Publicidade

Arbitragem portuguesa: Quo vadis?

Pedro Lemos · 2 min

Arbitragem portuguesa: Quo vadis?

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

milnovezeroseis

Caro leitor,

O fim de semana , que hoje termina, foi sinónimo de polémica no mundo de futebol português. Pese embora tenha havido uma pausa no Campeonato para se disputar a derradeira jornada da Taça da Liga, competição encarada pelos clubes grandes como sendo descartável, os jogos realizados não fugiram à controvérsia, com Porto e Sporting no epicentro da questão.

À partida para o terceiro jogo da fase de grupos, os rivais encontravam-se em igualdade pontual. Contudo, graças a um golo de Varela, em posição irregular, no jogo da segunda jornada frente ao Penafiel, os dragões figuravam em primeiro, com mais um golo marcado. Ditam as regras da competição que, quando duas equipas estão ainda a disputar o apuramento, os jogos de ambas têm de começar à mesma hora. Ora, esta é a primeira razão pela qual os jogos de ontem estão envoltos de polémica.

A arbitragem portuguesa está, novamente, em voga, após os casos polémicos do Porto-Marítimo / Fonte: RTP
A arbitragem portuguesa está, novamente, em voga, após os casos polémicos do Porto-Marítimo / Fonte: RTP

O jogo do Dragão, com início marcado para as 20 horas e 45 minutos, começou com um atraso de cerca de 4 minutos. Propositadamente ou não, o certo é que esta é uma situação no mínimo estranha, e que deve ser devidamente investigada. Mais caricato ainda é o facto de o penalty a favor dos azuis e brancos ter sido assinalado após o término do Penafiel-Sporting. Não querendo, de nenhuma forma, entrar em suposições falaciosas creio apenas que era obrigação da equipa de arbitragem ter apressado a entrada em campo do clube da Invicta, assim como é, agora, dever do mesmo conjunto de árbitros explicar o que realmente se passou.

Todavia, a controvérsia não se restringe ao atraso de um jogo face ao outro. O lance do qual derivou o penalty contra o Marítimo é duvidoso. Há, indubitavelmente, um puxão do defesa maritimista mas resta saber se dentro ou fora da grande área. Certo é também que a repetição fornecida via televisão, dá a entender que Ghilas tropeça no jogador dos insulares.

De facto, o Sporting já está eliminado de duas das três competições em que se viu envolvido. Quer na Taça de Portugal quer na Taça da Liga, os leões sofreram repercussões de arbitragens danosas. Não é de admirar, portanto, que Bruno de Carvalho esteja a encetar esforços para mudar o futebol português, uma atitude que, apesar de vir do seio do clube leonino, tem uma abrangência e um objectivo geral. Recorde-se que uma das propostas prende-se com uma maior profissionalização dos árbitros. Este é um plano que, para um país que detém aquele que foi considerado o melhor árbitro do mundo – Pedro Proença, leia-se -, seria inquestionável. É hora de dar um maior grau de qualificação aos árbitros portugueses, de modo a que erros como os de Manuel Mota sejam evitados. Porque os visados são constantemente os mesmos.

Pedro Lemos

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.