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A equipa madeirense vinha de um empate contra o Sporting B, no passado dia 27 de Agosto. Antes dos dez dias de pausa para as seleções, a equipa micaelense tinha sofrido uma derrota frente ao Porto B, a única no campeonato.
A equipa da casa entrou no encontro da melhor forma, a marcar logo aos três minutos, por Santana que respondeu de cabeça a uma bela jogada criada pelo lado esquerdo do ataque do Santa Clara.
Depois do golo era de esperar uma reação forte da equipa madeirense, mas a equipa da casa continuou a assumir mais o jogo e a ter mais posse de bola. Com o passar dos minutos, o jogo ia ficando mais equilibrando, com muita luta no meio-campo pela posse de bola. O União tentava pegar no jogo, mas faltava qualidade na circulação e discernimento por parte da equipa de Paulo Alves.

Os passes não iam entrando e o Santa Clara aproveitava. Até ao final da primeira parte, a equipa de Carlos Pinto dispôs de alguns lances de perigo que podiam ter dado golo mas alguma displicência ditou a magra vantagem da equipa da casa ao intervalo.
Nesta primeira parte, sinal mais para o Santa Clara, com mais posse de bola, mais lances de perigo e a jogar mais perto da baliza adversária. Já a equipa do União da Madeira mostrou uma exibição muito cinzenta, sem mostrar muitos argumentos para chegar ao golo.
A segunda parte jogou-se a um ritmo mais morno. O Santa Clara ia controlando a partida, sem deixar grandes espaços para a equipa forasteira, tentando aproveitar a profundidade dos seus avançados para criar perigo, algo que aconteceu muitas vezes. À medida que o cronómetro de jogo avançava, o jogo ficava mais partido, muito físico, com a equipa madeirense a tentar chegar ao golo.
Com a perda de intensidade no meio-campo do Santa Clara, o União começava a mandar mais no jogo, mesmo sem criar grandes oportunidades de perigo. Ao minuto 78, quando nada fazia prever, Júnior atira para o empate. Um remate indefensável para Serginho, de fora de área, após um ressalto. O resultado não espelhava aquilo que tinha sido o jogo até ali.
Com o golo, a equipa da casa voltou à carga. O Santa Clara tentou responder de imediato ao golo sofrido e, no minuto seguinte, esteve perto de chegar de novo à vantagem; primeiro por Thiago Santana e depois por Clemente. Clemente, avançado micaelense, viria mesmo a marcar ao minuto 86, num golo à ponta de lança. O avançado segurou uma bola despejada na defesa do União da Madeira, aguentou a carga e atirou a contar para o segundo golo dos da casa.
Até final da partida, o União ainda tentou chegar ao golo, mas sem resultados práticos. No final, ajusta-se a vitória da equipa da casa. O Santa Clara foi a equipa que mais fez pela vitória, para além de ser a equipa mais esclarecida em campo. Quanto aos madeirenses, a equipa de Paulo Alves fez uma primeira parte muito fraca. Na segunda-parte, mostrou outros argumentos, mesmo assim insuficientes para ganhar pontos na partida.
A FIGURA:

Clemente- O ponta de lança natural da Ilha de S.Miguel até começou o jogo no banco mas foi fundamental para os três pontos. Um portento físico, um jogador de entrega e muita raça. Foi Clemente o herói da partida, a voltar a dar três pontos à equipa da casa.
O FORA-DE-JOGO:

Rodrigo Henrique – O brasileiro foi uma das escolha de Paulo Alves para mexer com o jogo mas acabou por borrar a pintura. O jogador empurrou um apanha bolas, menor, que caiu aparatosamente no relvado, algo que gerou um mal estar na partida. Situação a evitar.
CONFERÊNCIA BnR:
CF União
BnR: Como justifica a pouca produção ofensiva da sua equipa?
Paulo Alves: Fomos muito condicionados. Temos de olhar para nós. Não conseguimos ter oportunidades como temos criado nos ultimos jogos.
Estavamos a jogar contra uma boa equipa. E jogar com 10 jogadores também acabou por nos prejudicar. Tentamos manter o espírito de equipa para não perder a união. Mas temos de ver que os jogadores experientes do Santa Clara também conseguem marcar em qualquer situação de jogo.
CD Santa Clara
BnR: O golo final veio repor a justiça no resultado final?
Carlos Pinto: Claro que sim. Acabamos por sofrer um golo sem necessidade. Mas mantemos uma boa atitude e temos uma equipa que tenta trabalhar sempre no máximo a cada treino.
BnR: Gostou da estreia de Toni Gorupec?
Carlos Pinto: Deixar o Toni jogar foi um risco, mas foi um risco calculado. É um jogador com grande qualidade e que ajudou a trazer consistência defensiva.
Foto de Capa: CD Santa Clara
Artigo revisto por: Beatriz Silva








