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O sorteio da Taça de Portugal ditou que Sporting CP e FC Porto se defrontariam nas meias finais. Significa isso que teremos clássico em dose dupla, uma vez que as meias finais da Taça de Portugal realizam-se a duas mãos. O palco do primeiro de dois duelos entre leões e dragões é em Alvalade, no reino do leão.
É mais um confronto que vai opor as duas melhores classificadas do campeonato nacional e que, para muitos, apresentam o melhor nível de jogo, em Portugal.
Depois das três maiores fragilidades do FC Porto, hoje trago-vos uma lista de três fragilidades que o Sporting CP tem apresentado, e que o FC Porto pode aproveitar.
3. Esgaio no lugar de Porro

O lateral português, contratado ao Sporting Braga, tem sido, por várias vezes, opção de Rúben Amorim. Ainda assim, tem-se notado que quando é Esgaio a ocupar a faixa direita da defesa leonina, o Sporting perde algum poder ofensivo.
Porro é mais atrevido, mais confiante nas suas investidas para a linha de fundo, é dele que nasce grande parte dos cruzamentos perigosos daquele lado, já para não falar do remate forte que tem. Esgaio tem sido mais contido, sempre a querer jogar pelo seguro, por vezes, acaba por não subir tanto como o colega espanhol.
Caso seja o português a jogar, o FC Porto pode tentar explorar a construção de jogo mais pela faixa direita.
2. Quando não há Pote

Pedro Gonçalves teve uma época de estreia nos leões para a história. O seu impacto foi imediato, tendo sido uma das principais razões para o sucesso interno da equipa de Rúben Amorim. Esta época tem-se revelado mais tímido, no que ao marcar golos diz respeito. Ainda assim, o jovem português é peça importantíssima para a manobra ofensiva leonina.
É por ele que passa grande parte do jogo, sabe criar espaço, estar em zona de finalização, lê bem o jogo. Sem Pote, o Sporting fica algo refém da qualidade do médio para atacar. No último jogo, na Madeira, notou-se bem isso. Um Sporting que não conseguia entrar na linha defensiva do Marítimo. Talvez com Pote a sorte tivesse sido outra.
1. As fraquezas de Neto

O Sporting de Rúben Amorim tem-se mostrado versátil. Normalmente até costuma mudar mais na zona mais recuada do terreno. Por vezes joga com três centrais, por outras adapta Matheus Reis a central. Coates e Gonçalo Inácio têm-se revelado uma ótima dupla. O mestre e o aprendiz são fator importante para a equipa leonina sofrer poucos golos.
Quando joga Luís Neto, a coisa muda um pouco de figura. Existe mais atenção por parte dos adversários. Neto não é um jogador jovem, e não é, propriamente, o defesa mais rápido. O português costuma dar algum espaço para os avançados contrários irem para cima, e quando perde a bola, não é tão ágil na sua recuperação. Caso seja opção para o clássico, pode revelar-se ser uma fragilidade que a equipa portista vai querer explorar.
Artigo de opinião da autoria de Francisco Macedo Amaral.













