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Coentrão – Fernandes: Dupla feita de aço

Pedro Miguel Silva · 2 min

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A estes dois nomes pode-se também juntar Mathieu e outros, mas a verdade é que já faz muito tempo que o Sporting não acertava tanto em contratações no Verão como o fez este ano.

Foi um acréscimo tremendo de raça, de vontade e experiência que deu um boost à equipa do Sporting, razão pela qual nos encontramos a disputar todas as frentes onde inicialmente nos propusemos ganhar (sim, mudámos da Liga dos Campeões para a Liga Europa, mas mesmo assim estivemos muito bem).

Se de início havia desconfiança com a condição física de Fábio Coentrão, a cada jogo que passava, se ganhava a certeza que o raçudo caxineiro iria voltar à forma que o trouxe à ribalta. Agora é vê-lo fazer pressing ao guarda-redes aos noventa minutos quando o resto da equipa já não tem mais força.

No que toca a Bruno Fernandes, foi muito rápido o processo de adaptação ao clube e é vê-lo jogar noventa minutos após noventa minutos (duas vezes por semana) e juntamente com o Coentrão, serem os dois jogadores que mais correm atrás da bola nos finais dos jogos.

Não existem palavras suficientes para descrever os atributos de Bruno Fernandes. Um jogador que chegou, viu e venceu
Fonte: Sporting Clube de Portugal

Com Coentrão ganhámos raça, experiência e um querer inacreditável. Tenho de dar o braço a torcer perante este jogador… quando chegou, achei que já não tinha condições físicas e anímicas para representar um grande clube, mas a verdade é que recuperou a alegria de jogar e, pessoalmente, gosto de jogadores que querem ganhar tanto como o Fábio quer. Gosto de jogadores que ficam furiosos consigo mesmos quando a exibição não é tão boa ou conseguida como aquilo que eles sabem fazer. Gosto daqueles que procuram sempre dar o seu melhor.

Já com Bruno Fernandes, ganhámos o mesmo que com Coentrão e ainda mais. Classe, perfume no futebol, pontapés de longa distância e um “capitão sem braçadeira”. Não é muito normal ver um jogador com 23 anos com a maturidade que Bruno Fernandes demonstra… e a liderança dele em campo é inquestionável… vê-lo a corrigir os colegas, a incentivar, a puxar pelo público, a correr atrás de cada bola como se fosse a última, a “discutir” as decisões do árbitro sempre defendendo os interesses do Sporting, é algo inexplicável. É um “espetáculo dentro do próprio espetáculo”.

E se a esta “dupla de aço” juntarmos Mathieu, Piccini, Battaglia… vimos que o mercado de Verão foi dos mais acertados de que há memória na história verde-e-branca.

Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal

Pedro Miguel Silva

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