaManchester United pode provocar ‘terramoto’ no que diz respeito aos treinadores: eis o alvo dos red devils
Publicidade

CD Mafra 1-1 SL Benfica B: Despedidas agitadas

Francisco Correia · 6 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A 20ª jornada da II Liga está a prometer com um belo cartaz. Na manhã deste sábado, CD Mafra (5.º lugar) e SL Benfica B (3.º lugar) empataram a um golo, num encontro entre duas equipas do topo da tabela deste campeonato. Na primeira volta, o SL Benfica B tinha vencido o CD Mafra por 1-0, no Seixal. FC Paços de Ferreira e FC Famalicão irão discutir o primeiro lugar na terça-feira.

Um dos principais enfoques da partida foi a despedida de alguns jogadores da equipa B do SL Benfica. Zlobin, Ferro e Florentino Luís (Jota não convocado) jogaram esta partida, mas vão começar a estar sob orientação de Bruno Lage, no conjunto principal. Já o recém-promovido CD Mafra continua a ser uma das sensações da competição.

Entre o vai e vem da chuva, o sol ia começando a brilhar em Mafra e foi a equipa da casa a começar a impor-se apesar de ambos os conjuntos se apresentarem num esquema 4-3-3. O meio-campo defendido pelo Benfica B era o mais ocupado porque o CD Mafra passava a bola por todos os seus elementos e em toda a largura. Quando a perdia, o conjunto de Sandro Medeiros pressionava bem alto na área “encarnada” até que surge o primeiro golo do jogo. O SL Benfica B tentava repor a bola rasteira a cada pontapé de baliza, para os defesas centrais, mas o guarda-redes russo Zlobin faz uma fífia incrível aos 21’ e oferece o golo ao ex-SL Benfica Harramiz.

Contra a pressão alta do CD Mafra, o SL Benfica ia conseguindo trocar muito bem a bola a partir de Ferro e Nuno Tavares, no lado esquerdo, com a ajuda de Florentino Luís e Tiago Dantas no meio-campo. Aqui, a boa capacidade dos jovens do Seixal guiou-os até ao golo do empate, três minutos depois. Conduzida a bola pelo lado direito, os médios “encarnados” entregam a jogada para Alex Pinto e Chris Willock. Dentro da pequena área há remate defendido por Godinho, mas incompleto e aproveitado para Zé Gomes empatar a partida (1-1). Foi o exemplo de uma das poucas jogadas do SL Benfica na primeira parte, mas efectuada a alta velocidade e com perigo. Outro lance favorável às jovens “águias” foi aos 34’ num remate frontal, na pequena área, defendido pelo guardião do CD Mafra.

Zé Gomes igualou a partida para os encarnados
Fonte: UEFA

O segundo tempo começava de forma semelhante como o primeiro a favor do CD Mafra, algo que se prolongou até aos 80’. de Bruninho para uma grande defesa de Zlobin aos 51’. Mais tarde, feitas algumas mexidas nas duas equipas, os avançados Harramiz (67’) e Zé Tiago (69’) não conseguem marcar golo a favor da equipa da casa no frente-a-frente com Zlobin. No segundo remate, o guarda-redes russo que foi promovido à equipa principal do SL Benfica defende com os pés. Estava feita a redenção para o primeiro golo muito mal consentido. O tempo passava e a ansiedade aumentava até ao apito final, especialmente nos últimos dez minutos, onde havia ataques para cada lado a favor do espectáculo, mas o empate persistiu.

Com este resultado, o CD Mafra mantém o quinto posto na II Liga, ficando à condição a um ponto do Estoril e a dois do Benfica B que é terceiro, a seis pontos do segundo Famalicão.

ONZES E SUBSTITUIÇÕES

CD Mafra: Godinho, Rúben Freitas, Juary, Miguel Lourenço e Ruca; Rui Pereira, Ministro (71’ João Paredes) e Cuca; Bruninho (85’ Pedro Ferreira), Zé Tiago e Harramiz (89’ Flávio).

SL Benfica B: Zlobin, Nuno Tavares, Ferro (52’ Kalaica), Pedro Álvaro e Alex Pinto; Florentino Luís, Tiago Dantas e Gonçalo Santos; Nuno Santos (52’ Bernardo), Chris Willock e Zé Gomes (74’ Pedro Henriques).

A FIGURA

Fonte: CD Mafra

Harramiz: Da esquerda para o meio, foi o perigo constante para a defensiva do SL Benfica. Sedento de procurar o golo, a sorte bateu-lhe à porta com uma oferenda do adversário. Parece estar na sina dos encarnados que os seus ex-jogadores causem tormentos em campo. Natural de São Tomé e Principe, Harramiz tem 28 anos e passou na equipa B “encarnada” em 2013/14.

Destaque para as boas exibições de ambos os guarda-redes (Zlobin do SL Benfica B está de saída, mas acabou redimiu-se do erro flagrante que deu golo ao adversário) e o bom espetáculo e ambiente a condizer no belo estádio do CD Mafra.

O FORA-DE-JOGO

Fonte: SL Benfica

Chris Willock: Tem os dotes e as habilidades, mas o avançado inglês apresentou-se muito apagado nesta partida em Mafra. Costuma ser um dos elementos mais irreverentes da equipa B do Benfica.

BnR na conferência de imprensa

BnR: Substituiu o Ferro logo ao início da segunda parte, porque fez essa opção? Costuma dizer que os jogadores têm de aprender com os erros. De facto, a equipa errou quando sofreu o golo e atacou mais em campo entre os 70-80 minutos da segunda parte. O que disse aos jogadores intervalo e como acha que eles reagiram?

