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O CF União venceu sem grandes dificuldades o Real SC, graças a uma boa primeira parte de domínio quase incontestado, no Centro Desportivo da Madeira, na Ribeira Brava. O encontro representava a estreia em casa do União para a Segunda Liga, depois do empate conseguido na jornada inaugural em casa do SC Braga B, enquanto o Real se deslocava à Madeira, depois da contundente vitória por 4-1 na receção ao Leixões SC.
Logo aos 36 segundos de jogo, Tiago Moreira intercetava a subida da equipa do Real e lançava em contra-ataque Júnior, que colocou em vantagem os azuis e amarelos. Uma entrada forte do União, que nos minutos seguintes fez por justificar a supremacia. Apenas de livre conseguiu o Real incomodar minimamente o guarda-redes da casa, obrigando Tony Batista a uma saída de punhos, embora sem grande dificuldade.
Os lisboetas eram uma equipa praticamente inofensiva e, face à pressão e intensidade exercidas pelos unionistas, foi sem grandes surpresas que surgiu o segundo golo. Depois de um canto batido pela esquerda, por Mica Silva, foi o central costa-marfinense Romaric quem tornou a introduzir a bola na baliza defendida por Tom, aos 29 minutos.

O Real procurava dar seguimento ao bom arranque da primeira jornada, mas viu a estratégia derrubada com o golo sofrido bem cedo
Só à passagem da meia-hora, surgiu a primeira grande oportunidade para o Real, por intermédio de Marcos Barbeiro, jogador emprestado pelo CS Marítimo. Afastado o perigo, contudo, a toada geral do encontro permaneceu inalterada, com a equipa da casa a dominar em quase todos os aspetos do jogo. À saída para os balneários, tudo corria de feição para os insulares. O Real, por seu turno, desiludia, face ao que havia demonstrado nos encontros anteriores.
No reatamento, os forasteiros voltaram com mais vontade e mais ativos em busca do golo que os relançasse na partida, embora sem grande consequência. O União geria o resultado, perdendo alguma influência ofensiva, apesar de continuar a dispor das maiores oportunidades de perigo quando se aproximava da baliza dos realistas.
A partir daí, o encontro foi parco em oportunidades, até aos minutos finais, quando a equipa da casa voltou a imprimir alguma velocidade e dispôs de três boas jogadas para incomodar o guarda-redes do Real. O resultado, contudo, manteve-se inalterado até ao apito final, que selou a justa vitória unionista, conseguida depois de uma boa entrada no jogo por parte dos comandados de Paulo Alves.
Foto de capa: Bola na Rede
A FIGURA

Júnior (CF União) – Foi o autor do primeiro golo, mas a sua contribuição não se esgotou aí. Muito rápido e grande foco de desequilíbrios, o cabo-verdiano agitou o jogo e foi um perigo constante para os lisboetas.
O FORA-DE-JOGO:

Real SC – Depois de ter vencido o Leixões SC e eliminado o CF ‘Os Belenenses’ na Taça da Liga, a formação do Real entrava para a partida como um adversário perigoso, mas a forte entrada do União interferiu claramente com a estratégia de Filipe Martins.
CONFERÊNCIA BnR:
Real SC
“Até que ponto é que o golo sofrido tão cedo influenciou o jogo da sua equipa?”
Filipe Martins – Claro que entrar a perder não é favorável para ninguém, muito menos num campeonato tão equilibrado como este. Vir jogar com uma equipa de qualidade e bem organizada como o União e estar a perder aos 30 segundos não é fácil. Tivemos de arriscar e de nos expor mais.
CF União
“Um jogo bem conseguido na estreia em casa do União na Segunda Liga.”
Paulo Alves – Sim, foi importante começar com confiança e o lance do primeiro golo permitiu isso. Depois construímos bem no jogo. Chegámos ao segundo, podíamos ter feito mais e acabado com o jogo, mas no geral, creio que a vitória não está em discussão.













