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Primeira parte muito animada no Santos Pinto, as duas equipas demonstraram o porque de estarem ambas nos lugares cimeiros da Segunda Liga. Nos primeiros dez minutos da partida as equipas anularam-se mutuamente sem que nenhuma delas se tivesse sobressaído, estávamos numa fase clara de estudo das equipas, uma à outra. A primeira oportunidade real da partida aconteceu ao minuto 10 pelos pés do goleador da equipa serrana, Fatai, remate muito torto ainda assim.
A partir daqui o Santa Clara começou claramente a dominar a partida com mais posse de bola e a ocupar mais tempo o meio-campo serrano, sem que, no entanto, conseguisse criar algum perigo real para a baliza do Igor Rodrigues. A equipa do Sporting da Covilhã parecia de alguma maneira querer atribuir o domínio do jogo à equipa açoriana para assim criar transições ofensivas rápidas, e foram algumas as situações de contra-ataque que surgiram desta estratégia. O primeiro sinal de perigo dado pelo Santa clara saiu dos pés do capitão Pacheco, aos 30 minutos de jogo, bola direitinha para as mãos de Igor Rodrigues. Mas foi numa bola parada, que teve origem num contra-ataque de Índio travado em falta por João Pedro, que o Sporting da Covilhã partiu para a frente do marcador. Livre batido alto para o segundo poste e João Dias a cabecear para o meio da pequena área onde estava Adul Seidi que só teve que encostar a bola para o fundo da baliza do Santa Clara, jogada claramente de laboratório a dar um grande resultado, os jogadores da equipa açoriana queixam-se de que a bola já teria saído quando João Dias cabeceou, o fiscal de linha, bem colocado, não concordou e por isso o golo foi considerado legal, estávamos com 36 minutos de jogo.
O Sporting da Covilhã continua na sua senda de demonstrar uma grande consistência defensiva e conseguir aproveitar os poucos lances de golo que consegue criar. O Santa Clara por seu lado carregou ainda mais o meio-campo serrano após o golo sofrido e quase chegava ao golo do empate, ao minuto 42′ depois de alguma atrapalhação na área do Sporting da Covilhã, um jogador do Santa Clara aproveita e remata com grande potência para a baliza serrana, mas o guardião covilhanense Igor Rodrigues a demonstrar mais uma vez o porque de ser considerado um dos talentos emergentes desta competição, a negar o golo açoriano com uma grande defesa para canto.

Fonte: Bola na Rede
Se a primeira parte foi animada, não há sequer adjetivos que qualifiquem a segunda parte. O Sporting da Covilhã entrou determinado em resolver o jogo logo de inicio, Índio e Reinildo, numa situação de contra-ataque, estiveram perto de marcar o segundo golo da Covilhã. Serginho, guarda-redes do Santa Clara, não quis ficar atrás de Igor Rodrigues e fez também duas intervenções de grande qualidade que impediram o Sporting da Covilhã de sentenciar a partida.
O jogo estava intenso e tal era a intensidade que o jogador do Santa Clara, Daniel Coelho, foi expulso à passagem do minuto 52 depois de uma entrada violenta e que no entender do arbitro com violência excessiva. A tarefa do Santa Clara avizinhava-se mais complicada agora com menos um elemento, mas a verdade é que o Santa Clara melhorou e começou a criar várias ocasiões de perigo, Paulo Clemente esteve muito perto de marcar ao minuto 67′. O Santa Clara carregava, mas como jogava com menos um elemento também se expunha e o Sporting da Covilhã aproveitava sempre para acelerar numa transição rápida ofensiva. O jogo estava numa fase bastante emocionante e de uma maneira que os espetadores gostam, um jogo partido e com ataques constantes de lado a lado. Só na entrada do período de compensação é que a equipa serrana começou por abdicar de atacar e a equipa do Santa Clara ainda mandou uma bola à barra nos últimos minutos, mas o lance era precedido de fora de jogo.
Terminou assim um jogo bastante emocionante e que demonstrou bem a qualidade das duas equipas, vitória sofrida do Sporting da Covilhã com uma pontinha de sorte, mas a sorte também faz parte do futebol.
A FIGURA:

José Augusto – O treinador do Sporting da Covilhã tem feito um trabalho notável na Serra da Estrela, nunca perdeu nenhum jogo em casa, melhor defesa do campeonato e já colocou a equipa entre o lote das equipas que lutam pela subida, relembrar que quando José Augusto assumiu o comando do Sporting da Covilhã, a equipa estava na zona de descida, hoje esteve mais uma vez bem desde do banco com a Covilhã a passar mais um jogo sem sofrer golos, veremos até onde esta equipa poderá chegar.
O FORA-DE-JOGO:

Dani Coelho – O jogador do Santa Clara prejudicou claramente a sua equipa com a sua expulsão. Expulso por uma falta grosseira desnecessária a meio campo e numa altura em que a sua equipa já corria atrás do prejuízo, evitável. Deixou a sua equipa mais fragilizada à procura do empate e colocou a equipa mais exposta ao segundo golo do Sporting da Covilhã que não aconteceu muito graças ao guarda-redes Serginho.
CONFERÊNCIA BnR
SC Covilhã
BnR: A Covilhã nos últimos jogos tem sempre períodos em que entrega o controlo do jogo à equipa adversária e prefere atacar em transições ofensivas rápidas, não sei se é por mérito do adversário ou se é mesmo intencional, por isso gostaria de lhe perguntar se é uma estratégia intencional sua esta de entregar o controlo do jogo á equipa adversária e explorar o ataque em transições ofensiva rápidas.
José Augusto: Há duas maneiras de tu controlares um jogo, com bola e sem bola. Com bola é fazer a bola correr em campo grande, abrir espaços, fazer passes para a equipa adversária correr atrás da bola. Sem bola é controlar os espaços vitais em campo, ás vezes parece estamos a dar o domínio do jogo ao adversário, mas não, o que estamos a fazer é ter o nosso controlo, e sabemos que naquele momento a gente vai tentar ocupar o espaço e roubar a bola para depois bem como tu disseste sair em transição ofensiva. Por isso, não é por debilidade, é mesmo por querer controlar o jogo sem bola e onde o jogo é mais perigoso. Se uma equipa vai trazer mais gente para a frente já sabemos que vai deixar menos gente lá atrás e nós tiramos partido disso com os jogadores velozes que temos.
BnR: E esta é uma estratégia que pretende incumbir na equipa em todos os jogos ou apenas naqueles em que o adversário é superior?
José Augusto: Como é que eu vou alterar sempre a minha estratégia conforme o adversário? A mim o adversário não me interessa se tem mais posse de bola ou mais remates, no futebol ganha quem marca mais golos, esta é a lógica do futebol. Não concordo com quem gosta sempre de trazer os números da posse de bola, os quilómetros que cada jogador correu, às vezes parece que as pessoas gostam de fazer do futebol algo mais complicado do que aquilo que realmente é. Eu quero é controlar os espaços e os meus jogadores sabem quais são os espaços a controlar para roubar a bola. Quero ainda aproveitar para desejar as boas melhoras ao jogador do Santa Clara, Osama Rashid, que partiu o braço esta semana. Passei a semana toda a preparar a minha equipa para anular o Rashid porque é um jogador criativo e depois soube que tinha partido o braço, quero desde já enviar-lhe as boas melhoras.
Foto de Capa: Bola na Rede













