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Um golo a fechar a primeira parte, novo golo a abrir a segunda, tremenda ineficácia gilista e –sejamos justos- uma boa dose de azar para a equipa de Casquilha ditou a derrota dos homens de Barcelos, que vinham de uma vitória na casa do FC Porto B. Do lado do Cova Piedade, o pragmatismo foi a chave que permitiu apagar da memória a derrota da ronda inaugural, com o Santa Clara.
Já quase não se usa no dicionário futebolístico os termos “sorte” e “azar”, mas, tal como ambos os treinadores reconheceram no final, a fortuna acercou os homens do concelho de Almada e, por outro lado, o azar bateu à porta dos gilistas que viram, por duas vezes, a bola ser devolvida pelos ferros da baliza.
O Gil, que entrava em campo com a moral em alta depois da vitória na casa dos bês portistas, protagonizou uma primeira parte de bom nível, criando inúmeras oportunidades de golo essencialmente por intermédio de Rui Miguel e Jonathan, que viram os seus remates, aos 20’ e aos 38’, respetivamente, embaterem nos ferros da baliza à guarda de Pedro Alves. Este foi, de resto, o principal responsável pelo facto de o Cova da Piedade sair de Barcelos com a vitória, numa tarde em que foi quase intransponível face às inúmeras batalhas que foi travando com o ataque dos galos.
A velha máxima do futebol voltou a aplicar-se e, não marcando, o Gil acabou mesmo por sofrer. Na sequência de um canto, aos 44’, a bola sobra para Firmino que, à entrada da área, isola Daniel Almeida e este, em frente a Rui Sacramento, não perdoou.
Na segunda parte, Casquilha arriscou, retirou André Fontes do campo e promoveu a estreia de Rafael Batatinha, mas a estratégia foi logo por água a baixo quando Sandro, ultrapassado em velocidade por Dieguinho, cometeu grande penalidade. Chamado a converter, o avançado brasileiro não desperdiçou e elevou a contagem.
A partir daqui, o discernimento da equipa de Barcelos foi pouco, contrastando com a segurança dos homens de João Barbosa que, através do contra ataque, procuravam ferir ainda mais o adversário. Quando tudo parecia já resolvido eis que João Pedro (90+2’), saltado do banco, reduziu o placard e ofereceu um golo, que não serviu mais do que um fraco consolo para os minhotos.
A FIGURA

Pedro Alves – Grande tarde do veterano guardião de 38 anos. Parou tudo o que lhe apareceu à frente e quando não foi possível, fez um pacto com os postes da sua baliza para que as bolas não entrassem. Seja pelo ar ou junto à relva, Pedro Alves levou ao desespero a equipa gilista.
O FORA-DE-JOGO

Ataque gilista: Oportunidades não faltaram, principalmente na primeira parte, mas o ataque dos galos, essencialmente à boleia de Rui Miguel e Jonathan, revelou-se muito aquém da pontaria desejada.
BnR na Conferência de Imprensa
Jorge Casquilha (Treinador do Gil Vicente)
Pergunta BnR: Duas bolas nos ferros, um golo a fechar a primeira parte, outro a abrir a segunda…considera que tudo isto retirou a calma e o discernimento necessários para que a sua equipa pudesse conseguir outro resultado?
“Era injusto termos ido para o intervalo com 0-0. Criámos cinco ou seis oportunidades de golo, inclusive duas bolas nos postes. Falamos ao intervalo, mas na segunda parte, logo aos dois minutos, cometemos um erro, penalti, e a partir daí jogamos mais com o coração e menos com a cabeça. Mas de uma forma geral estou satisfeito com o desempenho da equipa.”
João Barbosa (Treinador do Cova da Piedade)
Pergunta BnR: Depois de uma derrota na ronda inaugural, era esta a resposta que esperava da sua equipa no jogo de hoje?
“Sim, sem dúvida. Há um compromisso muito grande entre toda a equipa. Tivemos muita dificuldade em formar o plantel, que ainda não está fechado e, por isso, ainda não temos as rotinas necessárias. Mas temos duas vitórias em três jogos, portanto é um balanço positivo para conseguirmos o nosso objetivo que é a permanência na segunda liga.”










