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CF União 3-0 Académica OAF: Estudantes não passaram no teste unionista

Marco António Milho · 4 min

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Cabeçalho Futebol Nacional

O CF União usou o trunfo da eficácia e voltou a ser feliz ante os seus adeptos, ao vencer a Associação Académica de Coimbra OAF, numa partida a contar para a terceira jornada da Liga Ledman Pro e que opôs as duas equipas despromovidas da Primeira Liga em 2015/16. Os madeirenses disputavam o seu segundo encontro consecutivo em casa e procuravam dar seguimento ao bom resultado conseguido na ronda anterior, frente ao Real SC, enquanto, do outro lado, também os estudantes se apresentavam motivados, depois da vitória alcançada na receção à equipa B do SC Braga.

O União começava com dois dos mais recentes reforços no banco, Danilo Dias e Betinho, enquanto Mica Pinto, oficializado apenas no dia anterior, não estava ainda disponível. Assim, as duas formações apresentavam-se apenas com uma alteração para cada lado, em relação à jornada anterior. No União registava-se a entrada de Sidy Sagna, em detrimento de Rodrigo Henrique, enquanto na Académica Pedro Empis rendia Nélson Pedroso.

Os minutos iniciais da partida revelavam uma Briosa dominadora, que procurava assumir o jogo e pressionava bem alto a formação caseira. Apesar de tudo, os conimbricenses não conseguiam traduzir em oportunidades de golo a supremacia de que dispunham, o que permitia ao União começar a evidenciar-se.

Depois de algumas subidas que animavam os adeptos, o conjunto madeirense era mesmo o primeiro a adiantar-se aos 13 minutos, quando Luan aproveitou a bola que a trave devolveu, após um remate de fora da área de Sagna. Sozinho em frente a Ricardo Ribeiro, o ponta de lança brasileiro colocou em vantagem a equipa da casa.

A Académica seguia por cima, mas continuava sem criar grandes calafrios à baliza de Tony Batista e o União dispôs mesmo da melhor oportunidade para dilatar o marcador. E foi numa das incursões ofensivas dos azuis e amarelos que os capas negras se viram reduzidos a dez elementos, após a expulsão do central brasileiro Brendon, aos 41 minutos.

Ao fim da primeira parte notava-se uma Académica que privilegiava um futebol positivo e ofensivo, embora pecando na hora de ultrapassar o setor mais recuado dos unionistas. Já os insulares, por seu turno, defendiam bem e quando atacavam faziam-no de forma rápida e pragmática.

A Académica tem privilegiado um estilo de jogo mais apoiado e ofensivo, mas não foi feliz perante o pragmatismo insular
A Académica tem privilegiado um estilo de jogo mais apoiado e ofensivo, mas não foi feliz perante o pragmatismo insular
Fonte: Bola na Rede

Regressados dos balneários, os estudantes procuravam agitar o jogo, desde logo com duas substituições, entrando Luisinho e Djoussé para os lugares de Marinho e Tozé. Foi no entanto, o União a encontrar o fundo das redes uma vez mais, quando Júnior, aos 51’, numa jogada quase idêntica à que tinha protagonizado no encontro anterior, aumentou a vantagem.

A partir daí a Académica foi tendo mais dificuldades para atacar e o jogo passou a ser dominado quase por inteiro pelos madeirenses. Fruto disso mesmo, o União era cada vez mais perigoso e aos 66’, houve nova jogada ofensiva da turma insular e Luan só precisou de encostar para bisar na partida, depois de Rodrigo Henrique ter ultrapassado o guarda-redes visitante.

Até ao final do encontro, o União procurou gerir o resultado, perante uma Académica apática e cada vez mais inofensiva, mantendo-se o 3-0. Apesar dos números algo exagerados, a vitória acaba por ser justa, face à eficácia e pragmatismo evidenciados pelos madeirenses, embora ajudados, é certo, pela expulsão precoce de Brendon, que prejudicou a estratégia dos estudantes, numa altura em que já corriam atrás do prejuízo.

A FIGURA:

junior sena
Fonte: Bola na Rede

Júnior Sena – O extremo cabo-verdiano voltou a ser uma figura importantíssima para os azuis e amarelos, somando mais um golo e provocando vários calafrios aos capas negras. Fazendo uso da sua velocidade, Júnior deu muito trabalho aos laterais da Académica, tanto pela direita, como pela esquerda.  

O FORA-DE-JOGO:

Fonte: Académica OAF
Fonte: Académica OAF

Brendon – Os cartões amarelos vistos pelo brasileiro motivaram alguns protestos dos estudantes e a consequente expulsão deixou bem exposta a equipa de Ivo Vieira. Um misto de imprudência do central e alguma irregularidade no critério do árbitro deixaram a Académica reduzida a dez, comprometendo seriamente a resposta da Briosa.

CONFERÊNCIA BnR:

BnR: Até que ponto é que a estratégia da Académica foi prejudicada pela expulsão de Brendon?

Ivo Vieira –  Jogar com menos um é mais complicado, mas temos de viver com isso. Acho que houve um jogo diferente, antes e depois da expulsão e acho que isso foi evidente. Nós temos procurado dar mais qualidade ao jogo e acredito que vamos continuar a crescer, porque os fatores positivos estão lá.

 

BnR: A eficácia voltou a ser a chave para o União?

Paulo Alves – Sim, acho que foi uma vitória justa, em mais um bom jogo, onde fomos mais eficazes, a jogar contra uma equipa que não é um adversário qualquer. A Académica é uma equipa de qualidade, com muita experiência e que podiam complicar-nos a tarefa, mas soubemos reagir a isso. A expulsão é uma contingência do jogo e obviamente que a jogar contra dez nos preocupámos mais em gerir o resultado, mas creio que isso não belisca a nossa vitória.

Marco António Milho

Redação Bola na Rede · ver artigos

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