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O jogo arrancou com uma maior dinâmica ofensiva dos arouquenses, tendo Fábio Fortes cabeceado por cima na sequência de um canto, logo aos seis minutos. No entanto, foram os visitantes a marcar numa jogada fortuita: o remate de Luther Sing desviou em Massaia e sobrou para Emanuel rematar seco à meia volta para o fundo das redes. Este foi, e apenas à quinta jornada, o primeiro golo da turma de Wender no campeonato.
A partir daí o jogo tornou-se chato, com muitas paragens e um futebol pouco atrativo. A turma arouquense acusou o golo sofrido e não conseguia construir jogo, acabando quase sempre bombear a bola na frente. As situações de perigo eram escassas e, até ao intervalo, nota apenas para uma tentativa de chapéu de Bukia por cima e para um remate frouxo de Adílio, facilmente travado por Tiago Pereira.

Fonte: Bola na Rede
Miguel Leal não gostava do que via e não tardou em colocar a carne toda no assador, ainda dentro da hora de jogo. Apesar do maior número de unidades ofensivas, o FC Arouca continuava sem incomodar o guardião contrário, o que motivava manifestações de desagrado vindas das bancadas. Os arsenalistas, sempre com mais estabilidade psicológica que o seu rival, iam fazendo o seu jogo, trocando a bola com qualidade e permitindo a posse de bola ao adversário apenas em zonas que não acarretavam perigo.
Foi preciso esperar até aos 82 minutos para registar uma oportunidade de golo: depois de uma grande triangulação, Luther Sing fez o que parecia mais difícil ao não acertar no alvo. Quatro minutos volvidos foi a vez de Ibrahima testar a atenção de Gasparotto. A única ocasião flagrante de golo da equipa da casa surgiu aos 88’, quando Arteaga se antecipou ao guarda-redes adversário e viu a bola embater na barra. Foi já no último lance do jogo que o SC Braga B sentenciou o jogo por intermédio de Tiago Dias, que isolado não vacilou no cara-a-cara com Gasparotto.
Vitória justa dos bracarenses no Municipal de Arouca, que foram mais equilibrados e souberam ler os momentos do jogo. Apresentam jogadores com muita qualidade e que podem vir a ser mais valias para Abel Ferreira num futuro próximo. Já o FC Arouca continua sem vencer em casa desde abril e averbou a quarta derrota consecutiva, caindo para o último lugar da tabela. A exibição paupérrima deixou muito a desejar, já que a jogar em casa diante do último classificado exige-se muito mais do que apenas uma oportunidade de golo.
Onzes Iniciais:
FC Arouca: Gasparotto, Thales, Massaia, Deyvison, Kiko (Arteaga 59’); Ericson, Soares (Malele 45’), Bruno Alves; Bukia (Bertaccini 64’), Fabio Fortes, Adílio.
SC Braga B: Tiago Pereira; Danilo, David Carmo, Bruno Wilson, Pedro Amador; Ibrahima, Crespo (Inácio 71’), Assis (Afonso 80’), Denisson (Tiago Dias 58’); Luther, Emanuel.
A FIGURA:

David Carmo (SC Braga B): O defesa-central português esteve imperial no jogo aéreo e venceu invariavelmente os lances corpo-a-corpo com os possantes avançados adversários.
Recentemente coroado campeão europeu de sub-19, mostrou-se sereno durante todo o jogo e foi um esteio num quarteto defensivo que se portou muito bem.
O FORA-DE-JOGO:

André Bukia (FC Arouca): O jogador congolês, que costuma ser o principal desequilibrador ofensivo do FC Arouca, esteve bastante apagado, não conseguindo dar a largura necessária e sendo batido em diversos lances de 1 contra 1. Ainda jogou uns minutos a lateral, mas nem assim conseguiu limpar a sua má exibição.
CONFERÊNCIA BnR:
SC Braga B
BnR: Apesar da juventude da sua equipa e do facto de estar em último lugar, sentiu-se sempre que a sua equipa estava muito confortável em campo. Há muito trabalho mental por trás disso?
Wender: Nós tínhamos mais pressão que eles, estávamos no último lugar e ainda nem tínhamos marcado qualquer golo. O que disse aos meus jogadores foi que temos que acreditar no processo, no trabalho diário e que os resultados iriam aparecer. Os miúdos souberam interpretar isso e deram uma resposta cabal no jogo de hoje.
FC Arouca:
BnR: Nos primeiros minutos a equipa pareceu entrar com muita acutilância, mas depois do golo não mais se encontrou. Como justifica isso?
Miguel Leal: Correu tudo mal. Não compreendo porquê, a equipa teve umas semanas de trabalho excelentes, os jogadores dedicaram-se imenso mas dentro de campo foi tudo diferente. Sofremos cedo e isso foi o ponto-chave, a equipa nunca mais se encontrou. Estamos tristes mas acredito que vamos dar a volta e fazer um campeonato tranquilo.
Foto de Capa: Bola na Rede












