Publicidade

3 treinadores recentes que não deixaram saudades

Redação BnR · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Sendo eu estudante de História e numa altura em que todos estamos expectantes para ver o que vem do novo treinador do Sporting CP, Marcel Keizer, relembrei um trio de treinadores dos quais não sinto nem um pouco de saudade de ver no banco leonino e que gostaria de partilhar com os nossos leitores. São eles Paulo Sérgio, Vercauteren e, mais recentemente, José Peseiro.

3.

Paulo Sérgio foi substituído por José Couceiro
Fonte: Sporting CP

Paulo Sérgio- Iniciando pelo mais antigo, Paulo Sérgio chegou ao emblema verde e branco na época 2010/2011, com um contrato válido por duas temporadas. O treinador ficou conhecido pela exigência de um “pinheiro” para a frente de ataque, desejo que nunca chegou a ser realizado. Para além disso, perdeu em janeiro Liedson, avançado brasileiro que tantas saudades deixou na massa adepta do clube.

Pois bem, o treinador nunca convenceu os adeptos. Num plantel que, apenas por curiosidade, contava com jogadores como Maniche, Jaime Valdés e Anderson Polga, a equipa foi eliminada pelo Vitória FC por 2-1 nos oitavos de final. Na Liga Europa, a eliminação ocorreu frente ao Rangers, nos 1/16 de final da Liga Europa. No campeonato, as exibições eram inconstantes, e o clube não chegou nunca a espelhar qualidade para ser um verdadeiro candidato ao título. Assim, a 26 de fevereiro de 2011, o treinador português chegou a acorda para a desvinculação do contrato, sendo substituído por José Couceiro.

2.

O treinador belga esteve dois meses ao serviço do clube
Fonte: Sporting CP

Franky Vercauteren- Quanto ao segundo treinador mencionado na introdução, confesso que sempre me despertou curiosidade o motivo pelo qual foi contratado, já que, na altura, foi algo que ninguém previa. Pela mão de Godinho Lopes, Franky Vercauteren chegou a Alvalade na época 2012/2013, substituindo Sá Pinto no comando da equipa. O então presidente leonino chegou a dizer que ‘’Vercauteren tem o ADN do Sporting’’. No entanto, a profecia não correspondeu à realidade. A aposta saiu de tal forma furada que o belga foi presença no banco por apenas dois meses, ficando como cartão de visita os onze jogos disputados e cinco derrotas. Não deixou qualquer tipo de saudade nos adeptos. A seguir a si, viram ainda o interino Oceano Cruz e Jesualdo Ferreira, naquela que foi a pior época de sempre do Sporting CP. A classificação final seria o sétimo lugar.

1.

José Peseiro iniciou a presente época
Fonte: Sporting CP

José Peseiro- Por último, o caso que é ainda muito recente, e dá pelo nome de José Peseiro. Não falo do José Peseiro da época 2004/2005, mas sim do treinador que esta época apresentou um estilo futebolístico completamente diferente daquele que outrora demonstrara. O Sporting CP jogava feio e não fazia vibrar os adeptos. O futebol era desgarrado, cheio dos famosos “chutões para a frente”. É verdade que o início de época foi algo instável, mas pedia-se mais de uma equipa que, mesmo a correr por fora, tem aspirações ao título de campeão nacional. O seu despedimento há muito que era expectável, e viria a acontecer após a derrota por 2-1 frente ao Estoril, em Alvalade.

Concluindo, espero que o novo treinador do Sporting CP não venha a fazer parte deste lote restrito de treinadores dos quais não sentimos falta. Keizer, apesar de não ser um nome sonante, traz a escola holandesa de futebol ofensivo, postura que os adeptos esperam ver imposta no relvado. Agora resta esperar para ver o que o futuro nos reserva.

Foto de Capa: Sporting CP

artigo revisto por: Ana Ferreira

Redação BnR

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Crise na habituação | Sporting 2-3 LASK Linz

O Sporting entrou em campo com a possibilidade de pela primeira vez vencer três encontros consecutivos no arraque de uma Champions League e na teoria partia como grande favorito para o jogo contra o LASK Linz, relativo à terceira jornada. Na antevisão da partida ‘respirava-se confiança’ e os analistas previam uma vitória sem grande dificuldade, face a um elenco austríaco, que se baseava nos contra-ataques, que naturalmente teriam de ser concedidos por erros dos verde e brancos. Os leões vivem uma nova era neste 4x3x3, que levou a que vários jogadores mudassem as suas rotinas a meio da época desportiva. A partida de quarta-feira à noite provou que a mini pré-temporada de outubro não serviu para uma habituação total. Há atletas que beneficiam desta troca. Issa Doumbia passou a ter um raio de ação muito maior. Aparecia muitas vezes pela esquerda na base da jogada para auxiliar na construção, mas poucos segundos depois já estava a pisar terrenos próximos aos de Luis Suárez. Nestory Irankunda consegue beneficiar da sua velocidade e capacidade de romper linhas. O próprio Geny Catamo passou a trabalhar ainda mais próximo da linha, procurando a ‘invasão’ de espaços interiores com bola ou o lançamento de colegas como João Simões, Issa Doumbia ou o próprio Luis Suárez, dependendo do posicionamento do colombiano no terreno de jogo.

Ricardo João Lopes · 6 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.