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Vivem-se dias atribulados pelas bandas de Alvalade e não se prevê que haja em breve uma acalmia. Com o aproximar das eleições que aí vêm, o projecto desportivo do Sporting Clube de Portugal está a ser todo posto em causa.
Esta semana o mar esteve revolto e quer a Equipa B, quer o Andebol, bem como o Hóquei em Patins sofreram mudanças abruptas… Bem sei que em tempo de eleições não se medem bem as promessas, nem os meios para atingir os fins, mas quando falamos de um Clube desportivo, o coração e a razão não se podem isolar e valer tudo para se conseguir a vitória.
Em teoria, somos todos sportinguistas, pelo que de nada servem os ataques e a criação de mais problemas… em teoria, no final deste processo eleitoral, o candidato que perder deveria automaticamente oferecer os seus préstimos e os seus valores acrescidos para a melhoria do Clube verde-e-branco. Se têm investidores (seja o candidato A ou B) e se são verdadeiramente sportinguistas deveriam entregar essas propostas àquele que for eleito presidente do Clube. Ou então, deixamos de falar num amor e passamos a falar num interesse. O meu Clube nesta semana deixou-me “triste”. Aquilo que sempre ouvi falar pela parte de Bruno de Carvalho simplesmente não existiu: aparentemente o projecto desportivo foi totalmente alterado após alguns desaires.
Tive a curiosidade de procurar o significado (à letra) de Projecto:
“pro·jec·to |ét|
(latim projectus, -us, acção de se estender)
substantivo masculino
1. Aquilo que alguém planeia ou pretende fazer. = COMETIMENTO, DESÍGNIO, EMPRESA, INTENTO, PLANO, TENÇÃO
2. Esboço de trabalho que se pretende realizar.
“projecto”, in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013

Fonte: Super Sporting
E aqui, o que senti esta semana, é que não há cometimento, nem comprometimento. Aparentemente o projecto, ao “primeiro” desaire, cai por terra. Não quero com isto dizer que não possam existir alterações ao plano inicial, mas parece-me que estar constantemente a trocar de treinador ou de responsáveis sem deixar o projecto seguir o seu rumo é uma má política e não dá confiança e estabilidade a ninguém. Não podemos querer mudar o mundo em meia dúzia de meses e é preciso deixar o projecto criar raízes.
Continuo a acreditar que o meu Clube melhorou muito nos últimos três anos e que este projecto tem pernas para andar… mas é preciso aliar o coração à razão e não se deixar dominar pelo ímpeto de mudança por mudança! Há que dar condições e confiança a quem está para trabalhar… se não, seremos apenas mais um Clube que anda ao sabor da maré.
Foto de capa: Montagem BnR










