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SC Covilhã 2-1 FC Porto B: Índio da Serra domina dragões

Redação BnR · 5 min

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Cabeçalho Futebol NacionalNuma manhã soalheira na Serra da Estrela, em que o Sporting da Covilhã voltou à sua casa após algumas renovações, o estádio compôs-se para a recepção ao Futebol Clube do Porto.

O jogo começou ameno, mas com a equipa da casa a dominar o primeiro terço da primeira parte. Tanto que, aos 10 minutos de jogo, acabou por inaugurar o marcador. Fatai cruza e Índio aparece isolado, tendo apenas que encostar para o fundo das redes.

O Porto tentava responder por parte do jovem Diogo Dalot, tanto que grande parte da tática dos dragões passava pelos pés do mesmo. Até à meia hora, o Covilhã conseguiu ainda fazer mais dois remates, por Gilberto e Erivelto, mostrando que não tinha medo de avançar no terreno e de rematar à baliza. Por sua vez, a equipa de António Folha tentava fazer contenção e conseguia ser bem conseguida, no entanto não conseguia entrar para o ataque e discutir o resultado.

Nos últimos minutos da primeira parte foram mais interessantes, com três grandes oportunidades de golo. Primeiro Fatai tentou o segundo golo para o Covilhã, porém o esférico bateu num adversário. Mesmo em cima dos 45 minutos, uma oportunidade para cada lado: João Dias, da equipa da casa, rematou com direção à baliza de Diogo Costa, mas sem sucesso; na jogada seguinte, o FC Porto tenta fazer uma réplica, com um jogador a aparecer na grande área e a passar para a esquerda, onde estava Bruno Costa, para rematar às redes de Igor, falhando o alvo por centímetros.

Índio marcou os dois golos do Sporting da Covilhã Fonte: Bola na Rede
Índio marcou os dois golos do Sporting da Covilhã
Fonte: Bola na Rede

Já na segunda parte, os dragões entraram mais dominadores, com a primeira grande oportunidade de golo a ser sua. Sorte do Sporting da Covilhã por ter Gerson a cortar em cima da linha de golo.

No entanto, o golo da equipa nortenha acabou por acontecer, e que golo! Fede Varela aproveitou o espaço dado pela defensiva covilhanense e, de fora da área, desfez um pontapé forte que não deu hipótese a Igor. O pé quente do jogador do Porto teimava em não arrefecer, tentando novamente a sua sorte a meia distância, porém sem perigo de maior. Também Dalot teve uma grande oportunidade, depois de uma infantilidade de Paulo Henrique, que perdeu a bola perto da sua área.

O Covilhã tentava responder de todas as formas possíveis. Fatai tenta marcar o segundo golo e desempatar o jogo, no entanto atrapalhou-se e acabou por perder a bola. O golo acabou por aparecer para a equipa caseira. Índio, que já tinha tentado bisar, após um livre que teve uma defesa irrepreensível por parte de Diogo Costa, acabou por marcar o segundo tento. A sua equipa ganha a bola a meio campo e Reinildo, que roubou o esférico a Moreto, conduziu a bola até à entrada da área adversária, passa para Índio que engana a sua marcação e encosta para o fundo das redes.

O jogo acabou por se manter com este resultado, graças também à entrada de Djikine, que funcionou muito bem como contenção no meio-campo serrano.

Depois do começo intermitente, em que consentiam empates nos últimos minutos de jogo, o Sporting da Covilhã conseguiu, frente ao FC Porto B, a terceira vitória consecutiva, no seu Santos Pinto renovado, o que lhe garante a ascensão provisória ao oitavo lugar.

A FIGURA:

Fonte: Bola na Rede
Fonte: Bola na Rede

Índio – Autor do bis que deu a vitória ao Sporting da Covilhã contra um adversário difícil. Para além de ter marcado, foi uma peça fundamental na altura de defender o resultado.

O FORA DE JOGO:

Fonte: Bola na Rede
Fonte: Bola na Rede

António Folha – Num campo complicado, António Folha não conseguiu dar a volta ao resultado. As substituições que fez não mexeram muito no jogo e acabou por, dessa forma, perder o domínio que tinha conseguido no início da segunda parte.

CONFERÊNCIA BnR:

FC Porto B

BnR: O FC Porto entrou forte e dominador nesta segunda parte, mas tudo se alterou quando o Covilhã reforçou o meio-campo com a entrada de Djikine. Acha que isto afectou o jogo da sua equipa?

António Folha: Sabíamos que, com a entrada do jogador fresco e rápido, podíamos ter algumas dificuldades. O que é certo é que estávamos num período de controlo de jogo e de poder virar o jogo a nosso favor. Se me lembro, não foi por saídas ou entradas do meio-campo adversário para a nossa baliza que tivemos muitos problemas, porque conseguimos sempre tapar o caminho nessas transições. Foi sim em lances de perda de bola que sofremos os dois golos. Estou muito contente com a prestação dos nossos jovens e penso que eles conseguiram sempre tapar qualquer alteração; não foi por aí.

BnR: Durante a primeira parte, a bola passou bastante pelo Diogo Dalot e na segunda o foco foi o Fede Varela. Acredita que o cansaço que se tem apoderado de Dalot, por causa dos jogos que tem feito também pela Youth League?

António Folha: Interessante. O futebol é bonito e é bonito também porque há várias opiniões. Ainda há pouco fui questionado sobre o facto do Dalot ter tido pouca bola e agora, de facto, o Dalot teve alguma intervenção, por isso é apaixonante a visão e os olhos só vêem aquilo que sabem e não aquilo que querem. Eu costumo dizer que os olhos das pessoas e os meus olhos veem aquilo que sabem. Tenho a certeza que há muita gente que queria ver muito mais e não conseguem, só veem aquilo que sabem, por isso os meus viram uma coisa, alterámos e ajustámos. Em relação ao cansaço, digo-lhe que ele tem feito tantos jogos como um jovem de 19 anos poderia fazer. Ele já jogou pela equipa principal, equipa B e pelos juniores. O Dalot pode estar na iminência de jogar numa liga inglesa e jogar de três em três duas, não é por aí. Ele fez uma segunda parte de vai e vem constante, e senti-o bem.

SC Covilhã

BnR: Considera a mudança de estádio, do Complexo Desportivo para o Estádio Santos Pinto, positiva para a sua equipa? Notou diferenças a nível de adesão das pessoas?

José Augusto: A bancada atrás de mim estava completamente cheia. Aquilo contagia e eu sei, por experiência própria, que os resultados é que trazem pessoas ao estádio. Eu gosto deste espaço, gosto de estar aqui, gosto deste campo, os jogadores também gostam de se sentir mais perto dos adeptos e isto é a essência do futebol.

Acredita que é positivo haver essa competição dentro da própria equipa que acabou de falar?

José Augusto: Acredito piamente. Se queres ser competitivo lá fora, essa competição tem que começar cá dentro, e é aí que a gente cresce, no treino, para depois na competição correspondermos.

E por curiosidade, a sua competição é com quem? Consigo próprio? É um objectivo pessoal chegar sempre mais longe?

José Augusto: Sim. Eu vivo muito no dia-a-dia e tenho princípios bem marcados na minha vida. Sou um homem de grande fé e sei que as coisas não acontecem por acaso. Mas não compito com ninguém, dou sempre o meu melhor.

Artigo de Marta Reis e  Rui Pedro Cipriano

Foto de Capa: Bola na Rede

Redação BnR

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