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Boavista 0-0 Sporting: Xadrez sem xeque-mate

José Duarte · 2 min

Boavista 0-0 Sporting: Xadrez sem xeque-mate

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a norte de alvalade

O Sporting apresentou-se no Bessa ante a possibilidade de se tornar líder isolado e isso sentia-se no apoio dos adeptos, que acorreram em grande número, o que era visível nas imediações do estádio. Sem grande surpresa, Montero apareceu no lugar de Teo e logo de início o Sporting disse ao Boavista ao que vinha. A equipa da casa aceitou com naturalidade a ideia de ficar à espera atrás, procurando não se desorganizar.

Sporting fecha o primeiro quarto de hora a mandar jogo mas sem criar oportunidades; essa caberia ao Boavista num lance em que a defesa se deixou dominar no jogo aéreo. O perfil do jogo manteve-se assim até se completar a primeira meia hora, quando ocorre o golo anulado de Slimani.  Até aí, saliência para as movimentações de Gélson, a procurar sempre fugir à zona de pressão do Boavista, de Montero, a participar melhor no jogo do que em anteriores aparições, e um jogo muito competente de Adrien nas compensações e reequilíbrios. Enquanto isso, Ruiz debatia-se com as dificuldades já evidenciadas anteriormente em participar no jogo.

Apesar do domínio, a definição dos lances no último terço carecia quase sempre de boas ideias ou era precipitada. À medida que os cinco minutos finais se esgotavam, o Sporting faria um forcing final, conseguindo a melhor oportunidade deste período. A segunda parte não trazia grandes mudanças e Jesus decide fazê-las na equipa. Montero cede o lugar a Teo para este desperdiçar, na primeira vez que toca na bola, um golo que já era cantado nas bancadas. Uma substituição talvez precipitada, e Teo não emprestaria melhorias significativas.

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A saída de Montero foi uma decisão precipitada
Fonte: bleacherreport.com

É daqueles momentos em que os adeptos, a equipa e talvez até o treinador começam a sentir que a partida será muito difícil de desbloquear. Talvez por isso Jesus tenha decidido esgotar as substituições quase de uma assentada. Ruiz cede o lugar a Mané e João Mário ao regresso de William. Nenhum deles foi muito feliz. As dificuldades em criar reais oportunidades haveriam de permanecer inalteradas. A possibilidade de não descolar para a liderança isolada era um espectro que ganhava dimensões cada vez mais reais.

O Sporting sai sem os tão desejados três pontos e, consequentemente, sem o comando isolado do campeonato. E disso só se pode queixar de si próprio. Dominar só não chega, é preciso marcar, e hoje criou muito poucas oportunidades para o fazer.

 

A Figura: 

Gelson Martins – Enquanto durou, foi o agitador do ataque do Sporting. Se havia alguém que parecia capaz de mudar alguma coisa era ele.

O Fora de Jogo:

Anti- jogo do Boavista – É certo que as armas do Boavista são de calibre e alcance muito mais reduzido que as que o Sporting tem à disposição. Mas o anti-jogo praticado durante toda a segunda parte, com a conivência do árbitro, foi uma traição ao futebol.

 

Fonte da Foto de Capa: Rádio Renascença

José Duarte

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