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CD Santa Clara 2-1 CF União: Clemente deciciu duelo entre ilhéus

Raquel Roque · 4 min

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Cabeçalho Futebol NacionalÀs 16h00, numa tarde de fim de Verão onde o calor pairava sobre o estádio de São Miguel, o Santa Clara disputava os três pontos contra o CF União que ocupava, à partida, o quinto lugar na II liga.

A equipa madeirense vinha de um empate contra o Sporting B, no passado dia 27 de Agosto. Antes dos dez dias de pausa para as seleções, a equipa micaelense tinha sofrido uma derrota frente ao Porto B, a única no campeonato.

A equipa da casa entrou no encontro da melhor forma, a marcar logo aos três minutos, por Santana que respondeu de cabeça a uma bela jogada criada pelo lado esquerdo do ataque do Santa Clara.

Depois do golo era de esperar uma reação forte da equipa madeirense, mas a equipa da casa continuou a assumir mais o jogo e a ter mais posse de bola. Com o passar dos minutos, o jogo ia ficando mais equilibrando, com muita luta no meio-campo pela posse de bola. O União tentava pegar no jogo, mas faltava qualidade na circulação e discernimento por parte da equipa de Paulo Alves.

Fonte: CD Santa Clara
Fonte: CD Santa Clara

Os passes não iam entrando e o Santa Clara aproveitava. Até ao final da primeira parte, a equipa de Carlos Pinto dispôs de alguns lances de perigo que podiam ter dado golo mas alguma displicência ditou a magra vantagem da equipa da casa ao intervalo.

Nesta primeira parte, sinal mais para o Santa Clara, com mais posse de bola, mais lances de perigo e a jogar mais perto da baliza adversária. Já a equipa do União da Madeira mostrou uma exibição muito cinzenta, sem mostrar muitos argumentos para chegar ao golo.

A segunda parte jogou-se a um ritmo mais morno. O Santa Clara ia controlando a partida, sem deixar grandes espaços para a equipa forasteira, tentando aproveitar a profundidade dos seus avançados para criar perigo, algo que aconteceu muitas vezes. À medida que o cronómetro de jogo avançava, o jogo ficava mais partido, muito físico, com a equipa madeirense a tentar chegar ao golo.

Com a perda de intensidade no meio-campo do Santa Clara, o União começava a mandar mais no jogo, mesmo sem criar grandes oportunidades de perigo. Ao minuto 78, quando nada fazia prever, Júnior atira para o empate. Um remate indefensável para Serginho, de fora de área, após um ressalto. O resultado não espelhava aquilo que tinha sido o jogo até ali.

Com o golo, a equipa da casa voltou à carga. O Santa Clara tentou responder de imediato ao golo sofrido e, no minuto seguinte, esteve perto de chegar de novo à vantagem; primeiro por Thiago Santana e depois por Clemente. Clemente, avançado micaelense, viria mesmo a marcar ao minuto 86, num golo à ponta de lança. O avançado segurou uma bola despejada na defesa do União da Madeira, aguentou a carga e atirou a contar para o segundo golo dos da casa.

Até final da partida, o União ainda tentou chegar ao golo, mas sem resultados práticos. No final, ajusta-se a vitória da equipa da casa. O Santa Clara foi a equipa que mais fez pela vitória, para além de ser a equipa mais esclarecida em campo. Quanto aos madeirenses, a equipa de Paulo Alves fez uma primeira parte muito fraca. Na segunda-parte, mostrou outros argumentos, mesmo assim insuficientes para ganhar pontos na partida.

A FIGURA:

Fonte: CD Santa Clara
Fonte: CD Santa Clara

Clemente- O ponta de lança natural da Ilha de S.Miguel até começou o jogo no banco mas foi fundamental para os três pontos. Um portento físico, um jogador de entrega e muita raça. Foi Clemente o herói da partida, a voltar a dar três pontos à equipa da casa.

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: CF União
Fonte: CF União

Rodrigo Henrique – O brasileiro foi uma das escolha de Paulo Alves para mexer com o jogo mas acabou por borrar a pintura. O jogador empurrou um apanha bolas, menor, que caiu aparatosamente no relvado, algo que gerou um mal estar na partida. Situação a evitar.

 

CONFERÊNCIA BnR:

CF União

BnR: Como justifica a pouca produção ofensiva da sua equipa?

Paulo Alves: Fomos muito condicionados. Temos de olhar para nós. Não conseguimos ter oportunidades como temos criado nos ultimos jogos.

Estavamos a jogar contra uma boa equipa. E jogar com 10 jogadores também acabou por nos prejudicar. Tentamos manter o espírito de equipa para não perder a união. Mas temos de ver que os jogadores experientes do Santa Clara também conseguem marcar em qualquer situação de jogo.

 

CD Santa Clara

BnR: O golo final veio repor a justiça no resultado final?

Carlos Pinto: Claro que sim. Acabamos por sofrer um golo sem necessidade. Mas mantemos uma boa atitude e temos uma equipa que tenta trabalhar sempre no máximo a cada treino.

 

BnR: Gostou da estreia de Toni Gorupec?

Carlos Pinto: Deixar o Toni jogar foi um risco, mas foi um risco calculado. É um jogador com grande qualidade e que ajudou a trazer consistência defensiva.

 

Foto de Capa: CD Santa Clara

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Raquel Roque

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