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Num encontro marcado por duas expulsões e cujo equilíbrio de forças foi notório ao longo dos 90 minutos, um auto-golo acabou por ditar o desfecho favorável para os da casa.
Os pontas de lança, que acabaram por ser protagonistas pelas piores razões, começaram por querer faturar desde cedo, primeiro, para o lado do Arouca, Roberto (6’) permitiu a defesa de Sacramento e, aos 13’, foi Rui Miguel quem chutou forte e ao lado da baliza à guarda de Bracali.
Aos 16’, Rui Miguel cotovela Hugo Basto e recebe ordem de expulsão da parte de Bruno Rebocho. Mesmo assim, Jonathan, que ficou mais só no setor ofensivo, dispôs de duas boas ocasiões (26’ e 29’) já dentro da área arouquense. Até intervalo, nota ainda para os remates de Roberto (37’) numa clara jogada de contra-ataque para os da casa e Henrique, lateral-esquerdo gilista, numa aventura ofensiva (42’).
No descanso, Miguel Leal decidiu substituir Hugo Basto por Areias passando a jogar com dois homens-golo, lado a lado, na frente de ataque.
A turma arouquense foi rematando mas sempre de fora da área e sem criar perigo de maior, casos dos remates de Bukia (54’ e 63’), Vítor Costa (58’) ou André Santos para defesa atenta de Sacramento (62’). Entretanto, o jogou também ficou mais aberto após agressão de Roberto a Luiz Eduardo (55’), ficando 10 contra 10.
Quando a partida já parecia ter um rumo definido e nulo, um lançamento rápido de João Amorim encontra Areias no interior da área que, após se libertar da marcação, faz um remate-cruzamento que encontra Ricardinho, ao segundo poste, e o lateral, na tentativa de cortar a bola, quase que entra com o esférico pela baliza dentro (86’).

Até final, o triste fado barcelense poderia ter sido bem pior pois Areias desperdiçou duas ocasiões flagrantes (89’ e 90+5’).
A equipa de Jorge Casquilha soma a segunda derrota consecutiva na Segunda Liga e o Arouca volta às vitórias sob o comando de Miguel Leal, o homem com a responsabilidade de trazer o clube da Serra da Freita de volta ao convívio dos grandes.
A FIGURA:

Areias – Entrou ao intervalo para jogar ao lado de Roberto e acabou, após expulsão do número 7 arouquense, por jogar sozinho na posição mais avançada. Esteve no lance do golo e acabou por ter mais duas claras oportunidades para dilatar o resultado. Aproveitou a oportunidade para ganhar o seu lugar na equipa.
O FORA DE JOGO:

Ricardinho – Como na vida, o futebol não escolhe a quem atribuir a fortuna ou a desgraça. Calhou ao capitão, Ricardinho, o momento infeliz de, marcando na própria baliza na reta final do jogo, ditar esta derrota amarga.
CONFERÊNCIA BnR:
Gil Vicente FC
BnR: Pedia-lhe uma análise ao jogo?
Jorge Casquilha: A análise do jogo é fácil de fazer. Até à expulsão do Rui Miguel, o jogo estava a ser equilibrado e nada de especial. Depois vimos um Gil Vicente muito forte e solidário que até poderia ter chegado ao intervalo em vantagem. Não foi um jogo com muitas oportunidades e, no final, acabámos penalizados com uma falta de atenção nossa.
FC Arouca
BnR: Considera o resultado justo?
Miguel Leal: O resultado é justo pelo que se passou no jogo. Podíamos ter dilatado o resultado depois do golo e estaríamos aqui a falar de outra coisa. Depois da expulsão do Roberto, tivemos de analisar e daí as substituições tardias, o jogo acabou por ficar mais aberto e aí até estivemos melhores. Às vezes, há males que vêm por bem. Sentimos muita dificuldade em criar superioridade numérica no ataque, mas ganhámos muitos duelos
Foto de Capa: Bola na Rede











