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O Sporting da Covilhã e o Varzim Sport Club, sem aspirações de subida nesta altura do campeonato, lutavam pela manutenção assegurada o mais rápido possível nesta tarde com poucos espectadores no Estádio Santos Pinto. A equipa da casa regressou às vitórias após ter perdido contra o Académico de Viseu, o Varzim perdeu após ter conquistado uma vitória moralizadora durante a semana frente ao FC Porto B.
Foi uma tarde bastante chuvosa aquela que os jogadores do Sporting da Covilhã e Varzim Sport Club enfrentaram pela frente neste jogo da 32.ª jornada da Segunda Liga. A primeira parte disputou-se sob uma constante chuva que teimava em não parar e isso refletiu-se no jogo disputado também.
Uma primeira parte muito disputada a meio-campo e com a bola a circular muito pelo ar, ambas as equipas optavam pelos cruzamentos como forma de chegarem com perigo às balizas adversárias. O primeiro sinal de perigo veio da equipa que viajou da Povoa de Varzim aos 20 minutos, cruzamento largo e tenso para o cabeceamento de Jeferson que obrigou à defesa aperta do guarda-redes serrano desta tarde, Vítor São Bento, defesa incompleta com a bola ainda a embater no poste. Estava dado o primeiro aviso e os cruzamentos prometiam não parar.
O Sporting da Covilhã ia pontualmente fazendo o mesmo, com transições rápidas para o ataque sempre por uma das alas tentando procurar a finalização dos avançados de serviço, Onyeka e Fatai, foram ainda alguns cruzamentos que provocaram um suspiro nas bancadas do Estádio Santos Pinto, os leões da serra estavam perto do golo, mas faltava sempre o último toque.
O marcador seria inaugurado à passagem do minuto 31, numa distração da equipa do Varzim. Zarabi encarregue de marcar um livre bem longe da grande área, chutou forte e encontrou Onyeka à entrada da área que de primeira assistiu Reinildo para o golo do Sporting da Covilhã, grande jogada do Sporting da Covilhã a três toques e com os povoenses apenas a assistir.

A segunda parte trouxe uma novidade: o Sol. A chuva deu finalmente um descanso às duas equipas, e tivemos um jogo mais fluido, ainda que o relvado tenha ficado bastante alagado em algumas partes do relvado, derivado da chuva que se fez sentir durante a primeira parte, o trato da bola continuava a ser maioritariamente pelo ar, mas os espetadores presentes puderam assistir a um jogo mais pelo chão do que aquele que se viu até então.
E foi num desses pequenos momentos do jogo que o Sporting da Covilhã esteve novamente perto de marcar o golo, bola a circular rapidamente pelo chão, Onyeka a colocar de primeira em Fatai que vê Reinildo a entrar na grande área para lhe colocar a bola pelo ar com o jogador guineense a falhar escandalosamente rematando de cabeça para ao lado da baliza, estávamos com 58 minutos de jogo nesta altura.
O Varzim passou a pressionar mais o meio-campo serrano e a tentar a todo o custo chegar à igualdade, mas faltava muita qualidade na decisão no último terço, a única oportunidade de realce do Varzim neste período foi na sequência de um pontapé de canto com Macedo a rematar de fora da área depois de um corte da defesa serrana para grande defesa do guardião serrano, Vítor São Bento.
E foi neste período de maior domínio por parte da equipa povoense que o Sporting da Covilhã ampliou a sua vantagem no marcador, grande (mais uma) distração da defesa do Varzim que perde a bola para o recém-entrado Raul que de fora de área faz um chapéu ao guarda-redes Paulo Vítor que se encontrava bem afastado da baliza. Grande golo do Sporting da Covilhã e como foi festejado este golo pelos jogadores do Sporting da Covilhã.
E se o Varzim já estava por cima do jogo na altura do segundo golo do Sporting da Covilhã este domínio ainda mais se acentuou, os alvinegros chegavam a ocupar o meio campo serrano com 10 jogadores deixando apenas o seu guarda-redes mais recuado, mas a verdade é que o problema no último terço do campo, ou seja na decisão, continuava. Muita posse de bola e muito domínio, mas pouco se traduziu em situações de perigo, o Sporting da Covilhã completamente satisfeito com o resultado procurava explorar apenas o contra-ataque nas perdas de bola da equipa do Varzim.
A última e grande ocasião do Varzim para reduzir o resultado surgiu nos minutos finais com Malele a rematar para a baliza serrana e Zarabi a cortar bem perto da linha de golo. O Sporting da Covilhã regressava às vitórias e levava três importantes pontos na luta da manutenção.
SC Covilhã
Vítor São Bento; João Dias, Gilberto, Joel , Indio(Raul), Fatai; Paulo Henrique, Zarabi, Reinildo(Renato Reis); Makouta e Onyeka (Seidi).
Varzim SC
Paulo Vítor; Luis Alberto, Nelsinho, Stanley(Pintassilgo), Macedo(Diogo Ramos); Mário Sérgio, Jeferson, N.Agra, Estrela(Malele); R.Coentrão e Ruan Teles
FIGURA:

Reinildo – Segundo jogo consecutivo a marcar e mais um grande jogo. Podiam ter sido dois os golos marcados esta tarde não fosse o falhanço à boca da baliza aos 58 minutos, não apaga, no entanto, a excelente exibição deste jogador emprestado pelo Sport Lisboa e Benfica.
FORA DE JOGO:

Massa associativa do Sporting da Covilhã – Não era, de todo, uma tarde convidativa para um jogo de futebol, mas aquilo que se viu hoje no Estádio Santos Pinto foi seguramente a pior assistência da época, não mais de 150 adeptos viram este jogo esta tarde, muito mau e que acentua o lugar do Sporting da Covilhã como uma das piores equipas profissionais a nível de assistências.
CONFERÊNCIA BnR
Varzim SC
BnR: Pedia-lhe uma análise ao jogo de hoje, o que achou da exibição da sua equipa na globalidade?
Nuno Capucho: Achei que estava frio. A nossa equipa foi a única que tentou jogar, cometemos dois erros defensivos, mais individuais do que coletivos, e o Covilhã em situação de vantagem abdicou de jogar.
SC Covilhã
BnR: O seu colega, treinador do Varzim, afirmou aqui que o jogo se resume a dois erros individuais e que o Covilhã se limitou a ver jogar, o que tem a dizer disto? “
José Augusto: O Reinildo falhou uma clara oportunidade de golo na segunda parte, há outras oportunidades que o guarda-redes do Varzim defendeu. Nem vou comentar isso, cada treinador faz a sua análise, eu faço a minha e o Capucho faz a análise dele. Na minha ótica fizemos um jogo que é a imagem do Covilhã nesta época, bloco médio-baixo, zonas de pressão bem definidas e depois fortes e rápidos no contra-ataque. Tentamos ser isto tanto em casa como fora, porque é esta a nossa identidade e não podemos fugir disso, foi esta a nossa organização e a minha ótica do jogo. Tivemos várias oportunidades de golo, fizemos o nosso jogo, talvez com menos circulação que o habitual , mas anulamos bem o nosso adversário , era importante anular bem o Nelsinho e o Luís Alberto porque sabíamos que era ai que o jogo ia ser canalizado.
Foto de Capa: Bola na Rede










