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São estes jogos que definem um campeonato. Num ciclo totalmente “infernal”, onde perder pontos era proibido, o Sporting deixou escapar a oportunidade de conquistar a sétima vitória consecutiva. Como num duelo de Highlander, sendo Jorge Jesus o Connor MacLeod, o Sporting precisava conquistar os três pontos para absorver toda a energia, decapitando a possibilidade de deixar o FC Porto fugir na tabela.
Mas a equipa de Alvalade foi uma espécie de esgrimista de nível amador, sem capacidade de poder contornar um adversário que tinha uma espada mais pequena, porém, mais trabalhadora. Neste triste conto, destaque, uma vez mais, para o fraco espetáculo produzido por alguns intervenientes. Nomeie-os de pseudo-artistas, sem eficácia para alimentar a crença dos espectadores neste baile sem prazenteiro. Começando pelo juiz da partida, Luís Godinho, que já tinha demonstrado ser um árbitro bastante limitado. Neste sábado, prejudicou ambas as equipas, retirando emoção, competitividade, golos e espectacularidade à partida. Pelo que jogaram Sporting e Moreirense, este jogo merecia outro juiz. Não se compreende a sua nomeação, a segunda em sete jornadas, para jogos do Sporting. Ainda assim, não tem total responsabilidade.

Fonte: Sporting CP
O “chiclas” de cabelo branco que comanda e decide quem joga, fez uma valente borrada na constituição da equipa e na forma como abordou ou estudou a equipa do Moreirense (se é que o fez). É perfeitamente perceptível, que JJ gosta de ter um jogador que provoque calafrios na massa associativa. Já foi assim quando treinava o SL Benfica com aquele defesa esquerdo promissor Bruno Cortez. Hoje, faz o mesmo com Alan Ruiz.
Jorge: não é preciso colocares um jogador que não constrói, não desenvolve, não desequilibra, não tem criatividade, não se posiciona e fundamentalmente não se adaptou ao nosso futebol, para percebermos que és tu que mandas! E a opção em colocar o “picanhas”? Mesmo apreciando a sua entrega e o seu esforço, reconheço que Bruno César teria extrema dificuldade em conseguir ser titular, sequer, neste Moreirense. Não pretendo ser ingrato, creio ser um atleta insuficiente para jogar numa equipa com os objetivos do Sporting.
Era, sem dúvida, crucial superar este jogo. Não poupar jogadores a pensar no impensável. Não subestimar adversários pensando que a vitória seria um acto natural.
Jorge: para se vencer há que ter trabalho e as peças certas no tabuleiro. Alan Ruiz e Bruno César são bons suplentes e jogadores certos para a Taça da Liga. Bruno Fernandes não pode nem deve jogar a 8 contra equipas que defendem directamente o construtor de jogo William Carvalho. Bastava teres aprendido a lição no jogo frente ao Tondela. O Manuel Machado é que não foi em cantigas. Aproveitou este desfalque anulando, com alguma facilidade, as investidas leoninas.
Posso até perceber que Acuña tenha fadiga muscular, mas porque fez trinta minutos com o Marítimo? E o Batta? O Battaglia é um jogador que permite soltar William para a construção de jogo. Ao mesmo tempo, quando a equipa perde a bola, é um elemento importante na ajuda à recuperação e a destruir com eficácia contra-ataques perigosos. O Sporting não vence uma partida de carácter obrigatório frente a um oponente que, de certeza, irá lutar pela manutenção. Era, importantíssimo, chegar ao clássico com os mesmos pontos do rival e, a partir daí, começar a fabricar uma distância digna dos maiores corredores, bem ao jeito de Alberto Contador.

Fonte: Sporting CP
Não será por este jogo que os adeptos irão entrar em depressões, é verdade. Mas é com pontos deixados nestes encontros que se ditam fatais para as maiores conquistas. Não querendo alongar, não percebo quanto pesa a camisola de Iuri Medeiros. É um jogador que não se percebe. Tem qualidade, finta, técnica, é inteligente e já teve mais oportunidades do que a Luciana Abreu teve castings para um filme de Hollywood. Não consigo entender estes dois últimos jogos. Espero sinceramente que mostre toda a sua qualidade numa espécie de derradeira oportunidade.
Jorge: para finalizar, ninguém é burro ou incompetente. Os jogos da taça da Liga servem para fazer experiências e colocar jogadores menos evidentes. Tal como descobrimos qualidades no Ristovski, pode ser que nesses jogos, com as tuas invenções, se descubra ainda que afinal Alan Ruiz era um bom pedreiro.
Esperemos que, esta quarta-feira, a equipa dê uma boa resposta e que tenham sido importantes todas estas poupanças. Afinal vem aí o monstro do futebol ao palco de Alvalade. De seguida o embate escaldante de um clássico (que até nos costuma correr bem) e logo a seguir uma Juventus faminta por nos devorar.
Foto de Capa: Sporting Clube de Portugal









