Publicidade

FC Paços de Ferreira 1-2 Sporting CP: Jogo quente em noite fria na Mata Real

Pedro Pinto Diniz · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

Noite chuvosa na Mata Real, onde o FC Paços de Ferreira recebeu o Sporting CP, em jogo a contar para a 9.ª jornada do campeonato nacional.

Os castores vinham de um empate precisamente em casa diante do Rio Ave FC, no qual jogaram cara a cara com os vila-condenses, crónicos candidatos aos lugares europeus. Já os leões chegaram a Paços de Ferreira com a moral em alta, depois de uma vitória difícil em Alvalade diante do sempre difícil Vitória SC, por 3 bolas a 1. De destacar a titularidade de Ristovski, que já não jogava desde o dia 11 de maio pelos lisboetas.

O Sporting entrou com perigo, com uma investida de Bruno Fernandes pela esquerda, mas sem a conclusão pretendida.

Aos 10′ surgiu o primeiro golo da partida e foi para o Sporting CP. Bruno Fernandes, com a classe habitual, segurou a bola, olhou, descobriu Luiz Phellype e fez um passe com conta, peso e medida para o avançado brasileiro finalizar. Estava desfeito o nulo no marcador.

O Sporting tentava ampliar a vantagem, mas o Paços mostrava-se combativo e intenso em cada duelo. Assim chegou o encontro ao intervalo, com muita luta entre as duas equipas mas sem grandes oportunidades para qualquer uma das formações mexer no marcador.

Ristovski atuou pela primeira vez esta época, depois de ter feito o seu último jogo pelos leões a 11 de maio
Fonte: Sporting CP

O Paços veio com muito fulgor do balneário e Bruno Santos, logo no segundo minuto de jogo, podia ter empatado a partida, não fosse uma grande defesa de Renan.

O ritmo mantinha-se estranhamente alto, com sprints constantes de ambos os lados, e os treinadores mexiam para ganhar, colocando suplentes para o último terço do campo.

O Paços vinha forçando e encostando o Sporting neste segundo tempo, contrariamente à primeira, chegando mesmo ao golo. Num canto batido à direita por Bruno Teles, Douglas Tanque elevou-se mais alto que todos os outros jogadores e cabeceou para o fundo da baliza de Renan, restabelecendo a igualdade.

Depois de uma primeira parte em que o Sporting não arredou pé do meio-campo adversário, deixou-se dominar pelos castores na segunda parte e acabou por sofrer o golo do empate de bola parada.

Aos 77′, Bruno Fernandes bateu um livre à esquerda do ataque leonino, a bola embateu na mão do defesa pacense que estava colocado na barreira e Rui Costa apontou para a marca de grande penalidade. O mesmo Bruno Fernandes, suspeito do costume, marcou e deu nova vantagem aos leões.

O Paços de Ferreira voltou a cair em cima do Sporting, mas os sportinguistas aguentaram a pressão e saíram da Mata Real com três pontos, para os quais tiveram de suar bastante, principalmente no segundo tempo.

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES:

Sporting CP: Renan; Ristovski, Coates, Mathieu, Acuña (87′ Ilori); Eduardo, Doumbia, Bruno Fernandes, Vietto; Luiz Phellype ( 81′ Borja), Jesé ( 64′ Bolasie)

FC Paços de Ferreira: Ricardo Ribeiro; Bruno Santos, Bruno Teles, André Micael, Oleg ; Murilo ( 81′ Dadashov), Diaby ( 52′ Tanque), Pedrinho, Luiz Carlos ; Hélder Ferreira ( 64′ Uilton), Welthon

A FIGURA

Fonte: Sporting CP

Bruno Fernandes – O capitão leonino voltou a ser decisivo, tendo feito uma assistência, arrecadando uma grande penalidade, convertido a mesma. Como sempre, assumindo o comando do jogo leonino.

O FORA-DE-JOGO

Fonte : FC Paços de Ferreira

Hélder Ferreira – O extremo do Paços de Ferreira esteve desaparecido no encontro, sendo substituído por Uílton aos 64′.

BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

Sporting CP

BnR: O Sporting veio de uma vitória convincente frente ao Vitória, hoje teve dificuldades frente ao Paços. A inconsistência exibicional é o maior problema da equipa neste momento?

Jorge Silas: “São jogos diferentes. O Vitória pressiona diferente e saímos melhor. Aqui havia um movimento específico a fazer e à medida que formos jogando e treinando mais juntos, a equipa vai ficar mais consistente.”

FC Paços de Ferreira

BnR: Mister, o Douglas tanque entrou, marcou e mexeu com o jogo. O que falta ao Tanque para ser aposta inicial ?

Pepa: “São opções, eu olho para os treinos, para o dia a dia. Uma coisa é o que dá em 90′ e outra o que dá em 30′. No jogo em que esteve mais tempo em campo não teve tanto rendimento, mas quando entra ajuda a equipa tem faro de golo. Só tem de continuar a trabalhar.”

Artigo revisto por Inês Vieira Brandão

Pedro Pinto Diniz

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Sporting

A nova fase do leão | Shakhtar Donetsk x Sporting CP 

Anunciada a saída de Rui Borges do comando do Sporting e com Paulo Fonseca de malas feitas, os verdes e brancos preparam-se para enfrentar o Shakhtar Donetsk, em solo inglês, em embate relativo à quarta jornada da Liga dos Campeões. Ainda na ressaca do primeiro desaire europeu, sofrido em Alvalade diante do LASK por 3-2, os pupilos orientados por Tiago Fernandes, treinador interino que vai constar no banco de Stamford Bridge, apontam as suas fichas ao regresso aos triunfos, numa fase em que vão entrar num ciclo completamente exigente na prova milionária, com encontros marcados com gigantes do futebol europeu.

Inês Flores · 3 min de leitura
Ler a crónica
Benfica

Depois do Halloween, apareceu um Diablito para evitar uma ida do Benfica às bruxas

Uma equipa grande também se faz naqueles jogos mais chatinhos, onde a inspiração se perde nos poros de suor e nada parece correr bem. Será algo do género que Andreas Schjelerup terá ecoado ao intervalo, quando ficou no balneário, ou quando Gianluca Prestianni, talvez já moldado pelo peso do brilhantismo, enfrentou pela frente mais uma muralha de jogadores adversários. Se no final da época for feita uma compilação dos grandes momentos do Benfica, será pouco provável ver muitos lances deste jogo, talvez apenas aquele em que o argentino com um toque de classe fez a bola passar por entre as pernas de Touaizi, perdido no meio de tamanho inconformismo. O retrato geral, não o escondeu Marco Silva, numa dose de realismo que já há muito não se via nos corredores da Luz, foi desinspirado. Felizmente para os encarnados, há Echeverri. Não é o primeiro momento de brilhantismo desmedido do reforço de verão por quem a cláusula de opção de compra já se afigura uma mera formalidade, mas, fosse esse o caso, seria quase poético. Depois de se celebrar o Dia das Bruxas, Halloween para os falantes de inglês, brilhou no Estádio da Luz um Diablito, que impediu Marco Silva de procurar explicações para o tropeço nas bruxas e dissipou qualquer questão sobre os fantasmas do empate que assombraram o Benfica na última época. Quem tem um Joker assim, pode sempre sorrir.

Diogo Ribeiro · 5 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.