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FC Arouca 1-0 Académica OAF: Penálti decide jogo de candidatos

João Brandão · 4 min

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Jogo grande no Municipal de Arouca, que colocava frente a frente o melhor ataque (Académica) e a melhor defesa (Arouca), duas equipas envolvidas na luta pela subida.

A primeira parte foi muito disputada, mas longe das balizas. O primeiro quarto de hora foi de maior domínio dos da casa, registando-se uma perdida de Roberto, que não acreditou que ambos os centrais da Briosa falhassem a interceção. Responderam os forasteiros ainda antes dos vinte minutos, num livre de Chiquinho, que Bracali sacudiu.

A partir daí, assistiu-se a um verdadeiro deserto de oportunidades, com o jogo muito disputado a meio-campo e com a qualidade que o relvado permitia. O que ia animando os adeptos eram as provocações e as discussões entre dirigentes rivais, que contrastavam com a correção dos jogadores em campo. A Académica teve a sua melhor oportunidade ainda antes do intervalo, quando Luisinho apareceu solto no lado direito da área mas rematou por cima.

O intervalo chegava com um nulo no marcador, que traduzia na perfeição aquilo que se passava em campo.

A festa dos arouquenses, que compareceram em massa
Fonte: Bola na Rede

A segunda parte não destoou muito da primeira, tendo animado apenas nos quinze minutos finais. No entanto, a equipa da casa teve sempre mais iniciativa e era a mais inconformada com o empate. Aos 49 minutos, Bukia entrou bem na área, mas o remate de trivela saiu ao lado. Ainda nos dez minutos iniciais, o Arouca desperdiçou uma enorme oportunidade para se colocar em vantagem: Barnes Osei, lançado na profundidade, tinha tudo para tocar ao lado em Roberto para este só ter que encostar para o fundo das redes, mas atrapalhou-se e, quando o fez, apareceu João Real a tirar o pão da boca ao avançado português. Que corte do central da Briosa!

O Arouca era a equipa mais perigosa e os estudantes estavam a acusar a fadiga do jogo a meio da semana, perdendo, invariavelmente, os duelos no meio do terreno. Roberto, num cruzamento remate venenoso e Ericson na sequência de um canto, visaram a baliza de Ricardo Ribeiro, respondendo Chiquinho, o mais inconformado dos estudantes, para boa defesa de Bracali. Até que chegamos aos últimos dez minutos do tempo regulamentar, altura em que Miguel Leal trocou de pontas-de-lança, fazendo entrar Areias para o lugar do desinspirado Roberto. A entrada do ponta-de-lança português teve efeito imediato, tendo combinado com o também vindo do banco Erick Salles, que foi derrubado por João Real dentro da área. Na cobrança do castigo máximo, Palocevic não tremeu e fez o golo da vitória arouquense, quando o relógio marcava 84 minutos.

Palocevic não tremeu da marca dos 11 metros
Fonte: Bola na Rede

Até final, a Briosa, com mais coração do que cabeça, ia despejando bolas na área arouquense, mas sem perigo relativo. Mais perigo tiveram as investidas de Areias e de Bukia que, com a Académica toda balanceada para o ataque, poderiam ter sentenciado o jogo.

O resultado não se alteraria e foi muito festejado pelo Arouca, que conseguiu vencer novamente em casa, algo que já não acontecia há três jogos. A Académica perdeu uma boa oportunidade para se afastar dos rivais diretos, mas continua em boa posição para alcançar a subida de divisão. Nota ainda para a grande moldura humana presente no Municipal de Arouca, quer no apoio à equipa da casa, quer as centenas de adeptos que viajaram desde Coimbra para apoiar a equipa forasteira.

A FIGURA:

Fonte: Liga Portugal

Aleksandar Paločević – o criativo sérvio teve numa tarde inspirada, sendo o mais esclarecido na luta a meio terreno, aliando a sua já conhecida qualidade com bola a um trabalho defensivo impressionante. Na hora de bater o penalti não tremeu e foi importante a segurar a bola nos momentos finais. Nota ainda para o enorme jogo de Ericson, que estancou diversas incursões da Briosa e ainda ofereceu critério na saída com bola, e para Erick Salles e Rui Areias, que trouxeram oura dinâmica do banco.

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: Liga Portugal

Alan Júnior – Ricardo Soares, privado de Donald Djoussé, apostou em Alan Jr para a frente de ataque, mas o ponta de lança brasileiro foi presa fácil para os centrais arouquenses, não conseguindo incomodar Bracali. O terreno de jogo também prejudicou as duas equipas, recebendo aqui uma menção honrosa da nossa parte.

CONFERÊNCIA BnR

Académica OAF

BnR: A Académica hoje não criou muitas oportunidades, sente que com Djoussé na frente as coisas poderiam ter sido diferentes?

Ricardo Soares: Não, não me parece que as baixas nos pudessem dar força. Quem jogou jogou muitíssimo bem, na medida em que era possível. Um jogo de luta, um jogo de correr e pouco mais. O Arouca foi mais feliz, indiscutivelmente. Na primeira parte podíamos ter feito o golo e quem fizesse um golo certamente iria vencer o jogo. Foi o que aconteceu, num penalti muito duvidoso.

FC Arouca

BnR: Os dois jogadores que lançou estiveram no lance do penalti a favor do Arouca. Sente-se, também por isso, um treinador feliz?

Miguel Leal: Quando um treinador faz substituições é no sentido de melhorar, criar maior acutilância ofensiva e, neste caso, eles responderam muito bem, numa boa combinação e estou feliz por eles. Todos os jogadores são importantes, principalmente nestas fases em que aparecem lesões e castigos.

Foto de Capa: BnR

 

 

João Brandão

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