Publicidade

Campeões, só no fim

André Eusébio · 1 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

A12

Sim, estamos em primeiro à entrada para a 12ª jornada. Sim, isto não acontecia há anos. Sim, estamos a praticar um futebol que, finalmente, dá gosto ver. Mas não, ainda não ganhámos nada e, realisticamente, estamos muito longe de ganhar.

Ainda há muito campeonato pela frente e, ao contrário do que se diz, o calendário do Sporting até ao final da primeira volta não me parece assim tão favorável. O Sporting joga fora com o Gil Vicente e com o Estoril, quarto e quinto classificados, respectivamente, e em casa com Belenenses e Nacional da Madeira, décimo terceiro e sétimo classificados. Ora, jogar com quarto, quinto e sétimo classificados não é tarefa fácil. Ainda mais quando verificamos que o campeão nacional, Futebol Clube do Porto, perdeu pontos em três jogos até ao momento; nesses jogos, incluem-se a deslocação ao Estádio António Coimbra da Mota, campo do Estoril, e a recepção ao Nacional, em pleno Estádio do Dragão. O Sporting tem, portanto, pela frente dois jogos em circunstâncias idênticas às que fizeram o Porto perder pontos e ocupar, neste momento, o terceiro lugar do campeonato.

Não percebo também a importância que se dá ao facto de, supostamente, o calendário leonino até ao fim da primeira volta ser mais favorável. Mas o campeonato acaba em Janeiro? Quem for campeão em Janeiro ganha o quê? Muitas vezes, nada. E os últimos anos têm sido propícios a corroborar o que aqui escrevo. Quantos “campeões de Inverno” se tornaram campeões de nada em Maio? O campeonato tem 30 jornadas e a festa faz-se no fim. Mais triste do que ver a festa de outros durante todo o ano é fazer a festa durante grande parte do ano e, no final, assistir à festa dos rivais. Não vamos embandeirar em arco. Sem expectativas conseguimos atingir o primeiro lugar. Esperemos que, sem expectativas, o consigamos manter para, no final e só no final, fazermos nós a festa.

André Eusébio

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Benfica

2 anjos e 2 diabos convertidos | Benfica

O mundo não é transparente, preto e branco ou qualquer outra singularidade imutável. Como diria Bruno Nogueira no Último a Sair, "O mundo é bué cenas". E, fazendo uso da expressão, é a evolução, a mutação e o desenvolvimento dessas cenas o motor para a passagem dos dias não ser apenas isso. A sucessão de acontecimentos do Benfica funciona desta maneira. Nos últimos anos, sucederam-se treinadores, mudanças estruturais e conjunturais e mercados de transferência que, na sua sequência, levaram a que, ao dia de hoje, Andreas Schjelerup e Gianluca Prestianni sejam os grandes dínamos do futebol encarnado. Quando foram contratados, o norueguês em janeiro de 2023, o argentino um ano depois, não era propriamente surpreendente vislumbrar na dupla criativa o futuro das águias. Os meses - mesmo anos - seguintes deixaram algumas dúvidas e hesitações sobre o assunto, quase sempre mais pertinentes pela qualidade da aposta do que pela qualidade dos intérpretes, mas 2026 tem ajudado nos esclarecimentos. Já não é só o futuro que passa pela dupla criativa. O presente também o é. 

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.