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À entrada para a 32.ª jornada da Segunda Liga, o CD Nacional e o Académica OAF ocupavam, respetivamente, o primeiro e quinto posto, pelo que o encontro entre ambos, na Madeira, se adivinhava como um jogo quente na luta pela subida.
Com um novo técnico no banco, a equipa de Quim Machado entrou com a intenção de mostrar serviço e recuperar folgo para o final do campeonato, ainda com o objetivo da promoção bem presente. Desde cedo se percebeu, também por isso, que o equilíbrio seria uma constante ao longo do jogo.
A maioria das iniciativas pertencia ao Nacional, mas os ‘estudantes’ mostravam-se ameaçadores quando rondavam a baliza de Daniel Guimarães, que se destacou na primeira parte com um par de grandes intervenções.
Até ao intervalo, contudo, foi mesmo o nulo a imperar. Só após o reatamento se chegou ao golo na Choupana. Ao cabo de uns oito minutos de caudal ofensivo bem intenso, o Nacional chegou finalmente ao golo – e que golo – quando o cronómetro marcava os 54 minutos. Numa semana marcada pelo golo de ‘bicicleta’ apontado por Ronaldo, Ricardo Gomes não quis ficar atrás e parou a bola antes de finalizar com o seu próprio remate acrobático.

Fonte: Bola na Rede
O golo sofrido obrigou a uma reação da Académica e a entrada de Femi Balogun ainda conseguiu trazer algum fulgor ao tímido ataque da briosa. Irrequieto, o nigeriano furou por duas vezes o bloco defensivo alvinegro, em jogadas quase brilhantes, que se perderam nos cortes providenciais de Diogo Coelho.
A equipa da casa ainda dispôs de um par de oportunidades para aumentar a vantagem, mas o grosso das investidas pertenceu aos visitantes, que também ‘cheiraram’ o golo por algumas vezes, embora sem capacidade para alterar o rumo do jogo.
Com a derrota na estreia de Quim Machado ao leme da formação de Coimbra, os ‘estudantes’ ficam assim mais longe da subida, aumento para oito pontos a distância para o Nacional. A equipa de Costinha, por seu turno, chegou assim ao décimo jogo sem perder, cimentando o primeiro posto, antes da entrada em campo do segundo classificado, CD Santa Clara.
CD Nacional
Daniel Guimarães, Nuno Campos, Júlio César, Diogo Coelho, Elízio, Christian, Jota (Diego Barcelos, 70’), Vítor Gonçalves (Kaká, 89’), João Camacho, Murilo (Witi, 76’) e Ricardo Gomes
Académica OAF
Ricardo Ribeiro, Mike, João Real, Brendon, Nélson Pedroso, Ricardo Dias, Chiquinho, Zé Tiago (Femi Balogun, 59’), Marinho (Piqueti, 76’), Luisinho e Tozé Marreco (Alan Junior, 59’)
A FIGURA:

Ricardo Gomes – O avançado cabo-verdiano foi o autor do golo solitário que deu a vitória à equipa alvinegra, concluindo uma boa jogada coletiva. Na semana em que a ‘bicicleta’ de Ronaldo correu o mundo, Ricardo Gomes fez questão de também se mostrar com a sua própria ‘bicicleta’. O resultado foi um golo soberbo, que merece ser visto e revisto.
O FORA-DE-JOGO:

Académica mais longe – A estreia de Quim Machado não correu como planeado. Apesar de alguns bons indicadores, a briosa também passou por momentos de apatia, sobretudo no início da segunda parte, altura em que surgiu o golo alvinegro. A reação surgiu, é certo, mas de forma ainda algo tímida. A formação conimbricense ficou assim mais longe dos lugares de subida.
CONFERÊNCIA BnR:
Académica OAF
BnR: Esta equipa já muito do seu cunho pessoal?
Quim Machado: Tive uma semana de trabalho, por isso ainda não é suficiente para se notarem diferenças. Fizemos algumas alterações, montei a equipa como achei que era melhor para vir cá ganhar o jogo. A equipa mostrou que queria vencer, mostrou um grande espírito, num jogo difícil.
Outras respostas: “Não era a estreia que queríamos. Queríamos vir aqui para ganhar o jogo e acho que até entrámos bem. Conseguimos dominar durante grande parte do primeiro tempo e criámos duas boas situações, mas não conseguimos definir bem. Fomos para o intervalo com um 0-0 justo, num jogo equilibrado. Na segunda parte tivemos uns minutos iniciais em que tivemos dificuldades e demorámos algum tempo para ajustar o posicionamento. Depois do golo voltámos a tomar conta do jogo, mas a finalização não foi o nosso forte. Ainda assim, não há nada a apontar aos meus jogadores, que correram, lutaram, fizeram tudo, num jogo importante para nós. É pena, porque eles deram tudo e na minha opinião o resultado é injusto.”
“O primeiro lugar é difícil, a oito pontos, mas tudo é possível, e se vocês bem se lembram, no ano em que subi com o Tondela foi até ao último segundo. Na Segunda Liga tudo é possível. Vamos ver os resultados desta tarde. Pelo historial da Académica, não podemos desistir. Faltam seis jogos e vamos tentar ganhá-los. Acreditamos que se o fizermos podemos alcançar a promoção. Este é um clube grande, que hoje teve aqui quase uma centena de adeptos, e que merece regressar à Primeira Liga.”
CD Nacional
BnR: Uma vitória que coloca o Nacional mais perto do objetivo da subida, não é verdade?
Ricardo Moniz: Ficamos mais perto da subida, de facto. Ainda não ganhámos nada, mas estes pontos foram importantes. Temos de amealhar o máximo possível até conseguirmos garantir um lugar de promoção. Era importante somar pontos para chegar ao primeiro lugar, agora é importante somar para mantê-lo.
Outras respostas: “Já prevíamos um jogo bastante difícil, contra uma equipa que é, a par do Nacional, uma das que pratica melhor futebol na Segunda Liga. Acho que foi um jogo muito incaracterístico na primeira parte, mas nos primeiros minutos da segunda fomos muito competentes e acabámos por fazer o golo com naturalidade.”
“É uma obra de arte, não só o golo, mas toda a jogada. Tanto pelo início, como pela finalização. Acho que já valeu a pena vir à Choupana só para ver um golo destes.”
“Quero agradecer aos adeptos que responderam ao nosso apelo, e contribuíram hoje para a melhor casa da temporada. É importante termos o apoio dos nossos adeptos, e queremos brindá-los com golos e bom futebol.
Foto de Capa: Bola na Rede
Revisto por: Rita Manique













