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Num campeonato como a Segunda Liga, a imprevisibilidade é de tal forma grande que muitos dos sucessos e insucessos que são geralmente perspetivados ao início acabam por nem sequer corresponder próximo daquilo que realmente se concretiza na reta final da temporada.
Já com a segunda volta em andamento, começam a desenhar-se de forma razoavelmente mais objetiva e realista os possíveis cenários de subida à Primeira Liga e até mesmo de descida à Liga 3.
Neste artigo, a cerca de três meses do final da prova, lançamos os três principais candidatos à subida no segundo escalão do futebol português, embora possamos enquadrar também mais uma ou duas equipas numa luta que tem por hábito ser acesa e intensa até final. Aliás, a época passada foi demonstrativa disso mesmo.
3. CD Feirense
𝑨 𝒆𝒎𝒐𝒄̧𝒂̃𝒐 𝒅𝒆 𝒎𝒂𝒓𝒄𝒂𝒓 𝒖𝒎 𝒈𝒐𝒍𝒐 🕺🥳
Se fosses tu, como ias festejar? 🤩#FridayFeeling #ONossoADN pic.twitter.com/szwHgCuY6F— CD Feirense – Futebol, SAD (@cdfeirensesad) January 28, 2022
Apesar da recente derrota diante do GD Chaves, um dos rivais diretos na luta pela subida, o Feirense continua a reunir bons argumentos para seguir no topo da classificação e figurar entre as possíveis equipas a subir de divisão.
É certo que os fogaceiros já atravessaram momentos da época mais positivos e regulares do que o atual (com média de uma derrota a cada três jogos), principalmente quando venceram por seis jornadas consecutivas na reta inicial da temporada, mas nem isso tem tirado o conjunto de Santa Maria da Feira dos lugares cimeiros.
A maior estrela da equipa tem sido o búlgaro Stivan Petkov, contando já com oito golos, três dos quais na condição de suplente utilizado. Acresce-se a qualidade da equipa técnica encabeçada pelo jovem técnico Rui Ferreira, que assumiu a equipa na reta final da temporada passada e até já estendeu o vínculo contratual com o clube até 2024.
A equipa de Santa Maria da Feira chega a esta fase da época com a maior percentagem de triunfos (54,17%) dos últimos 19 anos e com a melhor média de golos (1,63) das últimas 28 temporadas. Conseguirá o Feirense manter o ritmo até ao final da temporada e voltar à Primeira Liga três anos após a descida de divisão?
2. Rio Ave FC

Habituado às andanças da Primeira Liga nos últimos anos, o Rio Ave FC é encarado, por muitos, como o principal dos candidatos ao regresso ao principal escalão do futebol português, já desde o começo da temporada.
A reta inicial de época provou isso mesmo, de tal forma que os vilacondenses fecharam o mês de novembro com apenas duas derrotas em 12 jornadas. Para já, o Rio Ave segue no terceiro lugar, com 38 pontos, a dois dos líderes, naquela que é a melhor série da época sem derrotas, levando já seis jornadas consecutivas a somar pontos.
Numa equipa em que os golos se dividem maioritariamente entre as referências ofensivas do plantel (Aziz, Pedro Guedes, Gabrielzinho e Zé Manuel), imperam as boas ideias de Luís Freire. O técnico chegou ao Rio Ave na presente temporada e, tendo por hábito colocar as suas equipas a jogar bom futebol, não se pode dizer que esta época esteja a ser exceção,
Aliás, a equipa de Vila do Conde chegou razoavelmente longe nas outras provas nacionais, com uma fase de grupos da Taça da Liga interessante e um percurso igualmente louvável na Taça de Portugal, até aos quartos de final. O objetivo principal, o de regressar aos melhores palcos do futebol português, continua na mira.
1. Casa Pia AC

Não é pelo passado recente, muito menos pela História. É pelo momento atual que continua a surpreender, provavelmente, os mais desatentos. O Casa Pia AC segue na liderança da Segunda Liga, com os mesmos 40 pontos do SL Benfica B e os gansos parecem reunir condições para regressar à elite onde estiveram pela primeira e última vez… em 1939.
Com um plantel equilibrado da defesa ao ataque, contando com a experiência de jogadores como Vasco Fernandes ou Nuno Borges, com o goleador Jota Silva e com o contributo importante de Saviour Godwin, Filipe Martins tem demonstrado saber como montar as peças de um puzzle de alto rendimento, depois de uma primeira temporada de maior adaptação.
Na primeira metade da temporada, o Casa Pia esteve quase quatro meses sem somar qualquer derrota e, olhando para o momento atual, leva quatro vitórias nos últimos seis jogos como resposta às várias derrotas sofridas em dezembro e janeiro, um cenário que quebrou ligeiramente o ritmo vencedor que a equipa do Pina Manique vinha apresentando.
Parte do sucesso explica-se pela forma como o Casa Pia defende, contando apenas com 12 golos sofridos ao fim de 21 jogos, praticamente metade do que sofreram os principais rivais diretos. A juntar a esse dado das 21 jornadas disputadas, a formação lisboeta não sofreu golos em 11 dessas ocasiões, ou seja, mais de metade. Será essa a chave para eventuais celebrações em maio?