Renato Paiva: O Ferro tinha jogado 90 minutos na quarta-feira contra o Arouca e estava em gestão de esforço. Vai subir à equipa principal e temos o Kalaica para nos ajudar. Quanto à sua segunda questão, disse ao intervalo este é o tipo de erro que nós temos de ter. Não é bater bola na frente e vir de lá a equipa adversária cortar, entrar em transição e fazer-nos o golo. Temos de jogar ligando sectores, é óbvio que depois há opções estratégicas devido ao adversário. Não jogamos sozinhos. Quando jogam de uma maneira, nós pressionamos de outra. Mandámos subir mais os nossos defesas laterais, fazendo descer os médios alas e libertaram ali os centrais para desarmar o Harramiz. Começámos a partir daí a jogar muito melhor do que com laterais baixos. Queríamos fazer o 2 contra 1. A equipa soltou-se. Na segunda parte houve a questão do vento, mas não entrámos bem e não explorámos o jogo interior. Voltámos a ter momentos em que não temos bola durante dez segundos. Se entramos constantemente em transição, estamos a dar trunfos ao adversário.

BnR: A veterania dos seus jogadores a meio-campo venceu os jovens do Benfica especialmente na boa pressão alta feita pelo CD Mafra na primeira parte?

Filipe Martins: A nível da experiência tenho uma ideia muito sólida. Acho que não tem a ver com a idade, mas sim com as tormentas que ultrapassam. Os marinheiros definem-se pela quantidade de vezes que vão ao mar e às tempestades, e é o caso dos jogadores do SL Benfica. Têm 18, 19, 20 anos, mas muitos jogos de selecções em cima, de Youth League e muita pressão porque eles jogam todos os jogos para ganhar. É um andamento diferente aos olhos de todos. Na minha opinião esta é a equipa com mais valor individual no campeonato e o sinónimo disso foram os jogadores que subiram à equipa principal e outros vão aparecer.

Quando se joga contra equipas desta qualidade temos de correr riscos. Se lhes causarmos a pressão a que não estão habituados… As nossas equipas não se podem acobardar ou encolher. Se corrermos riscos estamos próximos de chegar ao nosso objectivo, apesar de não termos tido sorte em uma ou outra situação. Acima de tudo, merecíamos ganhar, mas o empate aceita-se. Foi um excelente jogo e todos que tiveram aqui e viram em casa gostaram.

Foto de capa: Francisco Correia/Bola na Rede

Francisco Correia

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

A ligação do Celtic à cidade de Lisboa e a rumaria ao Jamor (1967)

A edição 2026/27 da UEFA Europa League marca o regresso do Celtic a Portugal, em especial à cidade de Lisboa. Onde já foi feliz e conquistou o maior título do seu palmarés: a Taça dos Campeões Europeus 1966/67. O momento é ainda mais histórico quando se olha para o histórico dos bhoys no nosso país. O Celtic jogou no nosso país por 13 vezes (12 contra equipas portuguesas) e venceu por três ocasiões. Duas das mesmas foram contra equipas lusas, ao Boavista (1-0 em 2002/03) e Vitória SC (2-1 em 1998/99). Na capital foi sempre derrotado por Benfica (quatro vezes) e Sporting (duas vezes). A exceção foi mesmo no dia 25 de maio de 1967.   Perante um Portugal ainda assombrado pela ditadura do Estado Novo, mas ainda assim anfitrião da final da competição, foi no Estádio do Jamor que se presenciou uma das mais épicas finais de sempre da Taça dos Campeões Europeus. Frente a frente com o Celtic estava o Inter de Milão. O estatuto de ambos não podia ser mais diferente. Enquanto os escoceses estavam numa final da Taça dos Campeões pela primeira vez, os italianos já eram bicampeões (venceram a competição em 1964 e 1965). Tal como era a primeira vez que uma equipa britânica estava na final, em contraste com os italianos que já a tinham vencido por três vezes (AC Milan em 1963 além das duas eterno rival da mesma cidade).

Jorge Afonso · 3 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Entrada à guerreiro na Dinamarca | FC Copenhaga x Braga

Tem início esta quinta-feira (dia 15 de outubro), a sexta edição da UEFA Conference League. Sinónimo de começo da caminhada da única equipa portuguesa na competição. O Braga desloca-se à Dinamarca para defrontar o Copenhaga. Duas equipas que têm um percurso semelhante na Conference League até ao momento. Ambas tiveram acesso à mesma através da passagem de três eliminatórias, os dois emblemas venceram quatro jogos e empataram dois e procuram agora entrar na competição com uma vitória. Se Copenhaga e Braga têm ambições a fazer um percurso europeu notável, o único aspeto que separa as duas equipas a nível interno. Se uma é já uma tradicional candidata ao título no seu país, a outra ainda está um patamar atrás dos tradicionais (três) candidatos. Entrar a ganhar na Conference League é muito importante para a equipa de Carlos Vicens começar um novo ciclo de bons resultados. Ocupando atualmente o sétimo lugar na Liga Portuguesa tendo mais jogos não ganhos (quatro) do que ganhos (três) e tendo tantos golos sofridos como marcados (oito cada), é relevante para os bracarenses reverter a situação o quanto antes. Dentro da própria equipa, a situação não aparenta estabilidade total. Se é verdade que o modelo tático é o mesmo desde a época passada e as próprias opções, que são múltiplas para cada posição, têm tido utilização regular, também é verdade que Vicens ainda não repetiu totalmente um onze de um jogo para outro. De jogo para jogo, tem existido praticamente uma alteração por setor, existindo sempre alguma incerteza nas opções e são poucos os que em condições normais são considerados "titulares indiscutíveis".

Jorge Afonso · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.