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CF Os Belenenses 0-4 Sporting CP: Leões arrancam na segunda parte

Leonardo Costa Bordonhos · 4 min

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A CRÓNICA: INEFICÁCIA DA FORMAÇÃO DE ALVALADE MANTEVE A PARTIDO EM ABERTO DURANTE LONGOS MINUTOS

Ditou a sorte que CF Os Belenenses e Sporting CP, duas instituições emblemáticas do futebol português, se defrontassem numa partida destinada a ser histórica ainda antes do apito inicial.

Com os holofotes do “desporto rei” novamente apontados ao icónico Estádio do Restelo, os campeões da 1ª Divisão distrital da AF Lisboa receberam os campeões nacionais da última temporada.

Ainda os adeptos se preparavam para entrar no estádio e os leões já festejavam o primeiro golo da partida. Ao aproveitarem uma desatenção da defensiva azul, Rúben Vinagre atacou a profundidade e cruzou rasteiro para o segundo poste onde Tiago Tomás apareceu para inaugurar o marcador.

O Belenenses acusou, ainda que de forma ligeira, o tento sofrido, e baixou a sua primeira linha de pressão, não obstante de manter a sua linha defensiva subida no campo. O Sporting, com o domínio da posse, ia-se aproximando da baliza adversária e colecionava lances de golo, principalmente por intermédio de Pedro “Pote” Gonçalves, que, no entanto, permitiu a defesa do guardião Marcelo Valverde.

Ao intervalo o marcador assinalava 1-0, e o segundo tempo começou com o emblema da casa a cheirar o golo. O Sporting cresceu e conseguiu marcar por três ocasiões nos últimos 45 minutos, primeiro por Tiago Tomás na sequência de um canto, e depois com um par de grandes penalidades, ambas obtidas fruto da velocidade dos atletas verdes-e-brancos.

Os comandados de Rúben Amorim levam o triunfo para Alvalade e seguem em frente na competição, mas podem ter perdido, novamente, Pedro Porro, que teve de sair de maca após falta dura de André Frias.

 

A FIGURA
Belenenses 0-4 Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Tiago Tomás – O jovem avançado leonino marcou logo a abrir o encontro, mas só conseguiu distanciar-se já no segundo tempo, aproveitando ao máximo a sua velocidade para castigar a defensiva belenense.

 

O FORA DE JOGO
Belenenses 0-4 Sporting
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Jovane Cabral – Apesar do golo marcado, Jovane Cabral mostrou-se, a espaços, apagado e inconstante. As constantes descidas para combinar com os seus colegas permitiam lances de perigo, mas as faltas de consistência no momento da decisão acabaram por ser marcantes.

 

ANÁLISE TÁTICA – CF OS BELENENSES

A formação do Restelo apostou num 3-4-3 que se desdobrava num 5-3-2 no momento defensivo. Com Rui Pereira no vértice inferior do triângulo do meio-campo, o médio libertava David Brazão e Mauro Antunes para fazer a ligação com o ataque e transportar ao esférico para a frente.

De forma interessante, e, talvez, diferente do que se podia esperar, o Belenenses defendeu subido com a sua linha defensiva a atuar alto no terreno. Os resultados foram agridoces visto daí ter surgido o primeiro golo leonino, mas os comandados de Nuno Oliveira apresentaram-se descomplexados e a tentar disputar a partida.

Clé e Rúben Araújo tentaram mostrar-se disponíveis no ataque, descendo em campo para tentar facilitar a ligação com a zona intermédia da equipa. No segundo tempo o cansaço foi visível e determinante para o resultado final, com a defesa da casa a ser incapaz de controlar a velocidade adversária.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Marcelo Valverde (8)

César Medina (6)

Fábio Marinheiro (6)

André Serra (6)

João Oliveira (7)

Mauro Antunes (7)

Rui Pereira (6)

José Pedro (6)

Ruben Araújo (6)

Brazão (7)

Clé (6)

 

SUBS UTILIZADOS 

Flavinho (6)

Bruno Botas (6)

André Frias (4)

Miguel Oliveira (6)

Herlander (5)

 

ANÁLISE TÁTICA – SPORTING CP

Com o fim da janela das seleções nacionais e o regresso dos seus atletas internacionais, Rúben Amorim apostou numa equipa muito diferente da habitual, com várias estreias e um regresso há muito esperado pelos adeptos “leoninos”: Pedro Gonçalves.

O Sporting apresentou-se no seu característico 3-4-3, mas com dinâmicas distintas. Gonçalo Esteves e Rúben Vinagre, sempre irrequietos, mostraram-se peças difíceis de parar dada a sua velocidade e capacidade técnica. Com a defesa adversária a tentar pressionar alto, os dois jovens destacaram-se pela forma como atacaram a profundidade, dando origem ao golo e a inúmeros lances de perigo.

Ofensivamente, o regresso de Pote ficou patente na facilidade com que o português encontrou e aproveitou o espaço entre linhas para combinar com os seus colegas e confundir as dinâmicas do Belenenses.

 

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

João Virgínia (6)

Feddal (6)

Ricardo Esgaio (6)

Gonçalo Inácio (6)

Gonçalo Esteves (8)

Ugarte (7)

Daniel Bragança (7)

Rúben Vinagre (7)

Pote (7)

Jovane (6)

Tiago Tomás (8)

SUBS UTILIZADOS 

Pedro Porro (5)

Matheus Reis (6)

Matheus Nunes (6)

João Goulart (5)

Nuno Santos (6)

 

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

CF Os Belenenses

Não foram colocadas questões ao técnico CF Os Belenenses, Nuno Oliveira.

Sporting CP

BnR: O Belenenses apresentou-se com uma linha defensiva muito subida e isso acabou por ter um efeito direto no resultado. Esperava que o Belenenses se apresentasse assim e isso alterou a estratégia?

Rúben Amorim: O espaço realmente estava nas costas, o Belenenses jogou subido e o que nós temos de fazer é entender o jogo. Se o Belenenses outra equipa está a jogar baixo, nós jogamos de uma forma, mas se estiver subido temos de jogar de outra maneira. Isto faz parte do crescimento dos jogadores e mesmo os jovens entenderam isso, fizemos vários cruzamentos, tivemos oportunidades, o mérito vai para os jogadores que entenderam o que fazer.

Leonardo Costa Bordonhos

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