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Em casa onde não há “pão”…todos ralham! Quem tem razão? (Parte II)

Pedro Miguel Martins · 3 min

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A trinta de Setembro de 2015, escrevi a minha primeira crónica para o Bola na Rede e este foi o primeiro título… Um ano e um mês depois, a história repete-se, por isso disse, e repito: “Ser adepto do Sporting Clube de Portugal não é uma coisa fácil; por isso é que não é para todos!”

Ainda há poucos anos atrás o Sporting lutava pelo terceiro lugar e agora a coisa é diferente, vamos a qualquer campo no mundo lutar de igual para igual com qualquer adversário. “Já há muito tempo que o Sporting não tinha esta mentalidade vencedora em tudo e é por isso que neste momento o Sporting precisa de mais! Mais estabilidade, mais união, mais vontade. E com esta nova mentalidade todos se estão a assustar e começam a querer que o Sporting volte a amansar: arbitragem, comunicação social (não isenta), analistas desportivos especializados (também em nada isentos).”

“E é aqui que temos de mudar: temos de apoiar os nossos até à morte, temos de jogar três vezes mais em campo (para nos validarem um golo, temos de marcar três), temos de correr mais, ter cuidado com as manhas alheias e deixar de acreditar em tudo o que se lê/ouve/vê em alguns órgãos de comunicação social.” (in Casa onde não há “pão”…todos ralham! Quem tem razão? de trinta de Setembro de 2015).

Confesso que, com a derrota de Varsóvia, senti a necessidade de “ralhar” com o meu Sporting. Ser eliminado das competições europeias assim, foi doloroso demais… mas também senti que não fomos inferiores a eles, simplesmente estivemos em dia não na parte da concretização, aliás como em toda a fase de grupos da Liga dos Campeões contra Real Madrid, Dortmund e Légia (neste jogo). Jogaste como “nunca” e perdeste como sempre… Cinco derrotas foram um duro soco no estômago.

Contra tudo e contra todos, estes são aqueles que sempre defenderão o Sporting CP. Quarta-feira há mais… Fonte: Sporting CP
Contra tudo e contra todos, estes são aqueles que sempre defenderão o Sporting CP. Quarta-feira há mais…
Fonte: Sporting CP

Vais à Luz e defrontas um adversário que foi “pequenino”, mas teve querer… A única coisa em que o Benfica foi superior foi na intensidade que os seus jogadores apresentaram, agora tudo o resto não deixa de ser um escândalo. Eu fui ao Estádio da Luz e sofri na pele toda a perfídia vermelha e branca. Assim, é preciso reflectir sobre:

1º – O constante anti-jogo dos apanha-bolas do Estádio da Luz que, durante toda a partida, ou provocavam os jogadores do Sporting ou não estavam presentes para dar a bola para prosseguir jogo;

2º- O caso das “cartolinas” que foram atiradas para o relvado e contra toda a equipa verde e branca. Rebentaram dois petardos dentro do Estádio da Luz na parte dos adeptos leoninos. Quero ver as multas contra o Sporting e quero ver as multas para o Benfica;

3º- O árbitro da partida, que consegue distorcer o resultado da mesma. Não digo que obviamente marcávamos o penálti, mas podia ser 0-1 e não 1-0. Naquele momento, pelo menos… E depois ainda vem outro penálti… ;

4º- O anti-jogo dos jogadores do Benfica, que facilmente caíam, obrigavam o “carrinho-maca” a entrar e depois levantavam-se fazendo perder minutos preciosos na tentativa de recuperação leonina;

5º – Há que saber perder e há que saber ganhar. No final da partida, o volume do Estádio da Luz foi aumentado a níveis ensurdecedores, durante uns bons vinte a trinta minutos… Já estive várias vezes lá, com o Benfica a ganhar e a perder e nunca tinha atingido aquele volume. Se acontecer em Alvalade (espero que não respondamos com um volume exagerado) quero ver o que vão dizer…;

6º- No cortejo de regresso, o envio de material pirotécnico contra os adeptos leoninos que eram obrigados a permanecer na caixa;

Claro que isto não é desculpa para os golos que nós falhámos, para a falta de intensidade da equipa em disputar segundas bolas, mas ajuda e muito a deitar uma equipa abaixo. Agora, já virão os apologistas do Apocalipse do Sporting contra o Presidente, o treinador, o preparador físico…

No entanto, o Sporting está no seu caminho, tranquilo e seguro dos passos que vão sendo dados. Agora, mais que nunca, é tempo de união, coesão e de gritar pela nossa equipa.

Foto de capa: Sporting Clube de Portugal

 

Pedro Miguel Martins

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