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Leixões em sub-rendimento

Pedro Filipe · 3 min

Ricardo Valente Leixões
Foto: Fernando Silva / Bola na Rede

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O Leixões está a ter uma época muito pouco sossegada. Esta temporada vem no seguimento de 2022/2023 em que a equipa acabou no lugar acima do playoff de descida à Liga 3. Apenas três pontos separaram o emblema de Matosinhos da BSAD, que foi despromovida e com atividade suspensa.

Ao contrário da época passada em que, pelos salários em atraso, o Leixões começou com um ponto negativo, o Leixões regressou à competição em igualdade pontual com as outras equipas.

Pedro Ribeiro assumiu a equipa no início da temporada e a primeira vitória só surgiu na quinta jornada frente ao Paços de Ferreira (fora, 1-2). Depois, entre final de outubro e começo de novembro, a equipa nortenha conseguiu algo inédito em 2023/2024 que ainda não conseguiu replicar. Duas vitórias consecutivas por 1-0 contra a Belenenses e Mafra pareciam potenciar a equipa para o afastamento dos lugares de subidas. No entanto, nos nove jogos seguintes na Liga, houve apenas uma vitória e maioria de derrotas, culminando na saída de Pedro Ribeiro.

A dificuldade em marcar golos é algo que marca esta época. No final de primeira volta desta temporada, o Leixões chegou a estar cinco jogos marcar qualquer golo.

O treinador Carlos Fangueiro chegou à 19.ª jornada. Depois de ter perdido com o líder Santa Clara, a equipa conseguiu uma série de 11 jogos sem conhecer o sabor da derrota e ficar acima da linha de água. No entanto, nove desses 11 jogos acabaram em empate. O período sem desaires acabou com um desaire frente ao lanterna vermelha, Lank Vilaverdense, adversário a quem não conseguiu conquistar qualquer ponto.

No jogo frente ao Académico de Viseu, a pressa em marcar para afastar a matemática da descida direta fez com que Ricardo Valente correspondesse ao cruzamento de Simão, antes do 10´. Contudo, o medo de perder os três pontos levou a letargia e fez mesmo com que perdesse dois pontos pela cabeça de um atleta da própria equipa. Por momentos, o Académico Viseu pareceu voltar a acordar do final de temporada antecipado.

O Leixões tem a faca e o queijo na mão para garantir a permanência e não precisar sequer de ir ao playoff. Contudo, duas épocas de sub-rendimento são claro sinal de que é preciso mudar sob pena de à terceira, a equipa de Matosinhos cair para fora dos escalões profissionais, 22 anos depois da subida da antiga II Divisão com Carlos Carvalhal, enquanto treinador.

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Não esteve nenhum responsável do Académico Viseu FC na Conferência de Imprensa

SC Leixões

Bola na Rede: O mister disse que, em geral, digamos, o Leixões não tem sido inferior aos seus adversários, na maioria dos jogos. No entanto, a equipa está há sete jogos sem ganhar. Como explica esta série de resultados negativos? 

Carlos Fangueiro: Você sabe que nesta fase da época e onde nós estamos, onde nós encontramos o clube, porque o clube quando nós chegamos, estava no Playoff e com cinco pontos de diferença com a equipa que estava mais acima. Conseguimos inverter a situação. Estamos acima do play-off e com alguma vantagem ainda. Vamos fazer tudo para conseguirmos estar sempre acima do playoff. Mas os outros clubes também têm qualidade, como é óbvio, não é? E como referiu, são sete jogos sem ganhar, com 6 empates e uma derrota. Mas em muitos desses empates nós poderíamos ter ganho. Eu após analisar cada jogo, sei o porquê da situação, sei o porquê de não ganharmos mais vezes porque criámos inúmeras situações. Ganhamos várias vezes os flancos, mas depois o cruzamento não sai como a gente quer… a convicção para golo não está presente como hoje esteve, por exemplo, no golo do Valente. É o último passo que falha porque criamos e estabelecemos contactos entre uns e os outros que, por vezes, até me parece ser magia. Situações difíceis que desbloqueamos, mas depois o último passo não aparece. Portanto, é de facto, um problema nosso no último terço do campo. 

Pedro Filipe

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