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CD Nacional 2-1 CD Cova da Piedade: Reviravolta nos instantes finais

Marco António Milho · 3 min

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Cabeçalho Futebol NacionalDepois de um interregno de duas semanas, o futebol da Segunda Liga estava de regresso, com o CD Nacional a receber o CD Cova da Piedade, em partida a contar para a décima jornada.

Na competição, o Cova da Piedade vinha de um triunfo ante o Leixões SC, enquanto o Nacional perdera os últimos três jogos, o último dos quais, uma pesada derrota em casa com o Real SC.

Antes do encontro e em solidariedade para com os bombeiros e as vítimas dos incêndios que assolaram o país, os jogadores pisaram o relvado acompanhados de alguns elementos dos bombeiros, antes de se cumprir um minuto de silêncio.

Quanto ao jogo em si, começou até aguerrido, com as duas equipas a lutar de forma equilibrada, embora cedo se começasse a vislumbrar o nítido desacerto alvinegro.

A equipa da casa revelava muitas dificuldades para se afirmar no jogo e cometia demasiados erros, o que cedo resultou na inquietação de alguns adeptos. A pressão era palpável e evidente em vários dos jogadores do Nacional, que falhavam em lances simples.

Demorou, mas o Nacional conseguiu uma reviravolta quase caída do céu  Fonte: Bola na Rede
Demorou, mas o Nacional conseguiu uma reviravolta quase caída do céu
Fonte: Bola na Rede

Ainda mais complicada ficou a tarefa dos insulares quando aos 25 minutos Daniel Almeida inaugurou o marcador, colocando em vantagem os visitantes.

Incapaz de construir jogo, o Nacional insistia nos passes laterais, o que exasperava cada vez mais os adeptos. Embora o Cova da Piedade se apresentasse a um bom nível, defendendo de forma eficaz e controlando o jogo a seu bel-prazer, exigia-se mais, muito mais, deste Nacional, que se revelava inofensivo.

Foi já bem no final, contudo, que surgiu a esperança, quando aos 83 minutos, no seguimento de um pontapé de canto batido por Witi, Elizio introduziu a bola na baliza de Pedro Alves, restabelecendo o empate. A resposta do Nacional não terminou por aí e três minutos depois foi Bryan Rochez a consumar a reviravolta, respondendo da melhor maneira a um cruzamento de João Camacho.

Final de encontro mexido e impróprio para cardíacos, no qual o Nacional teve a felicidade de conseguir um golo que catapultou a equipa para uma reviravolta que parecia quase impossível durante largos momentos do jogo.

 

A FIGURA:

Fonte: CD Nacional
Fonte: CD Nacional

Bryan Rochez  – O avançado hondurenho foi o autor do segundo golo, mas a sua contribuição não se ficou por aí. Rochez entrou já no decorrer da segunda parte e apesar de ter demorado algum tempo, mexeu mesmo com o jogo. Procurou sempre intervir no momento ofensivo, vindo buscar a bola a zonas mais recuadas e tentou implementar um estilo de passe mais assertivo.

O FORA DE JOGO:

Fonte: CD Nacional
Fonte: CD Nacional

Valkenedy – Muito apagado, foi o espelho da equipa durante grande parte do jogo. O brasileiro mereceu o voto de confiança depois da terceira eliminatória para a Taça de Portugal, mas a aposta não resultou conforme o desejado. Acabou por nem sequer regressar dos balneários, sendo substituído ao intervalo por Kaká.

CONFERÊNCIA BnR:

 

CD Cova da Piedade

BnR: Não deve ser fácil perder nos minutos finais, depois de ter dominado o jogo durante grande parte do tempo.

João Barbosa: É difícil. É um resultado difícil de aceitar. Até ao golo do Nacional fomos a única equipa em jogo. A partir do momento em que conseguiram um golo de bola parada tiveram uma nova motivação, mas do meu ponto de vista, é um resultado tremendamente injusto.

 

CD Nacional

BnR: Depois da vitória na Taça, o Nacional consegue a segunda vitória consecutiva, mas ainda de forma algo tremida.

Costinha: É importante conseguir ganhar jogos em casa. Os candidatos à subida têm de o fazer. Não é normal a quantidade de falhas que cometemos, mas é resultante do momento menos positivo que atravessámos. As derrotas pesadas que sofremos também deixaram essa marca, mas a tranquilidade vai regressar porque os jogadores não perderam qualidade. Esta é uma equipa nova, com jogadores que não tinham experiência na Segunda Liga, por isso esta é uma fase de crescimento que é natural.

 

Foto de Capa: Bola na Rede

Marco António Milho

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