Publicidade

Carne para Canhão

António Ramos · 5 min

Foto: Sporting Clube de Portugal

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

sporting cp cabeçalho 2

Sempre me avisaram de que conforme a idade avança menos paciência se tem para lidar com pessoas que são apenas um enorme desperdício de tempo. É um facto. Quanto mais anos de vida acumulo menos paciência tenho para os chamados “Zequinhas” (roubei a expressão ao Nuno Duarte, mais conhecido por Jel). Ora, quem são esses Zequinhas?

Trocando por linguagem corrente e moderna, são os “Haters”. A única coisa que sabem fazer é criticar destrutivamente e rebaixar aqueles que têm a coragem de fazer alguma coisa. Sim, porque para se fazer, criar, expor as suas criações, sejam elas de que natureza forem, é preciso coragem.

Esta é a coragem que tem de caracterizar aqueles que ocupam os cargos de liderança e que dão a cara pelo projecto que têm em mãos. Qualquer pessoa que se aproveite da sua própria inércia para que o único esforço despendido seja em críticas destrutivas a quem ocupa estes cargos de liderança não é merecedor de qualquer tipo de atenção nem credibilidade. Com a velocidade e a disseminação de informação hoje em dia, cada vez mais as pessoas que ocupam estes cargos de liderança em que têm de tomar decisões são expostos à energia negativa daqueles que não fazem nada. Isto acontece em todas as áreas e o desporto não é excepção.

Quando Bruno de Carvalho foi eleito presidente do Sporting Clube de Portugal, o clube estava a passar pela pior fase de sempre, causada pelo acumular de anos de má gestão. Parece que muitos se esqueceram disso mas foi só há três anos atrás que Bruno de Carvalho chegou ao cargo de maior responsabilidade no clube e começou logo a fazer a diferença no primeiro ano de trabalho. Não é preciso uma análise muito meticulosa ou profunda; basta termos em conta o rendimento de Adrien para compreendermos a influência e o trabalho positivo de BdC. Após, emprestado ao Académica de Coimbra, ter sido um dos protagonistas do clube, ajudando-o a vencer a taça de Portugal numa final frente ao Sporting, Adrien travou uma guerra com a direcção de Godinho Lopes para renovar o contrato com o clube. Levou a sua avante, teve um tremendo aumento de ordenado e uma valorização que não se refletiu de maneira nenhuma nos relvados, sendo para mim uma das maiores desilusões da altura, tendo em conta as expectativas que tinha nele.

Um dos muitos exemplos das estratégias dos indolentes. Fonte: Sporting CP
Um dos muitos exemplos das estratégias dos indolentes
Fonte: Sporting CP

A verdade é que o crescimento e o rendimento de Adrien como jogador e a sua importância indiscutível para o Sporting começam com a posse de BdC como presidente e Leonardo Jardim como treinador, num percurso que o tornou hoje no capitão de equipa, admirado por qualquer adepto do clube, ou de futebol. Adrien é apenas um exemplo duma análise muito supérflua ao bom trabalho e à influência positiva que, de uma forma geral, Bruno de Carvalho tem feito no Sporting CP.

É indiscutível que durante estes anos tem sido um presidente dedicado a defender o clube que representa e as suas convicções, por vezes fazendo-o de forma demasiado emotiva e pouco racional (minha opinião), tomando algumas decisões aparentemente arriscadas, com o objectivo de devolver ao Sporting a grandeza que definitivamente caracteriza e deve caracterizar o clube.

As decisões, o risco e a exposição a que está constantemente sujeito levam-no a combater em todas as frentes, e às vezes a ser carne para canhão dos meios de comunicação ou dos “Zequinhas”, que, como abutres, aproveitam qualquer motivo para alimentarem os seus egos frustrados pela inutilidade da sua própria inércia e indolência.

Com isto não quero dizer que as pessoas não tenham direito a discordar de decisões tomadas, de métodos escolhidos, ou simplesmente a discordar. É a isso que está sujeito um líder e alguém que por força da responsabilidade é obrigado a tomar decisões. São até de louvar pessoas que tenham a coragem de ter uma opinião formada; contudo, é de desprezar aquelas em que a argumentação é toda feita na base do ódio e do fanatismo, apenas com a intenção de rebaixar e denegrir pessoal ou institucionalmente todo o trabalho feito.
Bruno de Carvalho é constantemente criticado dessa forma, p.e. pelo uso das redes sociais, quando, para além de tal ser um direito pessoal, já a justificou como a única forma independente de garantir que passa a sua mensagem. Concorde-se ou não com os conteúdos das mensagens passadas, mais legítimo num estado de direito democrático do que a liberdade de se expressar não conheço. Dirão os “Zequinhas” que também eles têm direito, e é verdade. Têm direito, mas não têm credibilidade.

Apresentem trabalho feito e decisões tomadas. No dia em que sentirem o peso de tomar decisões de responsabilidade institucional (não falo aqui da decisão de beber ou não uma cerveja, p.e.), aí deixarão as críticas destrutivas de parte e verão que a critica construtiva também faz parte da vida.

Amanhã será dia de mais uma batalha Fonte: Sporting CP
Amanhã será dia de mais uma batalha
Fonte: Sporting CP

Usei BdC como exemplo, pela admiração e respeito que tenho pelo trabalho feito ao serviço do Sporting, mesmo não concordando com tudo. Reconheço perfeitamente que só atinge a grandeza quem se predispõe a correr riscos, e é isso que ele tem feito. Aplaudo-o por isso. Não critico nem julgo os métodos, quando os resultados estão à vista. Em três anos, o Sporting voltou a erguer-se, a incomodar e a ser competitivo.

No entanto, poderia usar muitos outros exemplos para além de BdC. Qualquer pessoa que tenha um cargo de liderança com necessidade de fazer escolhas e tomar decisões será um potencial alvo do ódio dos inertes e dos indolentes. Nesta época só Jorge Jesus e Rui Vitória têm enchido a barriga de todo e qualquer “Zequinha”. Jorge Jesus, que no Benfica foi ora levado a ombros, ora assobiado e vaiado com lenços brancos, hoje no Sporting passa pelo mesmo, e é o Judas para os benfiquistas.

Em tempos foi Luís Filipe Vieira que tomou a decisão de estar do lado do treinador, altamente criticado pelos adeptos por acreditar no treinador que mais tarde foi bicampeão pelo clube. Rui Vitória passou pelo mesmo e de novo foi LFV que se pôs do lado do treinador. Inclusive, no campo, vemos jogadores passarem por isso e melhor exemplo que um jogador como Slimani não há, constantemente alvo de ódio disseminado, e no entanto qualquer clube português gostava de o ter. Pois é, Zequinhas, mas o Islam é do Sporting CP.

 Foto de Capa: Sporting CP

António Ramos

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.