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A partida começou com um ligeiro ascendente do SC Covilhã, que à passagem do minuto 5’, causou o primeiro lance de frisson. Silva, esteve perto de intercetar o esférico, após mau domínio do guarda-redes adversário, Tony.
O primeiro quarto de hora, foi bastante marcado por um jogo dividido a meio campo, com alguns confrontos físicos e duas substituições por lesão, uma para cada lado.
Ao chegar à marca dos 20 minutos, surgiu finalmente o primeiro lance de perigo, desta feita para o lado dos “Leões da Serra”. Bonani, com um passe de trivela, isolou o ponta de lança, Silva, que após um bom trabalho individual devolveu a bola ao colega, que obrigou Tony a uma dupla intervenção.
Depois dos quinze minutos iniciais, em que se sentia um jogo frio, com muitas paragens e pouco desenvolvido, a partida ganhava outro ritmo, de “bola cá, bola lá”. Mais uma vez pelo mesmo homem, Silva, o Covilhã voltou a criar perigo, tendo o avançado são-tomense disposto de outras duas grandes oportunidades para abrir o ativo (26’ e 30’). As constantes ameaças do ponta-de-lança dos serranos fazem perceber o porquê de Kukula, titular na temporada transata, ter sido relegado para o banco.
Do outro lado, o CD Cova da Piedade teimava em não criar ocasiões de perigo flagrantes. Conseguiam chegar com fluidez à linha de fundo, mas falhavam na definição. Esta frente de ataque (Sami, Carvalhas e Edinho) tem obrigação de fazer mais. Só através de cantos se conseguiam aproximar da baliza dos da casa.
O intervalo chegou e o 0-0 insistia em não sair do marcador, embora se registasse um ascendente do Covilhã em relação ao Cova da Piedade. A existir alguém em vantagem nesta fase da partida, teriam que ser os covilhanenses.

O segundo tempo começou tal e qual o primeiro. Jogo demasiado físico e disputado a meio campo, com muitas faltas e interrupções. A superioridade do Sporting da Covilhã é notória em cada lance. O Cova veio para jogar na expectativa e exclusivamente no contra-ataque.
Passados vinte minutos do reatar da partida, com a bola longe das balizas, foi o internacional português Edinho, a cabecear por cima após cruzamento de Sami (66’). A resposta dos serranos foi pronta, por intermédio do recém-entrado Kukula, sendo que ambas as tentativas falharam em quebrar o nulo.
Após boa primeira metade, o Covilhã parecia “enfraquecido” em termos de ideias. A vivacidade de Silva parecia ter desaparecido, e até os criativos Adriano e Bonani estavam incapazes de criar jogadas de perigo para Tony. Apenas Gilberto aparentava vontade de fazer mais e melhor.
A passagem do minuto 88’, quando já toda a gente se começava a conformar com o empate, eis que aparece Kukula na luta aérea com os centrais, para cabecear para fazer balançar pela primeira vez, as redes adversárias. Entrou para resolver um jogo, que tudo indicava que ia acabar a zeros.
ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES
SC Covilhã: Carlos H., Tiago Moreira, Brendon, Zarabi, Martins, Silva, Gilberto, Mica (Rodrigues, 21’), Jean (Kukula, 62’), Adriano e Bonani (Deivison, 77’).
CD Cova da Piedade: Tony, Chen, Allef, Massaia, Zue, Sami, Shimabaku (Diarra, 63’), Marakis, Vitinho (Rodrigo, 80’), Carvalhas e Gustavo (Edinho, 7’).
FIGURA

Kukula – Entrou para marcar. O avançado dos “leões da serra”, habitual primeira opção de Ricardo Soares, foi lançado para desbloquear o nulo… e não desapontou. Um golo a terminar o encontro e uma exibição muito segura e consistente na frente de ataque, tendo sido a principal ameaça para Tony nos minutos em que esteve em campo.
FORA DE JOGO

Segunda parte (de ambos) – Depois de uma ótima primeira parte, bem disputada e onde se esperavam golos desta partida, a segunda parte deixou muito a desejar. Jogo morto, com poucas oportunidades, nem pareciam duas boas equipas de segunda liga.
BnR NA CONFERÊNCIA
SC Covilhã
Bola na Rede: O Covilhã é líder e tem ainda um jogo menos do que o segundo classificado. A subida de divisão e, quiçá, o título, são os seus objetivos para esta época?
Ricardo Soares: Estes pontos são extremamente importantes para a nossa caminhada, que é a manutenção. No entanto, não nos vamos impedir de vencer e de proporcionar um belo espetáculo aos adeptos que pagam o bilhete.”
Outras declarações:
A nossa intenção clara era a de entrar pressionantes no jogo, a circular rapidamente a bola, e penso que o fizemos com qualidade. A reação à perda da bola podia ter sido mais forte, mas acho que só faltou mesmo o golo. Na segunda parte voltámos a entrar fortes, mas entre os 70 e os 80 minutos ainda nos criaram algum perigo, através de um remate do Edinho. Com a entrada do Deivison voltamos ao jogo e passámos a ter um jogo interior mais forte, o que funcionou e fez com que ganhássemos. Esta vitória é dos jogadores.
CD Cova da Piedade
O BnR não teve direito a pergunta ao treinador Jorge Casquilha
Outras declarações:
O futebol é duro, foi uma primeira parte com algum ascendente do Covilhã, mas consentido por nós. Depois houve a lesão do Gustavo e também um erro grave do árbitro, que não mostrou um vermelho, o que condicionou a nossa estratégia. Perdemos o nosso avançado e só na segunda parte é que criámos perigo, mas foi uma vitória do crer do Covilhã. Penso que o resultado justo seria o empate, mas, no futebol, o resultado justo é feito pelos golos.
Rescaldo com opinião da autoria de Alexandre Candeias e Filipe Carvalho
Foto de Capa: Bola na Rede
artigo revisto por: Ana Ferreira










