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Académica OAF 0-0 CD Aves: Melhor que um suporífero

Redação BnR · 2 min

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Cabeçalho Futebol Nacional

A Segunda Liga foi mal representada por duas das suas melhores equipas. Académica e Aves não foram capazes de desfazer o nulo e o jogo terminou, portanto, triste.

Esta monotonia é explicada por algum receio demonstrado pela Académica na  forma como abordou o jogo, desprovendo a frente de ataque de um ponta de lança de raiz, ficando, por isso, entregue às deambulações de Marinho, Ernest e Traquina. Uma estratégia que o Aves anulou com relativa facilidade, ao obrigar a Académica a procurar uma referência de área que não existia (Rui Miguel e Diogo Ribeiro ficaram no banco).

Porém, tendo em conta que à boa performance defensiva o Aves não aliou um bom comportamento ofensivo, por via do respeito excessivo com que abordou a partida, ficou “montado” o contexto de um jogo que se tornou demasiado monótono e sonolento, sendo raras as vezes em que se acercou da baliza contrária com perigo efetivo.
Avenses aderiram em força
Avenses aderiram em força

Este cenário alterou-se com a expulsão de Yuri Matias. O central da Académica, já com um amarelo, foi imprudente ao travar a marcha de Erivaldo e acabou expulso, o que motivou a reação do Aves.

Já com Barry em campo, fazendo dupla da frente com Guedes, o Aves teve, enfim, três oportunidades para marcar, com ambos os pontas-de-lança em particular evidência. Primeiro, foi Guedes, em posição privilegiada, a rematar para defesa difícil de Ricardo. Depois foi Barry, por duas vezes. Primeiro, de cabeça, aos 90+2, fez a bola rasar a barra, depois, aos 90+4, de pé direito, atirou à trave.
Acabava, assim, de forma estranhamente agitada, um jogo que não deixou arrependido quem preferiu ficar em casa. Ou quem, por qualquer razão que nos escapa, procurava um suporífero num estádio de futebol.

Pedro Machado

 

FIGURA

Leandro Silva – claramente a crescer de forma – fisicamente está a evoluir – foi importante para acrescentar qualidade no passe, onde se nota que é superior aos companheiros, e depois da expulsão de Yuri, para pressionar o meio-campo do Aves.

Rafael Simões

FORA-DE-JOGO

Yuri- culminou uma exibição algo intermitente com uma expulsão infantil, acusando alguma inexperiência e hipotecando qualquer estratégia que a Briosa pudesse ter para forçar o golo.

Rafael Simões

Sala de Imprensa

José Mota, treinador do CD Aves:

«Era um jogo difícil, mas no resumo do 90 minutos o Aves foi melhor. Entrámos bem no jogo, organizados, consistentes, com ambição. Tivemos boas oportunidades para finalizar, mas não tivemos sorte, que também é preciso.»
«Defrontámos um bom adversário. Mas fomos melhores em todos os capítulos e merecíamos ter ganho. Os meus jogadores foram extraordinários na forma como se entregarem e quiseram vencer.»

Costinha, treinador da Académica OAF:

«Uma 1ª parte onde o Aves controlou o jogo, entrou melhor na partida, queríamos evitar o futebol direto, mas não conseguimos, de início, manter essa estratégia.»

«Melhorámos na 2ª parte, tivemos melhor circulação, a equipa soltou-se um bocadinho, em todo o caso acho que é um bom ponto conquistado contra o Aves.»

«Fico satisfeito como a forma como defendemos, não é por acaso que somos a 2ª melhor equipa defensiva do campeonato, mas faltou-nos melhor aproveitamento no ataque. Ainda assim, para nós é um empate saboroso.»

Redação BnR

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