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O jogo, que se iniciou 13 minutos depois da hora estipulada, começou praticamente com uma grande penalidade a ser marcada a favor do Belenenses. Licá recebe a bola dentro da grande área e remata para uma defesa de Patrício, que não agarra à primeira e na disputa de bola com Yazalde acaba por fazer falta sobre o avançado do Belém. Depois de consultar o VAR, Bruno Paixão acaba por assinalar penálti; Yebda, na conversão, não falhou: rematou para um lado e o guarda-redes dos leões atirou-se para o outro.
Este foi o despertador dos leões, que tinham entrado bastante adormecidos na partida. Numa grande jogada, que começou com uma recuperação por parte de Bryan Ruiz, a bola ressaltou para o pé direito de Bruno Fernandes e, tal e qual um míssil teleguiado com as devidas coordenadas, foi ao encontro de Bas Dost, que estava isolado na ala. Este recebeu, avançou e atirou para o poste mais distante, repondo a igualdade.
Já cheirava a golo para os forasteiros: Acuña lançou para a velocidade de Gelson e o extremo português na passada atirou à baliza de André Moreira, que encheu as medidas e negou o tento. Contudo, não conseguiu parar o ímpeto leonino e o segundo golo não tardou em aparecer. Battaglia ganha a falta, Bryan Ruiz marca-a logo de seguida para Bruno Fernanades, que progrediu no terreno e lançou Gelson que, à segunda, atirou a contar.
O Sporting não tirou o pé do acelerador e o terceiro acabou por aparecer naturalmente pelos pés de Acuña. Ristovski faz o cruzamento do lado direito que desvia num adversário e o jogador argentino, em esforço, recebe a bola e encosta para o 3-1.
Até ao intervalo não se observaram mais jogadas de perigo. O Belenenses tentava segurar, a todo o custo, as investidas impetuosas dos leões.

Fonte: Bola na Rede
O segundo tempo começou de forma completamente distinta do primeiro. As duas equipas demonstravam-se sem ideias e pouco faziam para merecer o golo. Foi preciso esperar até aos 64 minutos para ver um momento ofensivo digno de registo: e que momento! Fredy, no corredor esquerdo e em habilidade, tocou para Nathan. O avançado progrediu e assistiu o isolado Licá, que fez o segundo da turma do Restelo.
Dois minutos depois, o Belenenses empatou a partida. Licá foi lançado na corrida e, já dentro de área, quando se preparava para finalizar, foi carregado por Acuña. Bruno Paixão não hesitou e apontou para a marca de grande penalidade. Rui Patrício ainda adivinhou o lado, mas Fredy atirou não facilitou. Estava reposta a igualdade.
Contudo, o jogo foi de loucos e logo aos 71 minutos houve novo golo na partida. Num canto batido por Acuña, e num lance muito confusa na área, André Pinto atirou de forma espontânea para uma enorme defesa de André Moreira. Todavia, Bruno Paixão interrompeu a partida e foi analisar o caso ao VAR. Já depois de ver as imagens, expulsou Yebda e apontou, novamente, para a marca de grande penalidade. Bruno Fernandes não perdoou e colocou o Sporting novamente em vantagem.
Já na reta final da partida, Florent rematou forte do lado esquerdo e de fora de área e tentou bater Rui Patrício. Este, atento, desviou para a barra.
Já nos descontos, o Sporting fez mais um golo. Numa grande jogada de contra ataque, Acuña apareceu isolada e da baliza aberta e, sem tremer, atirou a contar. Os adeptos leoninos festejaram, mas Bruno Paixão anulou o golo por fora de jogo.
O Sporting acabou por vencer a partida com dificuldade e a sentir alguns apertos no final, mesmo jogando contra 10 jogadores. Consegue-se aproximar do seu principal rival, o SL Benfica, que saiu derrotado no Clássico jogado no seu reduto por 0-1 .
Como jogou o CF “Os Belenenses”: André Moreira, Vicent Sasso, Diogo Viana, Fredy, Yazalde, Licá, Hassan Yebda, Florent, Gonçalo Silva, Bakic
Substituições: Nathan (Yazalde, 45′), Pereirinha (Persson, 58′) e Maurides (Diogo Viana, 64′)
Como jogou o Sporting CP: Rui Patrício, Coates, Fábio Contrão, André Pinto, Bruno Fernandes, Acuña, Ristovski, Battaglia, Bryan Ruiz, Bas Dost, Gelson Martins.
Substituições: Wendel (Fábio Coentrão,45′), Lumor (Bryan, 85′) e Petrovic (Bruno Fernandes, 88′)
A FIGURA:

Bruno Fernandes- Depois dos cinco violinos, chegou o maestro: o médio é um autêntico senhor no meio-campo e todo o movimento ofensivo da equipa passa pelos seus pés. Deixa os adeptos a suspirar e acaba por ser um luxo vê-lo jogar.
O FORA-DE-JOGO:

Yebda- Apesar de não ter feito um jogo mau, a infantilidade que cometeu no lance do penálti não é perdoável a um jogador da sua experiência. Deixou a equipa a jogar com menos um homem na derradeira parte da partida e em muito dificultou a vida dos seus colegas.
CONFERÊNCIA BnR
Sporting CP
BnR: Disse que o Wendel se perdeu muito no que Jorge Jesus queria que ele fizesse. Qual era o seu objectivo com a entrada do jovem em campo?
Jorge Jesus: O nosso corredor esquerdo, mais central, estava a ter muito espaço. Tínhamos o Diogo Viana e o Fredy sozinhos para o Bryan, tentei fechar o lado esquerdo com dois jogadores novos. O Fredy estava a entrar muito nas costas do Bryan Ruiz e então foi para dar alguma frescura àquele lado do campo.
CF “Os Belenenses”
BnR: No futebol, não há vitórias morais. Contudo, sente que a resposta da equipa na segunda parte permitirá ilações positivas?
Silas: Sim, sobretudo porque percebemos que havia aqui uma fase em que tentámos jogar com uma linha de quatro e não estávamos a conseguir. Aqui conseguimos e a linha de quatro funcionou, o que é bom para os próximos jogos. Todos nos observam e conseguimos alterar as nossas rotinas rapidamente, o que é muito positivo. Actuámos com uma linha de quatro e conseguimos jogar como conseguimos, contra um adversário forte, o que nos dá bons indicadores para os próximos jogos.
Rescaldo de Guilherme Anastácio e Marta Reis












