Publicidade

Rio Ave FC 3-0 GD Chaves: Vilacondenses campeões, Casa Pia AC promovido 83 anos depois e flavienses rumam ao “playoff”

Marcos Brea · 4 min

Rio Ave FC
Foto: Paulo Ladeira / Bola na Rede

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A CRÓNICA: ADERLAN SANTOS BISOU PARA DAR O TÍTULO AOS VILA-CONDENSES

O Rio Ave Futebol Clube recebia o Grupo Desportivo de Chaves na última jornada da Segunda Liga, na qual iria decidir a subida para a Primeira Liga e consequentemente o campeão do escalão secundário.

O primeiro recebia o terceiro, enquanto no outro lado, o Estádio do Mar dava lugar ao Leixões SC-Casa Pia AC, onde o segundo classificado procurava ganhar e aproveitar um deslize no jogo de Vila do Conde.

Uma manhã quente prometia um jogo bastante aceso e os rioavistas não demoraram muito a cumprir, logo no primeiro minuto de jogo criaram uma jogada perigosa com sucessão de passes que viu o esférico no poste, mas se os flavienses pensavam que estavam livres do perigo, Aziz ganhou o ressalto e surpreendeu a defesa adversária colocar o líder a liderar por 1-0 e com um pé no título.

Enquanto no jogo de Vila do Conde os visitantes procuraram voltar a entrar na disputa, os casapianos apontavam não um, não dois, mas três golos num espaço de seis minutos, dificultando a vida para os transmontanos.

Notava-se o aumento da pressão do Chaves, que contava com 53% de posse bola, sete remates (frente aos três do Rio Ave) e seis pontapés de canto (apenas um do Rio Ave). O jogo seguia para o intervalo 1-0, enquanto o jogo de Matosinhos mostrava 4-0 a favor do Casa Pia.

Começava a segunda parte, o Chaves já tinha noção do resultado bastante favorável ao Casa Pia e entrou a atacar. Correia fugiu pela ala ao receber um passe a rasgar e consecutivamente colocou a bola rumo à cabeça de Patrick, que apenas não fez o golo do empate devido ao ferro.

Já no minuto 75, começa a sequência mais relevante do jogo. Numa autêntica montanha-russa, Luis Rocha acaba por ver o segundo amarelo e consequentemente a expulsão. Um minuto passa e depois de um cruzamento de Pedro Amaral no pontapé de livre, Aderlan Santos ganha a bola na área e faz assim o 2-0.

Porém, Aderlan Santos não ficava por aí. Dois minutos depois voltava a ganhar a bola na grande área para bisar e fazer o 3-0, colocando assim um ponto final no resultado e a dar o título ao Rio Ave.

Terminavam os 90 minutos. O Rio Ave vence e torna-se campeão da Segunda Liga 19 anos depois. Luís Freire, com esta conquista, conta agora com sete promoções no seu currículo.

Vítor Gomes fez parte do plantel do Rio Ave na última subida ao escalão principal em 2007 e depois de regressar a Vila do Conde em 2021, consegue o mesmo feito, desta vez como capitão.

Do outro lado, o Casa Pia também faz a festa com uma vitória bastante pesada de 5-1 em Matosinhos. Termina em segundo lugar e conquista assim a promoção à Liga Bwin pela primeira vez desde 1939.

Já o Chaves, termina no último lugar do pódio e precisa agora de jogar no Playoff frente ao 16.° classificado da Primeira Liga, Moreirense, numa eliminatória de duas mãos para decidir qual das equipas garante a participação no primeiro escalão na época 2022/23.

 

A FIGURA

Aderlan Santos – O veterano manteve-se com a equipa após a descida e no jogo mais importante da temporada, não vacilou para conquistar a subida ao primeiro escalão novamente, acrescentando dois golos ao que foi uma exibição defensiva muito sólida.

 

O FORA DE JOGO

Luis Rocha – O central dos flavienses acabou por ficar marcado neste jogo pela negativa. Viu o cartão vermelho no minuto 75 e consequentemente deixou a equipa com menos um jogador, que depois acabou por sofrer mais dois golos.

 

ANÁLISE TÁTICA – RIO AVE FC

 O Rio Ave apresentou o 4-4-2 que tanto utiliza, sofrendo adaptações durante o jogo. A atacar, a equipa por vezes mostrava um 3-5-2, contando com a subida de Costinha no meio-campo. A defender contavam com uma linha defensiva de cinco homens, ajudando tanto Vítor Costa como Gabrielzinho.

 11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Jhonathan (7)

Costinha (6)

Santos (9)

Pantalon (6)

Amaral (6)

Joca (6)

Guga (6)

Gomes (7)

Gabrielzinho (6)

Aziz (7)

Mendes (6)

SUBS UTILIZADOS

Zé Manuel (5)

Amine (-)

Ukra (-)

Graça (-)

Pereira (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – GD CHAVES

O GD Chaves alinhou no sistema táctico 4-2-3-1, que também apresentava mudanças. Ao atacar, viam os defesas laterais a subir e Obiora a descer para completar a linha defensiva de três. Já no processo defensivo não fugiam muito ao 4-2-3-1, vendo os médios a recuar e ajudar a ganhar números no meio-campo, forçando o Rio Ave a criar mais através dos flancos.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Vitor (5)

Correia (6)

Rocha (4)

Alexsandro (5)

Langa (6)

Obiora (5)

Guima (5)

Wellington (6)

Mendes (5)

Batxi (5)

Patrick (6)

SUBS UTILIZADOS

Juninho (-)

Jô (-)

Pina (-)

Castanheira (-)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

As conferências de imprensa não foram realizadas.

 

Rescaldo da opinião de Marcos Brea.

Marcos Brea

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.