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Carta Aberta a Nuno Dias

Pedro Miguel Silva · 2 min

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Obrigado mister! Obrigado pela possibilidade de ganhar um título europeu e de chegar lá e não ter medo de o tentar ganhar!
À partida todos sabíamos que era missão quase impossível, contra o todo-poderoso Inter Movistar e contra o recém-eleito melhor jogador do mundo: Ricardinho.

Claro que não fiquei contente com o resultado final, mas pior do que não ganhar, seria nem sequer lá ter estado na final. Estar lá constantemente significa que se tem qualidade, que todos os dias se trabalha no duro e que um dia… sim, um dia a sorte vai-nos sorrir.

Obrigado por teres tentado ganhar o jogo… e já se sabe que quando se “abre” a equipa contra as estrelas (da qual se ressalva o génio Ricardinho) e um colectivo como o Inter Movistar, sujeita-se a levar a “paulada” que levámos… Levar sete não é vergonha. Vergonha seria ir para não ganhar. Não tivemos sorte, procuraste tê-la, mas congratulo-te por não termos ficado contentes com o “perder por poucos”. É uma final e dos segundos nunca ninguém se lembra. “Perdido por um, perdido por mil.”
Iria irritar-me muito mais o ficar fechado na defesa quando perdemos por um ou dois golos para não sairmos goleados. É um jogo, não é? Então há que não ter medo de tentar ser feliz…

Ainda não foi desta que o Sporting CP conseguiu trazer a UEFA Futsal Cup para o seu espólio. Mas já diz o ditado que “à terceira é de vez”! Fonte: Amor Sporting
Ainda não foi desta que o Sporting CP conseguiu trazer a UEFA Futsal Cup para o seu espólio. Mas já diz o ditado que “à terceira é de vez”!
Fonte: Amor Sporting

Agora é concentrar as forças no campeonato português que felizmente (e um pouco ao contrário do futebol de onze) tem muita qualidade e várias equipas a praticar bom futsal. Para o ano temos de construir a hipótese de tentar estar novamente na final four e, ao contrário dos jogos com o Montesilvano (2011) e o Inter Movistar, ganhar e trazer a tão ansiada Taça que já devia ter vindo (pelo menos uma vez) para o Museu verde-e-branco. Como se pode criticar um treinador que desde 2012 se encontra em Alvalade e sempre destinado à vitória?

Em cinco anos já deu onze títulos à torcida (nove nacionais e dois regionais) e este ano ainda não terminou. Portanto Nuno, aconteça o que acontecer, estamos contigo. Não é um obstáculo que nos tira do caminho da vitória. Juntos, seremos ainda mais fortes!

Sporting Sempre!

Foto de Capa: Super Sporting

Pedro Miguel Silva

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Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

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