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Nesta primeira parte foi o Nacional a entrar melhor em campo. A equipa alvinegra conseguiu evidenciar-se nestes primeiros minutos, conseguindo ter mais bola e jogando mais próximo da área adversária. Com o decorrer do jogo, o Santa Clara conseguiu equilibrar a partida e começou a tomar as rédeas da partida. O Santa Clara tinha mais iniciativa, porém o jogo permanecia algo atabalhoado, com muitas perdas de bola de parte a parte e sem grandes lances de perigo. Já perto do final do primeiro tempo, Santana fica perto do golo mas o cabeceamento do brasileiro saiu um pouco ao lado da baliza do guarda-redes Daniel. Até final da primeira parte não surgiram mais oportunidades de ambas as equipas, sendo que o resultado justificava-se.
Na segunda parte a história do jogo mudou. O Santa Clara entrava melhor no segundo tempo com mais posse de bola e a tentar circular mais a bola. O Nacional, por seu lado, adotava uma postura mais defensiva, defendendo mais baixo no terreno. O golo da equipa da casa ia chegar num lance de bola parada. Na sequência de um canto, Minhoca assiste para o cabeceamento de Santana que desta vez não falhou na hora “h”. O golo acabou por ter consequências para os da casa.

Fonte: CD Nacional
O Santa Clara adormeceu no jogo e permitiu que o Nacional entrasse na discussão da partida. O Nacional aproveitava e conseguia criar calafrios na defensiva dos açorianos. Primeiro, Rochez, frente a frente com Serginho, falha clamorosamente o desvio para o empate. Depois numa jogada pela ala esquerda do ataque, com Ricardo Gomes em destaque, o Nacional consegue empatar a partida, com Rochez a não vacilar na hora do golo, decorria o minuto 73.
O resultado interessava ao Nacional, sendo que depois da equipa visitante ter chegado ao empate pouco mais se jogou. As constantes paragens na partida e um futebol sempre aos repelões marcaram estes minutos finais da partida. Isto e um falhanço do brasileiro Santana. Numa jogada em que a defesa do Nacional fica claramente fora do lance, Santana falhou o desvio para o segundo golo, quando a baliza estava completamente deserta.
O empate na partida acabou por premiar o Nacional pela eficácia. A equipa madeirense acabou por ser a principal beneficiária desta divisão de pontos. Já o Santa Clara só se pode queixar da sorte (ou falta dela), sendo que ainda assim subiu para o terceiro posto do campeonato, a um ponto do segundo classificado Famalicão e a dois do Académico de Viseu, líder do campeonato.
A FIGURA:

Rochez – O avançado do CD Nacional entrou com o intuito de mexer com a partida e fê-lo com sucesso. Carimbou o empate e incomodou Vítor Alves na construção de jogo dos açorianos.
O FORA DE JOGO:

Saldanha – O médio do Santa Clara esteve muito apagado durante a partida. Pouco acrescentou com e sem bola. Nunca foi capaz de conseguir colocar velocidade e verticalidade no jogo da equipa açoriana.
CONFERÊNCIA BNR
BnR: Estava à espera de um Santa Clara com estas mudanças no 11? Quais os efeitos disto?
Costinha: Mudaram dois jogadores, três jogadores. Efetivamente eu percebi quando o Rúben Saldanha joga e não joga o Pineda. Secalhar porque o Pineda é um jogador que dá mais largura, o Rúben é um jogador que vem mais por dentro para causar superioridade ali no meio com o Minhoca. Nós trabalhamos durante a semana os dois sistemas, eu pessoalmente pensava que o Pineda ia jogar. Mas jogou o Rúben, adaptamos rapidamente com o Camacho a fechar mais por dentro, temos alguma dificuldade mas depois conseguiu aguentar. O Clemente é um jogador experiente, não necessita de muitas oportunidades para por a bola no fundo da baliza, também não teve assim tanto espaço quanto isso. Mas não olhamos para o Santa Clara apenas como um ou dois jogadores, é uma boa equipa, tem jogadores de qualidade por isso é que está na frente do campeonato.
BnR: Acha o empate o resultado mais justo?
Carlos Pinto: O mais justo era claramente a vitória do Santa Clara. Mas o Santa Clara marcou um golo, o nacional marcou um golo. Daí os pontos serem divididos, agora claramente merecíamos os 3 pontos. Vão acontecer jogos, e digo isso muito ao longo dos tempos, vão acontecer jogos em que vamos ter menos oportunidades, vamos ter uma ou duas oportunidades. Hoje a felicidade não esteve do nosso lado até pelas oportunidades que tivemos e muitas delas flagrantes, curiosamente na parte final temos uma praticamente debaixo da baliza com o Santana, que ele falha, mais do que ninguém queria ser ele a marcar e obviamente chegar aos balneários e ver os jogadores cabisbaixo e tristes por aquilo que produziram e sair daqui sem os três pontos custa muito ao treinador. Mas deixa-me satisfeito porque trabalho com grandes profissionais. Vai ser um campeonato até ao final. Aliás se repara nos resultados de hoje, houve muitos empates. Vai ser um campeonato muito disputado. Desde o primeiro dia que digo isso, o importante nos momentos em que a equipa não estar bem é haver equilibro. Neste momento existe esse equilíbrio e isso deixa-me tranquilo em relação ao futuro.
Foto de Capa: Bola na Rede













