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Adrien-o-dependência: o mundo sem o Capitão

Pedro Miguel Silva · 2 min

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Não me lembro de ver um jogador ser tão influente na equipa do Sporting Clube de Portugal, como o actual Capitão, Adrien Silva.

Quando o jogador não está na equipa ou é substituído, é assustadora a mudança de rendimento dos leões. É fulcral rapidamente mudar esta situação para bem da equipa verde-e-branca. Há que encontrar uma alternativa, seja com jogadores, seja com táctica de jogo. Percebo quando Jorge Jesus tem de tirar o Capitão leonino do terreno de jogo, pois com a quantidade de pancada e cansaço que o jogador leva acumulado, é impossível pedir-lhe muito mais.

 

 

É impressionante a capacidade física do Capitão leonino, que jogo após jogo, continua a sofrer entradas duras e a ser titular sem medo Fonte: Folha de Maputo
É impressionante a capacidade física do Capitão leonino, que jogo após jogo, continua a sofrer entradas duras e a ser titular sem medo
Fonte: Folha de Maputo

No último jogo a história repetiu-se: o Sporting a entrar bem, a fazer um jogo tranquilo e que parecia resolvido. O Capitão sai e pronto, o exército verde-e-branco desmorona-se como um baralho de cartas… desta vez não foi o cansaço a retirar Adrien de campo, foi o medo! O medo de que mais uma arbitragem “engenhosa” pudesse fazer das suas ou que Adrien tivesse necessidade de recorrer à falta e ficasse em risco de falhar o Dragão…

Ora, então vejamos:
– Quando Adrien sai neste último jogo (contra o Paços de Ferreira), o Sporting ganhava confortavelmente por três bolas a uma… o resultado final acabou em 4-2, mas com um arrepio após o 3-2;
– Após a saída do Capitão, lesionado, contra o Feirense, o resultado estava em 2-0, tendo terminado 2-1 com os leões encostados à defesa;
– Contra o Guimarães, o Sporting ganhava 1-0, e o jogo acabou empatado a 3 golos;
– No jogo com o Estoril, a equipa verde e branca vencia por 3 a 0 e acabou com um 4-2;
– Na Liga dos Campeões, contra o poderoso Real Madrid, no Barnabéu, ganhava por uma bola a zero e acabou por perder 2 a 1…
E não falemos do “mês horríbilis” sem o Capitão que fez o Sporting atrasar-se na corrida do título!

É urgente encontrar algum tipo de alternativa!

Foto de capa: Sporting Clube de Portugal

Pedro Miguel Silva

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O mundo não é transparente, preto e branco ou qualquer outra singularidade imutável. Como diria Bruno Nogueira no Último a Sair, "O mundo é bué cenas". E, fazendo uso da expressão, é a evolução, a mutação e o desenvolvimento dessas cenas o motor para a passagem dos dias não ser apenas isso. A sucessão de acontecimentos do Benfica funciona desta maneira. Nos últimos anos, sucederam-se treinadores, mudanças estruturais e conjunturais e mercados de transferência que, na sua sequência, levaram a que, ao dia de hoje, Andreas Schjelerup e Gianluca Prestianni sejam os grandes dínamos do futebol encarnado. Quando foram contratados, o norueguês em janeiro de 2023, o argentino um ano depois, não era propriamente surpreendente vislumbrar na dupla criativa o futuro das águias. Os meses - mesmo anos - seguintes deixaram algumas dúvidas e hesitações sobre o assunto, quase sempre mais pertinentes pela qualidade da aposta do que pela qualidade dos intérpretes, mas 2026 tem ajudado nos esclarecimentos. Já não é só o futuro que passa pela dupla criativa. O presente também o é. 

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
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