Sp. Braga 1-0 Groningen: Não era preciso sofrer tanto

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Quase 2 anos depois, a cidade de Braga, habituada a grandes noites europeias, voltava a ver um jogo europeu. Depois da vitória no terreno do Liberec, o Braga tinha uma oportunidade fantástica para conseguir 6 pontos. O Groningen vinha de uma derrota caseira por 3-0 frente ao Marselha, onde mostrou muitas fragilidades e mostrava ser uma equipa acessível para este jogo.

Ciente da importância de conseguir 6 pontos (nunca o Braga tinha conseguido vencer os 2 primeiros jogos na Liga Europa), o Sporting Braga entrou a pressionar. A ideia que ficou desta primeira parte foi a de que o Braga era claramente superior aos holandeses. Grande envolvência dos laterais no ataque e Hassan e Rui Fonte bastante móveis no ataque era a fórmula para dominar o Groningen, que não mostrava capacidade para sair a jogar. O egípcio deu o mote logo aos 5 minutos, inaugurando o marcador, para um domínio avassalador dos bracarenses.

Paulo Fonseca devia ser um homem feliz por ver a sua equipa a criar oportunidades de perigo, mas a felicidade virou preocupação quando Arghus se lesionou e teve de sair. Parece sina; a defesa do Braga todos os anos passa por um surto enorme de lesões. Sem centrais, o jovem treinador teve de adaptar Mauro. E este foi o momento da mudança. O Sporting de Braga acusou a lesão e mostrou alguma insegurança defensiva. O Groningen soube aproveitar e começou a fazer aquilo que ainda não tinha feito: subir e aparecer com perigo. E chegou a assustar, ainda que sem efeitos práticos. Ao intervalo, o resultado pecava por escasso, os pupilos de Paulo Fonseca eram claramente superiores aos holandeses, mas ficava o aviso de que baixar as linhas podia ser prejudicial.

Alan continua a ser um dos pilares da equipa Fonte: Facebook do Sporting de Braga
Alan continua a ser um dos pilares da equipa
Fonte: Facebook do Sporting de Braga

Quando uma equipa domina durante um largo período de tempo existem dois cenários com maior probabilidade de acontecer. Ou a equipa marca o golo da tranquilidade e continua a ter controlo do jogo ou desperdiça tantas oportunidades que se cansa e a outra equipa, dominada até então, começa a aparecer no jogo. Rapidamente se percebeu, na segunda parte, que o segundo cenário iria acontecer. O Groningen, tal como acabou a primeira parte, começava a acreditar que era possível retirar algo mais do jogo. Os arsenalistas, que tão bem estiveram ofensivamente na primeira parte, desapareceram em termos atacantes na segunda.

Mesmo sem passar por grandes sustos, o Braga parecia ter-se deixado adormecer e ficar confortável apenas a gerir o resultado. Mas ficava sempre a sensação de que o golo do Groningen podia aparecer do nada e de que o Braga pouco procurava o golo da tranquilidade. Felizmente o tempo passava e os holandeses não passavam apenas da intenção, e pouco fizeram realmente para conseguir o empate. O Braga conseguia a vitória, justa mas mais sofrida do que devia ter sido, e está no bom caminho. A derrota do Marselha em casa, com o Liberec, dá a liderança aos bracarenses, coloca mais um adversário na luta pela qualificação (se o Marselha vencesse, seriam 6 pontos de vantagem para o terceiro classificado), mas mostra que o Marselha não está assim tão forte e que uma vitória na próxima jornada (em Braga) fará os arsenalistas terem um pé na próxima fase.

A Figura:

Alan – São 36 anos mas no campo parecem 20. Alan é a referência máxima deste Braga, um símbolo do clube, e não parece que termine a sua carreira tão cedo. O lance do golo passou por ele e foi dos que mais correram e se entregaram na busca da vitória.

O Fora-de-jogo:

Lesão de Arhus – Não é de agora. Desde os tempos de Domingos que “lesões” e “defesa do Braga” andam de braços dados. O clube parece sofrer alguma maldição que coloca toda a sua defesa no estaleiro. Sem Arghus, o Braga não tem centrais e terá de adaptar jogadores. E hoje a equipa sentiu essa mudança.

Foto de capa: Facebook do Sporting de Braga

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